Tipos de vinhos: conheça as principais características de cada estilo

A primeira coisa que é preciso aprender sobre os tipos de vinhos é conhecer as principais características de cada estilo, para compreender suas classificações. 

Saber diferenciar edições e safras é importante para poder analisar corretamente a diversidade de vinhos e uvas. 

Para aprimorar seu conhecimento e seu paladar para as vindouras degustações, vamos falar sobre as segmentações no âmbito dos vinhos. Falaremos também sobre as principais uvas mais utilizadas em cada tipo de vinho.

Tipos de Vinhos

Vinho tinto

Esse vinho é produzido com uvas tintas, é um dos tipos de vinhos mais consumidos. Sua cor é devido ao fato das cascas descansarem com o próprio mosto. Esse procedimento é chamado maceração e é o que dá ao vinho sua característica preponderante.

O quão saboroso e colorido o vinho estiver depois de terminado, será devido a 2 fatores fundamentais: o tempo de maceração das cascas no mosto e o tipo de uva usado para produzir o vinho.

Em razão de haver uma gama imensa de uvas tintas, os vinhos provenientes delas podem ser muito diferentes entre si, variando a temperatura de 14ºC a 16ºC para tintos leves e 16ºC a 18ºC para médios e encorpados.

Vinho branco

Pode parecer improvável, mas o vinho branco pode ser feito com uva branca e também com uva tinta. O método de fabricação é muito semelhante ao do vinho tinto. 

A maior desigualdade é que as cascas ficam menos tempo em contato com o mosto, sendo separadas no momento da prensagem, impedindo que adquira suas características.

As uvas são suavemente esmagadas para que as sementes e as cascas não sejam também esmagadas, e permanecem em temperatura baixa para que o vinho fique frutado e leve. 

Devido a sua constituição, é aconselhável servir a uma temperatura inferior à que os vinhos tinto e rosé são servidos, para que seu paladar possa ser apreciado por inteiro. 

As uvas mais utilizadas para fazer o vinho branco são a Chardonnay e Sauvignon Blanc. Essas uvas são originárias da França, mas são cultivadas também, e com muito sucesso, em outras regiões.

Vinho rosé

O vinho rosé é produzido da mesma forma que todos os outros, com a diferença que pode ser feito de 3 maneiras: tradicional, corte de vinho e sangria.

  • Tradicional: nesse caso as uvas são esmagadas e colocadas em repouso por um tempo que pode variar de 2 a 24 horas, até chegar em uma cor rosada. A temperatura precisa ser controlada para alcançar a maturação no tempo exato.
  • Corte de vinho: admirado por alguns, e odiado por outros, esse método consiste em mesclar vinho tinto vinificado ao vinho branco. O resultado não é muito apreciado, sendo, inclusive, proibido por lei em alguns lugares.
  • Sangria: antes da fermentação, retira-se uns 10% do mosto das uvas esmagadas. Esse líquido tem o nome de sangria, e é utilizado para fazer vinho rosado. Vamos ser claros: isso nada mais é que uma variante do vinho tinto, de qualidade inferior e teor alcoólico mais forte.

Espumante

Muitas pessoas pensam que espumante é sinônimo de Champagne, mas não é. Espumante é o vinho que tem borbulhas, ou “perlage”. O Champagne é quem melhor lhe representa, levando esse nome por ser proveniente dessa localidade francesa.

Os espumantes podem ser classificados em Brancos, Rosés e Tintos. Os métodos de produção podem ser: Champenoise e Charmat. 

O espumante é uma bebida muito saborosa, produzida com vários tipos de uvas, cada uma com suas características próprias. Em Champagne, são usadas somente as castas Pinot Meunier, Pinot Noir e Chardonnay, devido a legislação ser muito inflexível.

