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A Webcitizen é uma empresa inovadora que propõe estimular o engajamento cívico e aproximar os cidadãos entre si, de seus governos e da iniciativa privada. Temos como foco o emprego de tecnologias digitais para a criação de canais de participação, trazendo mais abertura, transparência e democracia para a administração pública e privada, promovendo um diálogo colaborativo, um senso de comunidade acessível e significativo, e em uma última análise, ajudando a criar um mundo melhor.

Aproximando cidadãos

10 de março de 2011

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Amazônia é assunto na Califórnia

Durante o TED original, o californiano, que aconteceu na semana passada, falou-se muito sobre a alucinante proliferação de TEDx pelo mundo todo.

O TEDx, que é um TED independentemente organizado, surgiu há dois anos, em março de 2009. De lá para cá aconteceram 1.579 conferências no mundo todo, em todos os continentes. O TEDxAmazônia foi destaque. Veja o vídeo que foi apresentado (infelizmente sem legendas):

Legal ver que o TEDxAmazônia está sendo tratado com tanto destaque entre 1.579 conferências. Realmente o que aconteceu por aqui foi especial para todo mundo envolvido. Até Bill Gates, curador convidado do TED, mencionou o TEDx Amazônia como exemplo do sucesso do programa.

Mandamos quatro pessoas da nossa comunidade para Long Beach e Palm Springs, as duas cidades californianas que estão sediando eventos TED. Eles foram recebidos com um interesse imenso. “A galera enlouqueceu com a história do TEDxAmazônia”, disse Rodrigo Vieira da Cunha, executivo do Banco Santander, que trabalhou na organização em Manaus. “Todos querem saber mais sobre a Amazônia, querem ir ao próximo, realmente piraram. A gente virou meio popstar do TEDActive por causa disso!”

3 de março de 2011

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A vida, o clima e a conversa boa

Assim que o Antonio Donato Nobre aceitou nosso convite para falar no TEDxAmazônia, liguei para ele e agendei uma visita a sua sala no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, em São José dos Campos. Cheguei às 11 da manhã, era um dia de sol e céu azul, bati na porta, fui recebido com sorrisos, sentei na cadeira à sua frente e ele começou a me contar as coisas que gostaria de falar no TED.

Saí de lá às 8 da noite. Mal falei. Escutei história fascinante atrás de história fascinante, o dia todo, até que a esposa de Antonio quase que literalmente arrancou-o de lá.

Antonio Nobre formou-se em agronomia, mas chamá-lo de “agrônomo” é uma simplificação sem tamanho. Ele prefere que o chamem de “investigador da verdade”. Ou simplesmente de “cientista”, assim, bem amplo. Os interesses dele vão muito além das plantas e seu crescimento. A partir das plantas, Antonio chegou às especulações sobre sua interação com a atmosfera e, consequentemente, a influência da vida sobre o clima. Ele se envolve em inúmeros projetos inovadores, transdisciplinares, às vezes até poéticos – por exemplo, ajudou o suíço Gerard Móss a bolar um projeto pelo qual ele viajou o Brasil inteiro com um aviãozinho coletando nuvens no céu.

Interesses tão amplos exigem de Antonio o domínio de um número imenso de áreas do saber. Numa só conversa, ele é capaz de pular do conhecimento indígena para os movimentos planetários e astronômicos, da concepção de ciência para a análise das coisas que estão erradas no mundo, das suas promissoras pesquisas com parceiros de outras áreas do saber e outros continentes para a fascinante história de como a onça ajuda a semear árvores.

Um assunto vai emendando no outro de maneira frenética e, de repente, anoitece.

Vale a pena escutá-lo:

Por Denis Burgierman

23 de fevereiro de 2011

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Encontros, conexões, transformações

A estilista Camilla Giometti Person trabalha com luxo. Ela faz vestidos de festa num ateliê charmoso e super exclusivo nos Jardins, em São Paulo. Camilla foi ao TEDxAmazônia, em novembro do ano passado. Ontem, pelo Facebook, conversei com ela:

– Entrei numa megggga crise depois que eu voltei da Amazônia – ela postou.
Liguei para ela para saber mais. Ela contou:

– Voltei achando que meu trabalho é muito fútil, fazer vestidos que serão usados uma só vez numa festa milionária. Cheguei a pensar em fechar o atelier. Mas agora estou mais calma, estou percebendo que tem muita coisa que eu posso fazer. Agora não tem mais volta, vou ter mesmo que mudar. Sou outra pessoa.

