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O que você precisa saber antes de começar a investir!

O brasileiro tem se preocupado cada vez mais com dinheiro – e não é à toa. A pandemia do novo coronavírus escancarou o fato de que não estávamos preparados para emergências ou para oscilações tão significativas na economia e, por conta disso, muitas pessoas têm tido dificuldades para fechar as contas no final do mês.

Segundo as pesquisas “Tendência em benefícios corporativos para 2021” e “Estresse financeiro dos brasileiros”, ambas criadas pela Onze, essa mudança de foco precisa ser observada por todas as empresas e pelos indivíduos nos próximos anos.

Por quê? Bom, primeiro, porque o dinheiro, na pesquisa conduzida com mais de 1535, causa mais preocupação do que a saúde ou a família nesse momento. Não se trata, é claro, de uma questão afetiva, mas de uma questão prática: quando não temos dinheiro, não podemos cuidar de nós e nem dos que estão ao redor.

O estresse financeiro é um grande vilão do bem-estar, ao mesmo tempo, e um dos responsáveis pela destruição de relações em níveis pessoal e profissional. Isso acontece porque, quando estamos com problemas dessa ordem, frequentemente entramos em estados de espírito que são, para dizer o mínimo, bastante preocupantes.

Por conta disso, não conseguimos render no trabalho, podemos entrar em vícios para conter a ansiedade e a frustração, adquirimos tolerância baixa a quase qualquer coisa e, via de regra, entramos em atrito com quem está próximo. Em pouco tempo, a vida se torna um campo minado.

Para diminuir o impacto do problema, as companhias podem oferecer planos de previdência privada como benefício empresarial. Além disso, o trabalhador pode, por fora, estudar a possibilidade de investir. Vamos falar sobre isso abaixo.

Entendendo um pouco mais sobre investimentos e a previdência privada

Os fundos de previdência privada estão disponíveis a qualquer um que queira investir o seu dinheiro – ao contrário dos fundos fechados, que são apenas para pessoas de um mesmo setor ou empresa.

Esses fundos são controlados por um gestor, que escolherá em quais ativos depositará os dinheiros dos membros do fundo. Se bem conduzido, trata-se de um investimento sólido, que pode trazer bom retorno no futuro.

Geralmente, fundos de previdência privada são diversificados, ou seja, incluem investimentos de renda fixa, como CDBs e afins, e investimentos de renda variável, como ações. A resolução nº 4.769/2019 autorizou, vale dizer, o investimento de até 20% dos recursos do fundo de previdência em fundos de investimentos do exterior.

Essa é a única forma de investir? Não: quem está entrando nesse mundo pode, com o auxílio de um especialista no mercado financeiro, criar uma carteira de investimentos personalizada, que dialogue mais com as suas perspectivas e comportamento. Vamos lá:

Entendendo o seu objetivo e o seu perfil de investidor

Não faz sentido investir sem saber o lugar onde se quer chegar. Para fazer escolhas boas, que gerem lucros, é preciso que o investidor trace um caminho de ação e tenha uma percepção realista do que o aguarda no futuro.

Se você quer comprar uma casa, de quanto dinheiro precisará? Pretende fazer isso quando tiver o montante da entrada ou apenas quando estiver com pelo menos metade do valor da casa guardado? Seu objetivo é a aposentadoria? Com a sua resposta na ponta da língua, fica mais fácil ir adiante.

Uma vez ciente do que você quer, você deve se perguntar, sinceramente: o quão disposto a arriscar eu estou? É uma pergunta importante, visto que, às vezes, quem faz apostas mais altas tende a ter mais retorno do que quem prefere ir pelos investimentos mais seguros.

Ao mesmo tempo, quem aposta alto pode perder o que investiu ou não ter os resultados que esperava. Avalie o que você quer – é a partir daí que descobriremos o seu perfil de investidor.

Escolhendo os ativos

Agora que você sabe se é moderado, conservador ou ousado, pode fazer a escolha dos seus ativos.

Para quem quer mais segurança, a melhor opção são os ativos de renda fixa, como os CDBs, o Tesouro Direto, os LCIs e os LCAs. Adquiridos por preços mais baixos, geralmente tem uma rentabilidade um pouco menor. Para quem está começando, essa é a sugestão.

Para quem quer diversificar a carteira e já tem algum tempo dentro do mundo dos investimentos, é possível também escolher os ativos de renda variável, como as ações, os fundos imobiliários, os ETFs e, para os mais ousados, até as criptomoedas.

Alguns dos investimentos em renda variável exigem maior desprendimento financeiro (ou seja, certa tolerância a perdas), além de um maior investimento inicial.