refinanciamento imobiliário

Quais são os custos envolvidos em um refinanciamento imobiliário?

Saiba o que está pagando: confira aqui quais são os gastos envolvidos nesta modalidade

Você sabe o que é refinanciamento imobiliário? Embora o nome seja similar ao financiamento, o refinanciamento de imóvel consiste em um empréstimo com garantia. Nesse caso, o interessado precisa ter em seu nome um bem (já quitado) para ter acesso a essa opção.

O bem ficará alienado ao banco ou financeira e você terá o dinheiro para realizar a sua nova aquisição. Uma das principais características dessa modalidade é que ela oferece juros menores e o pagamento pode ser feito com um número maior de parcelas.

Mas, afinal, quais são os custos envolvidos em um refinanciamento imobiliário? É isso que vamos mostrar a você neste artigo. Acompanhe!

Taxa de Juros

A taxa de juros de um refinanciamento imobiliário varia de acordo com cada instituição bancária. Por esse motivo, é importante estudar todas as alternativas para evitar contrair uma dívida maior do que você pode arcar.

Isso porque o não pagamento transformará o sonho do aumento do seu patrimônio em um verdadeiro pesadelo, afinal, caso você não consiga pagá-lo, o imóvel dado como garantia poderá ser leiloado para garantir a quitação do débito.

IOF

O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) passou a integrar as linhas de crédito, sendo assim, esse tributo também deverá ser pago no refinanciamento imobiliário. Em linhas gerais, existe um limite de cobrança de IOF: para pessoas físicas, ele é de 6,38%; para empresas, 3%.

O valor exato dependerá das características envolvidas no refinanciamento imobiliário e de cada instituição bancária. O percentual de 0,38% é a taxa-base para a tomada de crédito de bens imóveis. Além disso, é incluída uma alíquota diária, a qual incide até o final do contrato.

Vale destacar que o IOF de refinancimento imobiliário começa a valer a partir do momento da contratação.

Impostos

O Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) refere-se a uma taxa que o comprador deve pagar para realizar a transferência do imóvel para o seu nome. Esse tributo deve ser recolhido pela prefeitura do município a que o imóvel pertence — vale destacar que a alíquota varia de acordo com cada cidade.

Normalmente, o cálculo é realizado com base no valor da transação, podendo variar entre 2% a 4% do valor do imóvel.

Seguros

Os seguros contratados são pagos juntamente com as parcelas do refinanciamento, Veja quais são eles:

  • Seguro de Danos Físicos do Imóvel (DFI): visa cobrir danos ocasionados no imóvel por motivos de fatores externos;
  • Seguro de Morte e Invalidez Permanente (MIP): garante que a instituição bancária receberá o pagamento em situações consideradas trágicas, nas quais o comprador é impedido de realizar o pagamento da dívida por causa de uma invalidez permanente ou até mesmo venha a falecer.

Normalmente, o custo geral dos seguros fica entre 3% a 5% do valor das parcelas.

Tarifas

A instituição bancária realiza algumas atividades que exigem a cobrança de tarifas. Entre as principais delas estão:

  • Tarifa de Avaliação do Imóvel: refere-se ao valor pago ao especialista responsável pela realização da vistoria do imóvel. Ele analisará se o valor do imóvel corresponde ao valor real do mercado. Além disso, verificará se existem avarias que podem prejudicar a liquidez do bem.
  • Tarifa de Avaliação Jurídica: corresponde à taxa cobrada para que o banco possa verificar a documentação do vendedor, do comprador e do imóvel, a fim de assegurar a inexistência de problemas que podem interferir e até mesmo impossibilitar o refinanciamento.

O refinanciamento imobiliário é uma alternativa muito vantajosa para quem deseja aumentar seu patrimônio. No entanto, é importante saber quais são os custos envolvidos nessa operação para não colocar em risco o bem dado como garantia. Sendo assim, analise calmamente suas finanças, faça simulações e opte por aquela que oferece mais vantagens para o seu bolso.