Características básicas dos estilos de vinhos

Existem 3 tipos de vinhos cujas características delineiam seu estilo. São essas peculiaridades que definem o sabor e o aspecto exterior da bebida. Confira:

Cor

A cor do vinho é determinada pelo tipo de uva e pelo modo com que é produzida. Lembrando que quando mencionamos o modo como é criada a cor do vinho, estamos falando das cascas, pois a polpa de todas é quase igual, isto é, incolor.

A casca das uvas tem alto teor do antioxidante antocianina, substância corante de frutas, folhas e flores, sejam elas rosadas, azuis ou rubras. Além disso, ajuda a tonificar os vasos capilares, e ajuda na precaução contra o câncer, pois também comporta ácido elágico.

Essas cores, como sabemos, apresentam-se em variados tons de vermelho, azul e roxo, e esta é a razão pela qual os vinhos tintos novos são da cor vermelho violáceo e vermelho-rubi.

E não só as uvas tintas dão cor ao vinho, as uvas brancas dão também. Isso ocorre ao se deixar suas cascas em contato demorado com o suco da uva no decorrer da fermentação.

  • Vinhos tintos: são produzidos através de uvas tintas que ficaram misturadas com a casca durante o processamento da fermentação.
  • Vinhos rosés: são produzidos através de uvas tintas que ficaram menos tempo em contato com as cascas no decorrer do processamento da fermentação.
  • Vinhos brancos: são produzidos através de uvas tintas ou brancas, no qual as cascas foram retiradas antes de dar início à fermentação. Quando as cascas ficam longos períodos em contato com o suco cria-se o controverso “vinho laranja”.

Doçura

A doçura de um vinho é estabelecida pela quantidade de açúcar que continua na bebida após o desaparecimento das leveduras. Lembrando que as leveduras podem desaparecer mesmo sem terem extinguido todo o açúcar. 

Isso acontece em duas situações:

  1. Quando o teor alcoólico atingir espontaneamente 15%
  2. Quando é acrescentado álcool na bebida, faz com que ultrapasse os 15%.

Quanto ao nível de doçura, os  vinhos podem ser divididos em 3 categorias:

Vinhos doces

Os vinhos doces são produzidos com uvas que foram colhidas depois do seu período perfeito de maturação – a chamada late harvest ou colheita tardia -, incorporando níveis altos de açúcar. 

Vinhos doces tranquilos têm entre 25 e 80 gramas de açúcar por litro. Quando se trata de espumantes, os doces são chamados de Doux ou Dulce.

Vinhos meio-secos ou semi-secos

Para produzir esse tipo de vinho, é preciso retirar as leveduras antes que elas acabem com todo o açúcar, ou, como alternativa, acrescenta-se suco de uva doce à bebida.

Vinhos meio-secos tranquilos têm entre 4 e 25 gramas de açúcar por litro. Quando se trata de espumantes, os meio-secos são chamados de Demi-Sec.

Vinhos secos

Vinhos finos normalmente são vinhos secos. Vinhos secos tranquilos têm até 4 gramas de açúcar por litro. Quando se trata de espumantes, os secos são chamados de Dry ou Brut.

Acidez

A acidez é o elemento que passa a sensação de refrescância no vinho, fazendo-nos salivar ao contato com a língua, e é perceptível na polpa da uva. É também um dos principais fatores que determinam o envelhecimento do vinho. Vinhos muito ácidos são denominados azedos, e pouco ácidos são chamados flácidos. A maior parte dos vinhos brancos – e também dos espumantes – têm nível alto de acidez. Um dos principais motivos para isso é em razão das uvas brancas terem se adaptado bem às localidades de clima frio, o que facilita a contenção de acidez na fruta.

Taninos

Quando você toma um vinho e tem a sensação de secura na boca, sobretudo em vinhos tintos, saiba que isso é causado pelos taninos. Eles são transferidos para a bebida por intermédio da parte que fica das frutas espremidas, das sementes e das cascas. 

O tanino também pode ser transferido para o vinho por intermédio da madeira dos barris de carvalho no qual os vinhos ficam armazenados. 

