Quem pode fazer uma cirurgia plástica

Quem pode fazer uma cirurgia plástica?

Sendo um sonho comum entre tantas pessoas, as cirurgias plásticas são procedimentos capazes de conceder uma grande mudança na autoestima, dando fim a diversos incômodos estéticos.

Entretanto, por estarmos falando de procedimentos invasivos e que oferecem riscos à saúde, precisamos deixar claro que qualquer procedimento cirúrgico só poderá ser realizado após a confirmação de que o paciente não estará correndo nenhum risco.

Além da segurança, também é importante certificar o paciente sobre as suas expectativas com o procedimento. Existem apenas poucas restrições que impedem a realização de uma cirurgia plástica.

Quais são os pacientes ideais?

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica aconselha que as cirurgias plásticas sejam realizadas por indivíduos saudáveis e que não possuam nenhuma doença crônica que possa aumentar o risco de óbito durante o procedimento, sendo indicada somente para aqueles indivíduos que possuem condições que não são prejudiciais ao processo de cicatrização.

Além disso, o paciente deve possuir uma visão otimista e ter metas específicas e bem definidas sobre os resultados da cirurgia.

Quais fatores inviabilizam uma cirurgia plástica?

  • Condições prévias

Algumas condições prévias dificultam o processo de cicatrização e recuperação do corpo, podendo desencadear inúmeras complicações ao longo da realização da cirurgia. Fumantes, por exemplo, possuem um processo de cicatrização ruim, o que faz com que pessoas que fumam sejam péssimas candidatos a qualquer procedimento cirúrgico. Caso alguma pessoa fumante necessite realizar algum procedimento cirúrgico, a indicação médica será que aquela pessoa pare de fumar a tempo, antes da cirurgia, e permaneça sem fumar durante todo o período de recuperação no pós operatório, até a alta médica.

  • Percepção alterada das expectativas e dos resultados

Outro fator que inviabiliza as cirurgias plásticas são as percepções errôneas que o paciente pode ter sobre os resultados do procedimento. Desta forma, a avaliação médica pré operatória é fundamental para que o cirurgião consiga avaliar as expectativas e as motivações de cada paciente. Caso o médico perceba que a expectativa criada pelo paciente não está condizente com a  realidade do que pode ser alcançado, ou que as motivações daquele paciente não condizem com o objetivo da cirurgia, o cirurgião tem a obrigação de contra indicar a realização do procedimento.

  • Faixa etária do paciente

A faixa etária é um dos fatores que também restringe a possibilidade da realização de uma cirurgia plástica, principalmente porque, como foi dito acima, as expectativas do paciente devem ser condizentes com a verdadeira realidade. Um exemplo disso – o qual podemos citar – são as adolescentes, meninas que sonham em realizar uma mamoplastia de aumento ou uma mamoplastia redutora. Antes dos 18 anos as cirurgias plásticas não são realizadas, sendo feitas somente após essa idade, que é considerada uma fase na qual é alcançada a maturidade física e emocional, permitindo que o paciente possua uma percepção madura e consciente do procedimento cirúrgico.

Contudo, existem alguns casos onde as cirurgias plásticas não apresentam nenhuma restrição de idade para que possam ser realizadas.

Podemos citar, por exemplo, a cirurgia de correção das famosas orelhas em abano (otoplastia) que pode ser feita desde os quatro anos de idade.

Há também a rinoplastia, que pode ser realizada a partir dos 16 anos, após uma minuciosa avaliação do cirurgião responsável pela cirurgia.

  • Obesidade

Por fim, independente de qual seja a cirurgia escolhida, a obesidade sempre será um fator de risco. Desta maneira, qualquer pessoa que tenha o desejo de fazer uma lipoaspiração, abdominoplastia e mamoplastia, precisa dentro ou próximo ao seu peso ideal.

As cirurgias plásticas são procedimentos sérios e que trazem inúmeros riscos, que devem ser avaliados antes da realização do procedimento e também requerem atenção durante o pós operatório.

Qualquer procedimento cirúrgico deve ser realizado somente com a supervisão de um cirurgião membro da SBCP, sendo assim um certificado de que aquele cirurgião é um especialista apto para avaliar as condições do paciente, as possíveis contra indicações e as expectativas para com a cirurgia plástica.

  • Conclusão

Reiterando, o cirurgião só deve realizar a cirurgia plástica quando verificar que a satisfação pessoal do paciente será alcançada, sendo um desejo genuíno do mesmo para elevar a sua autoestima.