E-Sports: Esportes Digitais x Esportes Tradicionais

Desde o início do que chamamos de transformação digital, algumas palavras ganharam, definitivamente, novos significados, novas imagens e novos entendimentos na nossa mente.

Quando se fala em jogos, por exemplo, não se fala apenas dos que podem ser praticados ao ar livre com bola, raquete de tênis, taco de golfe, patins, bicicleta, skate ou prancha.

A geração nascida entre os anos 2000 e 2010 pensa muito mais em jogos digitais do que em jogos que exigem esforço físico ou locomoção para um ambiente específico. E mesmo quando o assunto são jogos tradicionais, ainda é criada uma forma de conduzir as partidas para algum envolvimento digital, como fazem os Bet sites como o Major Sports.

Começando como brincadeira, as crianças vão aprendendo cada dia mais a participar dos jogos online e assistem as partidas no computador, no celular, ou até mesmo na televisão, agora que existem inúmeros conversores (como o  amiko xpro, o duosat e outros) que facilitam a utilização da TV para acessar conteúdos de países estrangeiros que contém programações específicas para os interessados nas partidas online.

As transmissões feitas em lives no Youtube e em plataformas como a Switch ajudam os gamers a se encontrarem e montarem seus times e equipes para jogar digitalmente, e as partidas vão ficando cada vez mais sérias.

Os esportes eletrônicos, também chamados de eSports, estão, de fato, dominando o universo esportivo, envolvendo competições em que os jogadores atuam como verdadeiros atletas e recebem apoio de torcidas presencialmente ou online, da mesma forma que sempre aconteceu com esportes tradicionais. Mas você tem ideia de como esse tipo de atividade conquistou espaço entre os jovens?

História dos eSports

Por mais que esse movimento de jogos online pareça algo muito novo, a primeira competição eletrônica registrada na história aconteceu em 72, nos Estados Unidos, e embora não fosse através da internet, funcionou de forma inovadora, dando margem para outras competições.

As “Olimpíadas Intergaláticas de Spacewar” premiavam o melhor jogador com um ano de assinatura da revista Rolling Stone e foram sucedidas pelo Space Invaders Championship, 8 anos depois, organizado pela Atari e considerado a primeira grande competição de esporte eletrônico, com cerca de 10 mil participantes americanos.

 Em 81, foi fundada uma organização focada em organizar os recordes de jogos eletrônicos, a Twin Galaxies.

Na época, aconteceram diversas competições que chegaram a incluir recordes no livro Guinness World Records, sendo, inclusive, televisionadas e exibidas em programas como o Starcade e o That’s Incredible!.

A evolução das competições digitais continuou, e em 1990 foi criado, nos EUA, o Nintendo World Championships, que teve etapas em diversas cidades americanas e a final, na Califórnia.

Quatro anos depois, a segunda edição, chamada de Nintendo PowerFest ’94, tornava as competições digitais ainda mais consolidadas, revelando que o interesse por competir através das telas era muito maior do que se podia imaginar.

A expansão das competições online nos anos 2000

Em 2000, foram realizados 10 torneios eletrônicos, 10 vezes mais do que havia acontecido nos 5 anos anteriores.

Em 2010, foram 160 competições! 16 vezes mais do que havia acontecido na década anterior.

Nessa época, já era comum que os jogos eletrônicos acontecessem através da internet, sem limitações físicas ou geográficas, tornando os eventos muito mais grandiosos.

O World Cyber Games, a Major League Gaming e o Intel Extreme Masters foram apenas alguns dos enormes eventos gamers que aconteceram na década de 2010, em que, também, foi fundada a primeira organização internacional de equipes de jogadores, a G7, com os times Made in Brasil, Mousesports, 4 Kings, Fnatic, Team 3D, NiP e SK Gaming.

O sucesso dos e-sports foi ficando tão evidente que, em alguns países, como a Coreia do Sul, foram criados canais especificamente dedicados à exibição de conteúdos relacionados aos jogos eletrônicos, o Ongamenet e o MBCGame, que, embora não sejam transmitidos para o Brasil, são acessados por aqui com o auxílio de equipamentos conversores que conseguem acessar conteúdos de outras localidades.

Na Alemanha, quem transmite esse tipo de competição é a GIGA Television, que exibe campeonatos de Starcraft e Warcraft III.

No Reino Unido, há a XLEAGUE.TV. Na França, o Game One.

Nos Estados Unidos, diversos canais oferecem programações voltadas para o público gamer e a tendência é que cada vez mais países se envolvam com esse tipo de modalidade esportiva, sendo possível, inclusive, que eventos mundiais oficiais, como as Olimpíadas, em algum momento, incluam os jogos digitais entre suas competições.

Diante deste cenário irreversível, como você se posiciona diante dos e-sports? É um praticante, um interessado ou alguém que acredita que os jogos digitais não deveriam ser vistos como esportes de verdade?

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Redação: Bruna Bozano.

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