Vinhos com alto percentual de tanino agem como higienizadores do palato, amenizando o gosto de pratos gordurosos. Os vinhos mais procurados, no entanto, são os que têm taninos estabilizados e suaves.

Álcool

Consegue-se o álcool no vinho através da transmutação do açúcar natural existente no suco de uva. Essa modificação é feita pelas leveduras. Para fazer vinhos fortificados, por exemplo, o álcool é acrescentado ao vinho, como é o caso do vinho do Porto.

Ele é o causador das “lágrimas” na parede das taças e, quanto mais álcool tiver, maior será a noção de corpo e mais quente ele parecerá ao nosso paladar.

No Brasil, a legislação estabelece um grau alcoólico de 8,6% a 14% para vinhos tranquilos. Em outros países, no entanto, essa variação pode ir de 7% a 16%.

Corpo

O corpo é o peso que o vinho tem em sua boca. Um vinho mais encorpado pesa mais, um vinho leve pesa menos. Alguns fatores que influenciam nesse aspecto são, dentre outros:

  • Passagem por barris de carvalho
  • Quantidade de açúcar
  • Teor alcoólico
  • Concentração da uva

Assim sendo, segundo seu corpo, os vinhos podem ser divididos em 3 grupos:

Corpo leve

São mais fáceis de beber, “descem” com mais facilidade. Para acompanhar as refeições, as preferidas são pratos leves, petiscos e entradas. São eles:

  • Frisantes
  • Espumantes
  • Alguns tintos
  • Quase todos brancos e rosés

Os frisantes produzidos na Itália, são doces e bem leve, por isso é um dos tipos de vinho preferido das pessoas que não estão acostumadas a tomar vinho.

Corpo médio

São os vinhos mais concentrados e ricos. É possível adquirir corpo médio ficando por algum tempo em barris de carvalho. São, dentre outros: 

  • Bordeaux jovem
  • Malbec jovem
  • Merlot
  • Chiant

Encorpados

São vinhos pesados e fortes. Normalmente degustados junto de refeições também pesadas. Os principais são:

  • Syrah
  • Tannat
  • Grandes Bordeaux
  • Chardonnay com madeira
  • Malbec com madeira
  • Vinhos licorosos e fortificados
  • Cabernet Sauvignon 

Como acertar na escolha do melhor vinho?

Vamos aos 3 principais detalhes dos tipos de vinhos que você deve estar atento para não errar na hora da compra do seu vinho.

Região de origem

Cada região produz tipos de vinhos diferentes da outra, em razão dos solos e do clima serem diferentes entre si. No caso da uva Caménère, por exemplo, o Chile é um dos principais produtores. Já em relação às uvas Malbec, os argentinos são os melhores.

A uva Tannat adaptou-se muito bem ao clima do Uruguai, e é a uva mais usada para produzir vinho no país. No Brasil, a região sul produz ótimos vinhos com as uvas Merlot, Chardonnay e Cabernet Sauvignon. ]

Em Minas Gerais a Syrah está fazendo um grande sucesso, a Casa Geraldo em Andradas, já ganhou até prêmios internacionais. Outra nova região que tem produzido uns tipos de vinhos legais é o Vale do Rio São Francisco na Bahia, por ser uma região nova, ainda é pouco conhecida.

Custo-benefício

Além dos tipos de vinhos, saber identificar o custo-benefício de um vinho é importante no momento da compra. Não caia na teoria de que os vinhos melhores são os mais caros. Existem vinhos de ótima qualidade mas com custo baixo, porque os produtores ainda não são famosos. Não esqueça também de armazená-los nas melhores adegas possíveis.

Graduação alcoólica

A graduação alcoólica dos vinhos em geral gira em torno de 8 a 14%, e vem informado no rótulo. O importante é saber que quanto maior o teor alcoólico, mais encorpada a bebida será, ou seja, seu sabor será mais forte. 

Por outro lado, os tipos de vinhos com graduação alcoólica baixa são menos encorpados e mais leves do que os tipos de vinhos que tem alta graduação alcoólica.

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