IGPM acumulado de 2022: Saiba aqui!

Uma pergunta que muitos se fazem é sobre o valor do IGPM acumulado de 2022, já que é um indicador que faz parte do nosso dia a dia.

O Índice Geral de Preços do Mercado – IGPM – é o que determina os valores dos reajustes dos aluguéis. Por isso, é tão importante saber qual é o valor desse índice acumulado.

Portanto, se você tem um contrato de aluguel, vale a pena entender um pouco mais sobre como é feito esse cálculo e qual seu impacto na economia.

O que é IGPM?

Antes de saber o valor do IGPM acumulado de 2022, é importante entender o que é IGPM.

IGPM – Índice Geral de Preços do Mercado -, é um indicador de variação de preços, que mostra se houve aumento ou diminuição da inflação em um período pré-determinado.

Criado em 1940 e medido pela Fundação Getúlio Vargas, é um indicador importante porque permite ter uma ideia do valor do dinheiro, além de servir como um termômetro para avaliar a situação da economia no país.

É um índice usado no reajuste de contratos de aluguel, com base no IGPM acumulado no ano anterior. Por isso, é conhecido como a inflação do aluguel.

Também serve como base para o reajuste de planos de saúde, mensalidades escolares, tarifas de energia elétrica, entre outros.

Na prática, quando um produto ou  serviço aumenta de valor é porque o IGPM do mês também sofreu alta.

Para quem faz investimentos em renda fixa também deve ficar atento ao valor de IGPM, já que tem influência no valor dos rendimentos.

Qual valor do IGPM acumulado de 2022?

O acumulado desse índice é o balanço anual de índice, que corresponde à média dos valores do IGPM divulgados nos últimos 12 meses, sendo utilizado como indicador para os reajustes dos contratos de aluguel.

O Índice Geral de Preços do Mercado variou 0,52% em maio, ante 1,41% no mês anterior. Com este resultado, o IGPM acumulado de 2022 é de de 7,54% no ano e de 10,72% em 12 meses.

Em maio de 2021, o índice havia subido 4,10% e acumulava alta de 37,04% em 12 meses.

Como é feito o cálculo do IGPM?

O índice é calculado mensalmente ao longo de todo o ano, até completar 12 meses.

Para medir a inflação, são analisados os preços a partir do dia 21 do mês anterior até o dia 20 do mês de referência.

A FGV analisa dados de sete capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Porto Alegre, Belo Horizonte e Brasília.

Para esse cálculo, é levado em conta:

·         IPA-M – Índice de Preços ao Produtor Amplo: índice que monitora as variações do varejo;

·         IPC-M – Índice de Preços ao Consumidor: mede os preços que impactam o poder de compra do consumidor, por exemplo, alimentação e saúde;

·         INCC-M – Índice Nacional de Custo de Construção: avalia o custo de construção de habitações no país, incluindo materiais e mão de obra.

Os pesos de cada um dos índices componentes correspondem a parcelas da despesa interna bruta, calculadas com base nas Contas Nacionais, resultando na seguinte distribuição:

  • 60% para o IPA;
  • 30% para o IPC;
  • 10% para o INCC.

Por que é importante acompanhar os valores do IGPM?

Mesmo quem não tem um investimento atrelado ao IGPM, é importante acompanhar o valor, como também as projeções, que são indicadas a cada 10 dias.

Assim, você compreende quais os possíveis impactos no seu bolso e ter uma perspectiva de quanto será o reajuste no aluguel ou de outros contratos.

Por consequência, quando você conhece esse número, é possível se planejar melhor, e não ter uma surpresa desagradável no momento do reajuste do aluguel, por exemplo.

Além disso, como já mencionado, é a maneira que permite ter uma visão mais ampla do cenário econômico.

Agora, para quem faz investimentos, esse acompanhamento é indispensável, pois evita a perda do poder de compra, ou seja, perca com as aplicações. Logo, é um indicador que dá mais segurança no momento de investir.

Tenha em mente que quando você conhece o cenário econômico e as projeções do mercado, auxilia na escolha de bons investimentos, de forma a obter os rendimentos desejados.

Por fim, avaliar a mudança dos índices é primordial quando o contrato usa o IGPM como forma de rentabilidade. Desse modo, você pode verificar se vale a pena vender o título antes da data de vencimento, por exemplo.

Qual a diferença entre IGPM e IPCA?

Tanto o IGPM como o IPCA servem para medir a flutuação dos preços e o custo de vida da população, logo, são indicadores de inflação.

Mas isso não significa que são iguais.

Enquanto o IPCA leva em consideração a variação dos preços ao consumidor final para medir a inflação, o IGPM leva em conta a variação de preços nos estágios de produção.

Quais os impactos do IGPM na economia?

Sabendo agora o IGPM acumulado de 2022, qual seu impacto na economia?

Em primeiro lugar, o índice permite fazer uma avaliação do cenário econômico do país.

Uma alta nos preços, geralmente, indica que a inflação está elevada. E, esse tipo de situação pode representar a falta de controle sobre as condições macroeconômicas.

Além disso, uma alta no IGPM hoje ou no mês não determina todo o contexto da economia. Em determinados períodos, o índice pode subir, puxado por algum setor, sem que apresente uma grande influência;

Por isso, realizar a análise é essencial.

O IGPM também impacta os reajustes nos contratos. O Brasil tem uma economia, que podemos chamar de indexada. Dessa forma, o índice é utilizado para reajustar o valor dos aluguéis residenciais, assim como de contratos de saúde, de mensalidades escolares, de seguros, etc.

Portanto, é um índice que tem grande impacto no bolso da população.

Agora que você aprendeu o que é IGPM acumulado de 2022 e tudo o que envolve esse índice, vai ficar mais fácil entender os reajustes dos contratos de aluguel, contas de energia, planos de saúde, e assim, não ser surpreendido com os valores mais altos!

IGPM