Previdência Aberta e Fechada

Previdência Aberta e Fechada: entenda a diferença

Conheça as principais características de cada modelo e descubra qual a melhor opção para você!

A partir da aprovação da Reforma da Previdência em 2019, muitos brasileiros se viram forçados a encontrar outras alternativas para incrementar a aposentadoria oferecida pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). 

Por conta das mudanças ocorridas na legislação, uma das melhores opções se tornou recorrer aos planos de previdência privada e dessa forma garantir um futuro mais tranquilo.

Assim, previdência fechada e aberta são tidas como alternativas para complementar a renda após o final do tempo de trabalho e conseguir manter uma aposentadoria mais tranquila do ponto de vista financeiro. As duas formas trazem benefícios fiscais e monetários que se aplicam a diferentes indivíduos e objetivos.

Por isso, para saber qual o melhor plano para você, é preciso analisar cada situação de forma individual. Além disso, também é essencial avaliar qual o seu objetivo ao contratar um plano de previdência privada, seja ela fechada ou aberta. 

Assim, pensando em te ajudar a decidir e explicar um pouco mais sobre o assunto, reunimos aqui algumas informações principais que você não pode deixar de conhecer! Confira a seguir e boa leitura!

O que é previdência privada?

Antes de mais nada, é preciso entender que a previdência privada nada mais é do que um investimento que foca em resultados e rendimentos a longo prazo, mirando na aposentadoria. 

Apesar de não ser o fim exclusivo desse tipo de ativo, pessoas que contratam esse plano normalmente têm interesse em garantir uma aposentadoria mais tranquila. 

Aqui no Brasil, os trabalhadores que estão sob regime CLT e contribuem para o INSS corretamente, têm direito a receber uma aposentadoria por tempo de serviço. 

O valor da chamada aposentadoria social varia de acordo com o tempo de contribuição, salário e outros fatores menores. 

Apesar disso, até mesmo o teto da aposentadoria do INSS ainda é baixo para algumas pessoas e é considerado insuficiente para manter a qualidade de vida. 

Assim, a previdência complementar surgiu como uma alternativa para aqueles que têm interesse – e condições financeiras – de investir em um plano de previdência para juntar mais dinheiro e manter uma estabilidade lá na frente. 

Tipos de previdência privada

Dessa forma, o intuito principal da previdência complementar privada geralmente é servir de complemento para a previdência social oferecida pelo governo e costuma atrair muitas pessoas por conta dos benefícios fiscais oferecidos para quem contribui para esse investimento. 

E as previdências fechada e aberta são parte integrante da previdência privada, sendo que ambas são compostas de duas fases para o investidor: acumulação e usufruto. 

Independente do plano escolhido, a fase de acumulação pode ser definida como o momento onde o investidor realiza aportes no plano ao mesmo tempo que o dinheiro aportado é rentabilizado com o objetivo de aumentar o montante final. 

Quando falamos de fase de usufruto, o seu início é marcado pela data escolhida para a aposentadoria de fato, momento que o investidor pode escolher entre realizar um resgate total do dinheiro acumulado ou receber aportes mensais de acordo com o montante. 

Previdência aberta

Os planos de previdência geral podem ser caracterizados como aqueles que estão disponíveis para qualquer indivíduo que esteja interessado em contratá-los. 

Normalmente, são oferecidos por bancos, seguradoras ou entidades financeiras que podem ser contratados por pessoas físicas ou jurídicas, independente da existência de vínculo profissional ou associativo. 

De forma geral, podemos dizer que a diferença entre a previdência aberta e fechada é a natureza do plano. Quando um investidor opta por um plano de previdência aberta, são iniciados os aportes para a seguradora escolhida e então, é escolhido um fundo de investimento para onde o dinheiro será direcionado. 

Um ponto positivo da previdência aberta é que é possível realizar resgates sem nenhum tipo de restrição a partir de um período de 60 dias. 

Isso significa então que, respeitado esse tempo de carência, o investidor pode sacar seu dinheiro sem limitações. 

Previdência fechada 

Por outro lado, os planos de previdência fechada são conhecidos como fundos de pensão. 

Os mesmos foram criados exclusivamente para funcionários de uma determinada empresa ou para uma categoria profissional específica. Nesses casos, não é permitida a adesão de qualquer pessoa ao plano. 

Por ser uma opção exclusiva de cada empresa ou categoria, ocorre a formação de uma equipe exclusiva totalmente voltada à gestão dos fundos oferecidos para os colaboradores que escolheram aderir ao plano. 

Assim, por conta da necessidade de criação de uma equipe como essa, os planos fechados só fazem sentido para empresas de grande porte, que contam com um quadro de funcionários muito grande. 

Por isso, a partir do bom planejamento e estruturação de um plano de previdência fechada, existe a possibilidade de cobrança de taxas menores quando comparadas aos fundos abertos. 

Entretanto, é importante ressaltar que por ser tratar de uma mão de obra mais especializada, demanda maior complexidade e altos custos para a empresa, impactando inclusive no lucro da mesma. 

Além disso, diferente do que ocorre em planos abertos, como vimos anteriormente, não existe a possibilidade de resgates livres. Ou seja, para ter acesso ao dinheiro investido é necessário esperar até a aposentadoria ou o desligamento da companhia. 

Dessa maneira, se você está em dúvida sobre qual o melhor plano para a sua situação, nossa dica é avaliar bem as características principais de cada um e observar as suas possibilidades. 

A previdência fechada pode ser uma ótima escolha para quem tem foco total na aposentadoria e está disposto a manter o dinheiro esquecido até lá. 

Enquanto isso, a previdência aberta é uma boa opção para quem tem como prioridade manter a flexibilidade na hora dos resgates.