Camilla se impressionou muito com a TED Talk de Thiago Vinicius, um empreendedor social imensamente ativo que vive no Jardim Maria Sampaio, na periferia paulistana. Veja abaixo:

Quando voltou da Amazônia, Camilla foi procurá-lo.

– É, ela veio aqui e a gente fez um rolê pelas quebradas – diz Thiago.

No início, Camilla foi ao Jardim Maria Sampaio um pouco por interesse próprio.

– A gente tem muito problema com mão de obra e pensei em propor um projeto ao Thiago para treinar costureiras na comunidade para trabalharem para mim. Mas aí ele me mostrou que as coisas que eu sei fazer podem ser uma ajuda enorme para a comunidade. As mulheres de lá, se aprenderem a fazer roupas, podem ter seus próprios ateliês e fazer vestidos para festas. Afinal, todo mundo casa, em qualquer bairro. Além de gerar renda, elas vão deixar de gastar dinheiro com roupas de qualidade questionável. Estou muito animada com a possibilidade de fazer diferença.

Em grande medida, é por isso que fazemos o TED: para conectar gente instigada, aproximar seus mundos e, com isso, possibilitar que coisas aconteçam.

Camilla não foi o único novo contato que Thiago fez no TED. Lá mesmo na Amazônia ele foi visitar a comunidade de Zumbi 2, em Manaus, onde funciona a Oela, a escola de Rubens Gomes, outro palestrante do TED, que ensina a fabricar instrumentos musicais de maneira sustentável com madeiras amazônicas.

– Passamos três dias lá com eles, foi uma imersão. Nunca tínhamos ido para o Norte. Agora vamos inaugurar uma loja lá na nossa comunidade e teremos instrumentos amazônicos da Oela para vender.

Como o Jardim Maria Sampaio tem uma cena hip hop muito ativa, logo logo se verá por aí rappers fazendo som na madeira da floresta. Em março, a comunidade do Jardim Maria Sampaio vai fazer uma Feira Sociocultural, com apoio da Vila Digital, uma empresa de marketing que Thiago conheceu na Amazônia. E o casal Lívia Ascava e Bruno Fernandes, da organização do TED, se ofereceu para fazer os textos e as fotos de CDs musicais da comunidade. Enfim, conexões.

– Agora estamos esperando as visitas da Zoë Melo e do André Abujamra, que disseram que vinham – Zoë e André também foram palestrantes do TEDxAmazônia.

É bom ver que a comunidade que se reuniu no ano passado num hotel flutuante no Rio Negro está tão efervescente.

Por Denis Burgierman

21 de fevereiro de 2011

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Helder Araújo fala sobre Educação Informal no TEDxRio

Subir ao palco de um TEDx é sempre um desafio. Quando Helder Araujo, co-fundador da Webcitizen, já estava quase acostumado com a missão de apresentar os eventos, fazendo a ponte entre os incríveis palestrantes do TEDxSP e Amazônia, surgiu o convite para voltar ao palco, dessa vez como palestrante do TEDx Rio, evento realizado no dia 15 de fevereiro de 2011 na capital carioca.

O objetivo do TEDx Rio foi promover encontro entre pessoas interessadas em apresentar idéias para melhorar a cidade. O evento foi divido em quatro blocos: Visões; Pequenos Gigantes; Leveza; Rio, Próximo Capítulo.

Helder Araújo participou do bloco “Pequenos Gigantes”, que destacou pessoas que conseguiram dar vida às suas idéias. Helder falou sobre “Educação informal”, ou seja, sobre os conhecimentos que adquirimos fora da escola e que nem sempre são valorizados quanto o ensino acadêmico. “Minha vida é dedicada a valorizar o saber informal. Tudo o que eu faço tem relação com registrar, potencializar e gerenciar essa forma de aprendizado”, conta Helder.

E foi justamente por acreditar que o aprendizado acontece por meio de conversas e exemplos, que ele se sentiu motivado a trazer o programa TEDx para o Brasil e colocar em prática outros projetos que permeiam a educação informal na Webcitizen e no Busk, projeto que ele apresentou no TEDx Rio.  “Precisamos transformar o conhecimento informal em valor. O conhecimento mais valioso não existe no currículo de ninguém”, explica.

O Busk é uma plataforma de compartilhamento de conteúdo que alia tecnologia e conhecimento. É também uma rede social onde é possível buscar conhecimento através de suas amizades, e amizades através de seus conhecimentos. “O que eu preciso consumir para ser a pessoa que eu quero ser? No Busk eu escolho o que eu preciso e quero. Consumo com prazer e felicidade”.

