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Lingerie: história da roupa íntima

As lingeries não foram sempre iguais e passaram por muitas mudanças ao longo do tempo. Confira a origem das roupas íntimas e como elas se transformaram em diferentes momentos históricos.

Hoje, quando se pensa em lingerie, uma das primeiras palavras que costumam vir à mente é “sexy”. Contudo, a história das roupas íntimas mostra que essa associação é recente e que essas vestimentas foram usadas com os mais diferentes objetivos.

Para compreender esses outros usos das lingeries em diferentes períodos, é fundamental compreender o modo como cada sociedade se transformou, especialmente no que se refere às mulheres.

Por isso, se você não sabe quais eram os formatos usados no passado, confira um pouco da história desse tipo de roupa e os modelos que estão em alta hoje.

Tempos antigos

Alguns relatos históricos apontam que, na Grécia Antiga, as mulheres já cobriam o tórax com uma faixa de tecido, com o objetivo de sustentar os seios. Arqueólogos e estudiosos mostram que esse foi um primeiro modelo do que hoje chamamos de “sutiã” e as calcinhas lembravam fraldas de algodão menores.

Na sociedade romana, as mulheres também usavam duas peças íntimas separadas (chamadas de strophium). Já na Idade Média, duas peças íntimas bastante comuns foram as sob túnicas e braies, que eram minimamente parecidas com as atuais boxers e camisetas modernas.

Nessa época, as túnicas eram frequentemente colocadas nas roupas íntimas masculinas e apresentavam aspecto ondulado e longo, podendo ir até o joelho ou ao chão, dependendo do comprimento das roupas externas com as quais eram combinadas.

No que se refere ao vestuário feminino, as mulheres medievais que pertenciam à nobreza valorizavam duas peças: o espartilho (usado para dar uma cintura mais afinada e projetar os seios para cima) e a crinolina (que fazia a saia do vestido ganhar volume e parecer uma gaiola, o que conferia um ar elegante ao visual).

Século XX

Até o final do século 19, as mulheres costumavam usar apenas espartilhos e chemises por baixo das roupas, já que era considerado saudável e higiênico deixar a área íntima receber uma boa circulação de ar.

O desenvolvimento do capitalismo industrial trouxe a patente do sutiã, realizada em 1913 pela socialite Mary Phelps Jacob, que desfilou com um modelo de sutiã feito de seda em salões chiques de Nova York.

O sutiã começou a se popularizar mesmo a partir da Primeira Guerra Mundial. Esse fenômeno se explica pela sustentação que a peça dava para os seios, o que era importante no momento em que muitas das mulheres que permaneciam na esfera doméstica precisaram começar a realizar atividades manuais mais pesadas em troca de um salário, já que muitos homens haviam morrido no combate.

A Primeira Guerra também provocou uma escassez de matérias-primas, o que fez as lingeries se tornarem mais simples (sem aplicações de renda nem bordados). Outra peça que começou a se destacar na moda das roupas íntimas femininas foi a meia calça (sobretudo aquela feita de nylon), que nas décadas de 60 e 70 ganharam espaço nas lojas e permitiram às mulheres vestir outras peças, como saias mais curtas.

Moda underwear

Uma peça que marcou as lingeries no último século e conferiu um ar sensual foram as pin ups, que explodiram nos anos 50 e eram usadas por várias atrizes que eram consideradas musas de seu tempo. Em 1990, os modelos de sutiã push-up ganharam espaço, o que motivou mulheres a implantar silicone nos seios.

Nessa mesma década, a grife Calvin Klein lançou o conceito de underwear (partes da lingerie que são expostas publicamente e ajudam a inovar o visual). Hoje, a moda underwear está em alta com o uso de sutiãs com tiras e desenhos geométricos, ficando ótimas com blusas rendadas ou feitas de tecidos leves e transparentes.

Outra peça que se destaca na moda underwear são as calcinhas string, que possuem fitas laterais fininhas e ajustáveis. Essa peça é ótima para quem quer investir em um visual sexy e inovador.