Planejar e investir para viajar com segurança na pandemia

O agravamento da pandemia, com a chegada de novas variantes do coronavírus, e a morosidade do esquema vacinal no Brasil têm feito com que muitos países mantenham suas fronteiras fechadas para brasileiros. Aqueles que não vêm a hora de colocar o pé na estrada podem usar o tempo para planejar a próxima viagem.

Planejar e investir para viajar com segurança
                  Foto: Annie Spratt/Unsplash
Ao programar uma viagem, é importante pensar em primeiro lugar nas questões de segurança sanitária indispensáveis para o momento. Considerar por exemplo, o uso de máscaras apropriadas, como as PFF2 ou N95, que garantem melhor vedação e filtragem dos aerossóis do que as de tecido.

As companhias aéreas estão realizando medidas como renovação frequente do ar, higienização rigorosa das aeronaves, liberação do assento do meio, redução do serviço de bordo e disponibilização de álcool em gel para os passageiros.

Além disso, os aeroportos têm aplicado novas regras de embarque e desembarque para evitar aglomerações de passageiros. O check-in, por exemplo, deve ser feito on-line e o uso de máscaras é obrigatório. O distanciamento social de pelo menos 1,5 m também é fundamental para garantir a segurança da viagem.

Organização da viagem

Mais do que acompanhar cotação do dólar turismo e escolher um destino, o planejamento de viagens envolve um conhecimento prévio detalhado da saúde financeira pessoal e também uma estratégia de investimento segura e alinhada a esse objetivo.

O primeiro passo para o planejamento financeiro de uma viagem é definir quanto dinheiro será necessário para tirar o sonho do papel. Para isso será preciso definir o destino e fazer uma pesquisa de quanto o passeio vai custar. Deve-se considerar custos com passaporte (se necessário), visto, passagens aéreas, tarifas de agências, alimentação, transporte, remédios, seguro viagem, despesas pessoais, passeios e presentes.

Tudo isso será importante na definição da meta orçamentária e na consequente elaboração de uma estratégia para atingi-la. Isso vai depender ainda do conhecimento do próprio orçamento.

Para quem quer viajar, é muito importante organizar os gastos pessoais em uma planilha para saber quais podem ser reduzidos ou cortados. Nesse documento devem constar despesas fixas, cartão de crédito e gastos extras – por menores que sejam.

Estabelecer um prazo para que a viagem aconteça também é importante, pois, ajuda a definir o melhor investimento e concentrar esforços nas mudanças necessárias para alcançar o objetivo.

Investimentos

Há algumas maneiras de fazer o dinheiro render para abreviar a distância entre o sonho e a realidade, mas é fundamental que o viajante busque informações sobre os investimentos mais seguros, rentáveis e adequados ao seu perfil para evitar surpresas desagradáveis.

Isso porque, no mundo dos investimentos, há opções para todas as pessoas: das mais conservadoras com aversão ao risco às mais arrojadas e dispostas às oscilações do mercado financeiro. Corretoras de valores costumam oferecer análise de perfil no ato de abertura da conta.

Um tipo de investimento para quem quer viajar é o Tesouro Selic, uma opção de renda fixa segura visto que é atrelada a taxas definidas pelo Governo Federal, com baixa volatilidade e alta liquidez. Mesmo com a taxa Selic tímida, essa é uma opção mais rentável do que a poupança porque oferece retorno maior.

O Tesouro não tem carência, logo o resgate pode ser feito a qualquer momento. Vale lembrar que o dinheiro investido estará sujeito à cobrança de Imposto sobre Operação Financeira (IOF) se for retirado dentro de 30 dias, após esse período a aplicação estará isenta da tributação.

O Importo de Renda (IR) sobre o rendimento do Tesouro Selic é cobrado de forma regressiva, conforme o tempo que o dinheiro fica aplicado. Variando de 22,5% para valores investidos por 180 dias a 15% para quantias aplicadas por 720 dias.

Outra opção para quem já tem uma data certa para a viagem é o Certificado de Depósito Bancário (CDB). Trata-se de uma alternativa de renda fixa segura e com boa rentabilidade, cujas cobranças de IOF e IR seguem as mesmas regras do Tesouro Selic.

Há três modalidades de CDB: prefixado, pós-fixado e híbrido, cada uma com regras próprias. Alguns só podem ser resgatados na data do vencimento, outros têm liquidez diária e a escolha do modelo deve ser feita de acordo com o planejamento.

Consórcios de viagem

O consórcio é uma modalidade em que um grupo de pessoas adquire um mesmo bem – no caso, uma viagem -, pago em parcelas mensais por cada consorciado. A cada 30 dias é realizado um sorteio e os premiados recebem as suas cartas de crédito para viajar.

Para quem tem pressa de viajar, a alternativa é oferecer um lance na quantia de parcelas a serem antecipadas. O maior lance leva a carta de crédito. Esse é um tipo de transação em que não há incidência de juros nas parcelas.

O consórcio é administrado por uma empresa especializada que faz a divisão das parcelas e organiza os sorteios e leilões de cotas e, em troca, recebe uma taxa mensal de administração. Quando uma ou mais parcelas são antecipadas por meio do lance, devem ser pagas também as taxas de administração correspondente.

Conteúdo escrito por: Rodolfo Milone, Assessor de imprensa.