Helder Araújo participa do TEDx Rio

Helder Araújo participa do TEDx Rio

18 de fevereiro de 2011

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Um sonho, em dois atos

Em 2009, no TEDxSão Paulo, o pesquisador João Paulo Cavalcanti subiu ao palco para falar que, em meio a toda essa onda de prosperidade no Brasil, faltava algo fundamental ao país: um sonho. O Brasil não sabia o que queria ser. Vale a pena ver a palestra dele:

No vídeo, João Paulo se compromete a lancar uma grande pesquisa nacional para descobrir qual é o sonho do Brasil. E  a voltar no ano seguinte para compartilhar os resultados.

A pesquisa “O Sonho Brasileiro” é coordenada por Carla Mayumi, também da Box, que estava no TEDxAmazônia. “Senti o tempo inteiro, enquanto estava lá, uma eletricidade muito forte no ar – uma energia quase palpável, que quase se materializava a partir da vontade das pessoas de se conectarem e fazerem coisas juntas”, diz ela. “É como se existissem milhares de fios invisíveis conectando todo mundo, e que faltasse um nadinha para que toda aquela rede vivesse ainda mais plenamente as coisas que tinham em comum e que queriam compartilhar.”

Foi Carla que subiu ao palco do TEDxAmazônia, um ano depois de João, para contar sobre alguns personagens fantásticos que a pesquisa detectou: gente fundamental para erguer as pontes que levarão o Brasil ao futuro. Veja a palestra da Carla. E sonhe também.

16 de fevereiro de 2011

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O índio gringo

Quem teve a chance de conviver com Randy Borman ao longo do TEDxAmazônia ficou impressionado. Não apenas com o que ele disse, mas principalmente com sua presença serena, tranquila, sábia.

Randy é gringo – como atestam seu nome, seu bigode branco, sua pele clara, seu inglês perfeito, sua formação numa faculdade americana. Mas ele é índio também: da tribo dos cofan, da qual é chefe, após ter nascido e crescido na floresta equatoriana. Ele tem no olhar a sabedoria de alguém que enxerga duas culturas pelo lado de dentro.

Randy nasceu na tribo, filho de um casal de linguistas missionários americanos que traduziu a Bíblia para o cofan. Viu a decadência e a degradação ambiental e depois assistiu – e comandou – a recuperação. Hoje os cofan vão muito bem. Trabalham para o governo vigiando os parques nacionais e exploram sustentavelmente a mata. A população, que chegou a beirar a extinção, está em franco crescimento.

No meio do burburinho do TED, com toda aquela gente moderna desfiando conceitos complexos, Randy geralmente ficava calado num canto, observando. A quem se aproximava, ele comentava, com um sorriso: “quem diria que sou provavelmente o único aqui que sabe fazer curare”, se referindo ao poderoso veneno que se coloca na ponta das flechas.

Passar uns dias com Randy encheu muita gente de maravilhamento, pela constatação súbita de que vivemos num mundo onde a mesma pessoa que faz curare prepara apresentações em PowerPoint. Um mundo em que “branco”
e “índio” deixaram de ser categorias estanques, claramente distintas uma da outra. Um mundo em que finalmente seres humanos de origens diferentes estão aprendendo a se entender.

8 de fevereiro de 2011

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Esperança no faroeste

Foi o Felipe Milanez, também palestrante do TEDxAmazônia, quem nos apresentou o José Claudio Ribeiro. Felipe é repórter, profundo conhecedor da Amazônia e de seus problemas. Em outubro de 2010, um mês antes do TED, ele estava percorrendo o arco do desmatamento, que é a fronteira entre a floresta e a devastação – a imensa linha de destruição que avança ano a ano para o norte. O arco do desmatamento é um faroeste: uma terra sem lei, dominada pelo interesse econômico de curto prazo. O ar é coberto da fuligem das queimadas, e às vezes o céu fica vermelho como se anunciasse o apocalipse. Madeireiros geram uma breve prosperidade lá, mas logo a madeira acaba, deixando para trás pasto, miséria, crime e morte.

Foi nas suas andanças por lá, pelas redondezas de Marabá, num município chamado Ipixuna, que Felipe avistou uma área linda, ainda tomada de castanheiras, uma das árvores mais deslumbrantes da floresta. Castanheiras dão castanhas do pará, um produto de altíssimo valor econômico, e por isso elas sempre foram valiosas de pé. Há muito tempo que é proibido derrubá-las. Mas a voracidade do desmatamento não poupa nada. Depois que as árvores preferidas pelos madeireiros, como o mogno, se acabaram, as castanheiras viraram alvo. Hoje há um boom do setor de construção em Marabá. Muitas das novas casas são feitas de madeira ilegal de castanheira.

