aprender a investir

Qual é o primeiro passo para quem deseja investir?

Se você está em busca de uma segunda fonte de renda para a época de aposentadoria – que pode estar distante, inclusive -, já deve ter buscado informações sobre quanto rende a previdência privada.

Essa forma de arrecadar dinheiro para a melhor idade é interessante porque é segura e porque, de fato, é muito útil para quem deseja ter uma reserva financeira para os anos que virão. Para quem está em busca de rentabilidade a curto prazo, no entanto, não se trata de uma opção tão acertada.

É importante garantir um plano de previdência privada ainda assim, e explicaremos o motivo disso. Desde a Reforma da Previdência, muitos setores tiveram alterações nas demandas a serem cumpridas para solicitar a aposentadoria ao INSS.

Além disso, houve alteração no cálculo do benefício a ser recebido, o que tem causado desconforto em muitas pessoas. Assim, para que se possa ter um período de descanso mais tranquilo e bem remunerado, muitos têm buscado algo além da aposentadoria “padrão”.

A previdência privada tem sido tão cogitada que até as empresas já perceberam o seu potencial: para fidelizar trabalhadores e motivar equipes inteiras, instituições têm investido em previdência empresarial, que é um plano fechado de previdência privada, feito apenas para os trabalhadores de um determinado lugar.

Se você estava em dúvida: sim, vale muito a pena. Se você não tem investimentos, pode começar por isso. Isso não significa, no entanto, que você não possa diversificar a sua carteira. Falaremos mais sobre isso a seguir.

Investimentos: qual é o primeiro passo?

Antes de qualquer coisa, você precisa estabelecer um objetivo. “Fazer o dinheiro render” parece ótimo, mas você sabe o quanto precisa para chegar a um determinado lugar, comprar um lote ou pagar pelos estudos dos seus filhos?

Se ainda não sabe, faça as contas. Coloque absolutamente todos os gastos na ponta do lápis e, então, adicione 5% a mais – apenas para o caso de algo ficar um pouco mais caro do que o esperado. Esse montante é o seu objetivo? Em quanto tempo você quer juntar esse dinheiro? É por aí que vamos começar.

Feita a definição de metas, é chegada a hora de calcular metas realistas. Você precisa saber quanto dinheiro está disposto a investir e a quantidade de aportes que terá que fazer, dentro de um espaço de tempo.

Se você tem dúvidas sobre isso, vale conversar com um especialista no mercado financeiro, visto que ele poderá criar um cronograma realista para você e fazer sugestões baseadas em outra coisa: o seu perfil de investidor.

O que isso significa? Vamos lá: cada pessoa tem um jeito de lidar com o dinheiro. Há aqueles que, com os olhos voltados para rentabilidades maiores, não se preocupam em perder um pouco do que investiram. Outros, no entanto, sentem-se bastante desconfortáveis com a perspectiva de perder qualquer aposta financeira.

A depender do seu perfil, existirão investimentos mais indicados e menos indicados. Quanto mais conservador é um investidor, mais provável que a sua rentabilidade seja menor. Isso significa que ele não terá retorno? 

Não, mas significa que ele não terá os mesmos resultados que quem aposta alto e, por sorte ou estratégia, acaba acertando.

Conheça bem os tipos de investimentos

Temos dois tipos de investimentos: os de renda fixa e os de renda variável.

No primeiro caso, estamos falando sobre títulos públicos ou privados. Títulos são, de forma simplificada, um atestado de que você emprestou dinheiro para um banco ou para o próprio governo, e que será pago, com juros, dentro de um período a combinar.

A taxa de rendimento dos seus títulos pode ser prefixada, com rentabilidade fixa, ou pós-fixada, o que significa que ela está atrelada a um indexador da economia, como o IPCA ou a Taxa Selic.

Investimentos de renda fixa são: CDB, LCI/LCA, CRI/CRA, Debêntures, Fundos de Investimentos e Tesouro Direto.

A renda variável, por sua vez, diz respeito aos investimentos da bolsa de valores. Como já comentamos, aqui estão os que tendem a apostar mais – na prática, não há rendimento fixo; ou seja, não é porque você ganhou antes que ganhará de novo, nem há garantia de que você não virá a perder o que investiu.

Investimentos de renda variável são, além das famosas ações, os Commodities, Fundos de Investimentos Imobiliários, ETFs, COE e Contratos Futuros.