Metroid Dread, análise do retorno triunfante de Samus

Metroid Dread, análise do retorno triunfante de Samus

Tendo sido apresentado em junho, Metroid Dread aparece em 2021 como uma das maiores apostas da Nintendo para os jogos que serão lançados. 

A proposta traz uma sequência do Metroid Fusion, do Game Boy Advance, e sugere colocar um ponto final à trajetória de Samus Aran, protagonista do jogo, mesmo após 35 anos de seu início. 

Sem fugir da regra, o jogo se mantém fiel ao gênero que um dia batizou, além de ignorar algumas tendências para, assim, conseguir seguir com a história anterior, apenas aproveitando a tecnologia atual para trazer uma experiência mais interessante aos usuários.

A Nintendo reintroduziu Samus ao público para servir de vitrine ao novo modelo do Nintendo Switch

Mais uma vez Samus surgirá, dessa vez tendo a oportunidade de ser apresentada a novas gerações que nunca sequer ouviram falar em seu nome.

No entanto, fique esperto! O fato de ser antigo não significa que deva ser descartado como algo chato. Acredite, se você conhecer vai achar incrível.

É uma experiência empolgante ver as transições entre os cutscenes e a jogabilidade. Sem paradas, sem cortes e tudo isso com apenas 2 minutos depois de começar a minha aventura.

Esses detalhes pensados e cuidados tornam um jogo Metroid Dread tão simples em algo grandioso.

As trocas entre cutscene e gameplay acontecem diversas vezes, principalmente nos primeiros momentos do jogo, e colaboram para uma introdução mais bonita dos E.M.M.I (Extraplanetary Multiform Mobile Identifier), ou seja, os robôs que fazem parte de toda composição da história de Metroid Dread. 

Como já é esperado no gênero Metroidvania, Metroid Dread possui um labirinto 2D sem qualquer informação disponível de para onde você deve ir, o que te obriga a observar o mapa de forma inteligente. Olha a necessidade de raciocínio lógico aí! 

Quebra-cabeças e jogos de memória também são constantes, não permitindo que você passe para a próxima área sem que descubra todos os detalhes pendentes da anterior.

Ao mesmo tempo que você está se divertindo, também está treinando o seu cérebro para puzzles que podem se mostrar bem complicados. Ninguém vai poder dizer que você está à toa sem pensar em nada!

Em questão de jogabilidade, ele traz de volta o clássico, com a protagonista dispondo de todas as suas habilidades adquiridas em outros jogos dessa série, como o Speed Booster, Grapple Beam e Morph Ball.

E não é só isso, alguns novos truques foram incluídos em seu arsenal, como o Spider Magnet, que faz com que Samus escale paredes ou grude no teto ao melhor estilo do Homem Aranha

Se você assistiu Alien, de Ridley Scott, e curtiu, vai se pegar em alguns momentos desse jogo roendo as unhas, pois ele também conta com algumas cenas claustrofóbicas e cheias de angústia.

Mesmo que não seja um alien babando que esteja correndo atrás de você, ainda assim as perseguições causadas pelos E.M.M.I te deixarão em desespero, talvez até chegando a agarrar o controle naqueles momentos em que for detectado.  

Esse sentimento desencadeado graças à forma com que fizeram a jogabilidade acontece de forma fluída e nova, como nunca se tinha visto em nenhum jogo de Metroid.

Metroid Dread consegue se colocar em um novo patamar

Metroid Dread consegue se colocar em um novo patamar de perfeição, permitindo que os personagens atravessem portas em velocidade, façam trocas de ataques bem coordenados e apresentem movimentos sensacionais.  

Os encontros imprevisíveis com os inimigos aumentam a pressão a cada passo que você dá, e quando os chefes resolvem surgir a coisa fica realmente complicada. São desafios que realmente te fazem perceber se aprendeu algo de fato com tudo que desbloqueou até ali.

Isso porque nem citamos os gráficos até então, mas os detalhes são tão impressionantes que até mesmo a água escorrendo pela parede metálica parece mágica.

Metroid Dread é um show de gráficos dentro do console da Nintendo, repleto de qualidade em direção artística. 

Logo, não podemos deixar de dizer que esse será um regresso triunfante para Samus Aran, dentro ainda do mesmo gênero que ela ajudou a criar. Isso prova que nenhum estilo de jogo precisa ficar preso ao passado.

Os riscos assumidos pela empresa desenvolvedora deixou claro que é possível desenvolver um novo capítulo com personalidade própria sem largar aquilo que já foi construído. 

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E você jogador, ficou curioso para jogar esse novo capítulo de Metroid? Já conhecia a franquia ou começará por esse game? Conte pra gente nos comentários, não deixe de comentar sobre o retorno triunfante de Samus.

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