A propriedade que o Felipe avistou é o lote de José Claudio e de Maria do Espírito Santo, situado numa reserva extrativista. Felipe ficou impressionado com o casal. Saiu de lá encantado com a relação dele com as árvores. Zé e Maria vivem das castanheiras, explorando as castanhas, e por isso têm uma relação íntima com elas. Zé descreveu a Felipe a derrubada de uma árvore como quem fala de um assassinato. Há quem diga que a árvore grita quando cai. Felipe nos escreveu um email no dia 9 de outubro: “tem algo de Chico Mendes muito, muito forte. Uma luta desigual: querem preservar as últimas castanheiras da região onde teve o maior castanhal da Amazônia – aqui foi tudo devastado, só há pasto, e era a Amazônia mais imponente de todo o bioma.”

Zé e Maria sofrem imensa pressão para vender as árvores, já foram ameaçados de morte por não concordarem, e uma ou outra vez escaparam de emboscadas. Quando o Felipe nos falou deles, ficamos com receio de expor o casal e de colocá-lo em risco. O próprio Zé tratou de nos tranquilizar. Para ele, contar sua história serve de proteção. Quanto mais os holofotes iluminarem o faroeste, mais seguro ele está. Portanto, nos ajude a fazer este TED Talk circular. Talvez você esteja ajudando a salvar vidas: de homens e de árvores.

Por Denis Burgierman

4 de fevereiro de 2011

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Quem faz é o homem, a ferramenta só ajuda

Os egípcios estão recuperando, aos poucos, a conexão com a internet, bloqueada pelo governo com objetivo de atrapalhar a comunicação entre os manifestantes que protestam contra o presidente Hosni Mubarak, no poder há 30 anos. O apagão eletrônico durou cinco dias, quando mais de 90% das redes ficaram inacessíveis. Foi a primeira vez que um bloqueio repentino desta magnitude aconteceu na história da internet, também foi a primeira vez que um protesto gigantesco e violento contra um governo reuniu e organizou milhões de pessoas por meio das redes sociais.

O governo do Egito controla a maior prestadora de serviços de internet no país e conseguiu bloquear as outras três principais empresas. As autoridades egípcias não deram explicações sobre o assunto que gerou críticas de diversos países.

Os conflitos no Egito mostraram ao mundo a força das comunidades formadas na rede. As novas tecnologias da informação permitem que pessoas atuem colaborativamente, de forma simples e ágil. Os cidadãos conectados se organizam, deixam de ser simples receptores de mensagens e passam a ter voz ativa na organização social.

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Por meio de ações na internet é possível gerar grandes transformações na sociedade, desde simples mudanças no bairro, comunidade ou cidade, até alterar a legislação federal e tirar um governante do poder. Com a internet podemos nos comunicar, instantaneamente, sem fronteiras pelo mundo e marchar juntos, em números gigantescos, na direção do futuro que queremos. A mobilização cívica por meio da internet é capaz de levantar bandeiras contra o analfabetismo, denunciar a escravidão, o fascismo, racismo, lutar contra a discriminação, dentre outras questões internacionais de grande escala como alterações climáticas, reformas políticas e econômicas. Não há limites para o envolvimento.

Então a internet é a solução para todos os males da sociedade? Não.

Apesar de ser extremamente interessante acompanhar as manifestações organizadas pela rede, é importante ter cautela quanto ao poder da internet. O bloqueio imposto pelo governo não conteve a onda de protestos, isso mostra que apesar de as mídias sociais terem sido fundamentais na organização dos protestos, os conflitos no Egito teriam acontecido mesmo se o Facebook ou Twitter não existissem. Afinal, as redes sociais são apenas ferramentas que ajudam a organizar comunidades, transmitir informações, fomentar os sentimentos de frustração e revolta, mas o que move mesmo as pessoas são os problemas que elas têm que enfrentar.

O que estamos assistindo é um dos benefícios da sociedade da informação que permite que a tecnologia trabalhe para as pessoas. No mundo globalizado estar conectado é indiscutivelmente importante, mas não é vital. O essencial mesmo são as pessoas que enfrentam os problemas no mundo offline.

O pesquisador em política e internet Evgency Mororov defende em seu livro, The Net Delusion que “É a política, a cultura e a economia, que moldam como usaremos uma tecnologia, e não o contrário. A internet não é algo autônomo, com vida própria e acima dos indivíduos. Ela, na verdade, está inserida dentro de um contexto que define os seus usos e os seus efeitos na sociedade”.

