Quero que o meu filho largue o videogame

Quero que o meu filho largue o videogame: o que eu faço?

Pandemia, muito tempo livre, pouco acesso à rua e, de repente, os meios eletrônicos estavam à disposição em sua casa. Acho que aconteceu com quase todos os pais nos últimos tempos.

As crianças acabaram se acostumando a essa nova realidade e, aos poucos, os vícios também se instalaram.

O videogame se tornou um problema? Nada mais que não envolva telas consegue manter seu filho distraído?

Vamos tentar ajudar com algumas dicas.

É claro que é necessário se meter nisso e mudar as coisas, mas não é preciso que se torne uma guerra entre pais e filhos. É possível fazer essas mudanças de forma tranquila para todos os lados.

Não estamos também dizendo que está totalmente proibido que as crianças tenham acesso a esse tipo de diversão. Mesmo os videogames e os jogos digitais de celular podem trazer benefícios para o desenvolvimento de habilidades como a insistência, a flexibilidade para situações de frustração, solução de problemas, coordenação e até mesmo o pensamento estratégico. 

O problema é que, se esse uso se torna excessivo, habilidades como criatividade e comunicação começam a se perder. É muito mais provável que essa criança desenvolva comportamentos ansiosos e agressivos, além de deixá-las muito mais sedentárias, sentadas de forma totalmente inadequada e reduzir a qualidade da audição, visão e do sono.

Conforme uma pesquisa da Sociedade Americana de Pediatria, bebês com idade abaixo de 2 anos não devem ter acesso a telas. Depois dos 2 anos e até os 5 o período ideal seria de no máximo 1 hora. Somente após os 6 anos e permanecendo até os 13, esse tempo não deveria exceder duas horas diárias. 

Mas, voltando ao videogame, apresentaremos algumas dicas que podem ser muito úteis e que vão funcionar melhor do que castigos e gritos.

Combinados entre pais e filhos

Sente-se com seu filho e, junto com ele, determine quanto tempo será permitido de jogo e em que dia da semana.

Combinem que, quando o tempo de jogadas naquele dia estiver acabando, ele poderá ser alertado para que vá se preparando para desligar o aparelho. É importante que ele respeite essa decisão.

Para isso, deixe claro que haverá somente um alerta e que, se ele não for respeitado, você se colocará na frente da televisão, sem dizer nada, apenas o impedindo de continuar até que desligue os aparelhos.

Peça para que seu filho repita os combinados para ter certeza de que ele entendeu as regras e que está disposto a cumpri-las. E, assim como ele tem que manter tudo em funcionamento, você também precisa seguir os passos que foram determinados.

Deixe outras atividades disponíveis

As crianças muitas vezes se prendem ao videogame por medo do tédio e por esse ser um processo que exige menos de quem está usando. 

Por isso, uma boa ideia é descobrir quais são as atividades que seu filho mais gosta e que mostra bastante desenvoltura. Procure investir nisso, para que ele perceba que é possível se divertir usando o próprio corpo.

Tenha também jogos de tabuleiro que podem envolver toda a família. Eles colaboram e muito com as habilidades sociais.

E, claro, não deixe de incentivar a leitura, já que essa é uma habilidade de extrema importância tanto para as atividades escolares quanto para a vida. Quem lê pensa melhor e chega mais longe. 

Mantenha a sua posição de exemplo dentro de casa

Quer melhor forma de ensinar seu filho do que dando o exemplo?

Então que tal largar um pouco o seu celular e mostrar que é possível viver sem eletrônicos? Senão pode ser que, em algum momento, ele te lembre que, da mesma forma que ele usa o videogame, você usa o seu smartphone.

Não use telas antes de dormir 

Como já dissemos, usar aparelhos eletrônicos é extremamente ruim para o seu sono. Evite as telas por, pelo menos, duas horas antes de dormir.

Coloque o videogame na sala

O videogame escondido no quarto do seu filho vai dificultar a sua missão de monitorar o tempo de uso e também que tipos de jogos ele está tendo acesso.

Existem alguns sinais que deixam claro se a criança já está viciada no aparelho. Fique atento se seu filho perdeu o interesse por coisas que antes amava fazer, se agora nunca quer desligar o videogame, se está jogando escondido ou se apresenta muitos sintomas de irritação ou de ansiedade.

Se esse for o caso, vale a pena procurar pela ajuda de um profissional que vai indicar o melhor caminho a ser seguido.