No final das contas, o apagão eletrônico pegou muito mal para as autoridades egípcias, que ao bloquearem a internet autoritariamente, não conseguiram conter a manifestações e mostraram ao mundo que ainda não sabem lidar com as novas tecnologias de informação e que têm muito a esconder.

Fontes: Veja GigaOM

Por Dani Larama

1 de fevereiro de 2011

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A verdadeira história do sexo

Quando telefonamos para Joan Roughgarden para convidá-la para palestrar no TEDxAmazônia, ela disse que não poderia ir. Tinha um compromisso já, um congresso em Berlim. No dia seguinte, ela nos procurou, tinha mudado de ideia. Decidiu que não poderia perder essa. Haveria outras chances de ir a Berlim. Em Manaus, ela aproveitou intensamente a Amazônia – até escalou uma árvore de 30 metros.

Joan, pesquisadora da Universidade Stanford, na Califórnia é conhecida por dois motivos. 1) suas pesquisas sobre diversidade sexual na natureza. 2) o fato de ela mesma ser prova incontestável dessa diversidade. Joan, quando nasceu, chamava-se Jonathan e era homem. Em 1997, aos 52 anos, ela submeteu-se a uma cirurgia de mudança de sexo.

Joan não gosta muito de comentar esse assunto. Ela prefere discutir sua ciência, que para ela fala muito mais alto do que sua história de vida. Leões, tigres, macacos, golfinhos, baleias, cachorros, gaivotas, girafas, elefantes e mais centenas de aves e mamíferos transam com indivíduos do mesmo sexo, sem ter a menor chance de gerar descendentes. Comportamentos assim são tão amplamente difundidos que tudo indica que sejam uma parte importante do comportamento animal, e não uma “anormalidade”, “esquisitice” ou uma “exceção”.

Nesta TED Talk, Joan explica como enxerga o sexo: um exercício de intimidade, que serve para forjar alianças e fortalecer sociedades. Sexo reprodutivo é minoria. A maior parte dos comportamentos sexuais servem mesmo para construir laços afetivos – entre indivíduos de sexos opostos ou do mesmo sexo. Essa teoria, assim como a história de vida de sua autora, estão muito além do que Darwin poderia ter imaginado.

Conviver com Joan no TEDxAmazônia certamente ajudou muita gente a compreender, de maneira inquestionável, que a diversidade sexual do mundo vai muito além de Darwin, papai e mamãe.

Por Denis Burgierman

26 de janeiro de 2011

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Onde as ideias nascem

Quando uma empresa patrocina o TEDxAmazônia, ganha o direito de indicar um palestrante, que depois passa pelo mesmo processo de discussão e preparação de todos os outros palestrantes. Quando eu soube disso, confesso que fiquei com a pulga atrás da orelha. “Será que isso vai dar certo?”, eu pensava. Será que isso não vai resultar em TED Talks marqueiteiras, chapa-branca, o contrário do que uma TED Talk deve ser?

Eu estava errado.

O exemplo do Santander é uma prova clara disso. O banco nos apoiou desde o TEDxSP, sempre fazendo questão de participar da organização do evento, de ajudar com ideias, com contatos, com valores, e não apenas com dinheiro. No TEDxSP, o Santander indicou como palestrante seu presidente na época, Fabio Barbosa, que deu uma aula de ética e de coragem ao enfrentar a má imagem de sua própria classe.

A TED Talk de Barbosa foi a palestra de TEDx mais assistida do mundo, como disse Chris Anderson, do TED, ao banqueiro, quando eles se encontraram em Nova York. Se você não viu, veja:

TEDxSP 2009 – Fábio Barbosa from TEDxSP on Vimeo.

Em 2010, no TEDxAmazônia, o palestrante do Santander mais uma vez brilhou. Hugo Penteado é economista-chefe do banco. Economista e executivo de banco, Penteado foi inteiramente transparente sobre as falhas da economia e do sistema financeiro. E foi muito claro sobre o caminho que temos que percorrer para consertar essas falhas. Se alguém esperava uma TED Talk conservadora e auto-elogiosa, se surpreendeu com um discurso provocador e aguerrido.

O mundo precisa de ideias. É animador perceber que essas ideias podem nascer em qualquer lugar: em favelas, em bairros nobres, em universidades, em organizações da sociedade civil, em cidades, no campo. E em bancos. Ficou claro para a gente que o Santander é um lugar onde se cultiva ideias.

Por Denis Burgierman

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Estão dizendo por aí que somos otimistas políticos. confirma:

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