Queda nas vacinas: quais as razões para esse movimento no Brasil?

As vacinas são responsáveis por salvar mais de 3 milhões de vidas todos os anos. 

A partir do momento que somos vacinados, nos protegemos e consequentemente, protegemos todos à nossa volta.

No entanto, o país vem sofrendo uma queda nas vacinações.

Um movimento que ameaça inclusive a saúde das crianças, tudo porque doenças erradicadas como o sarampo e a poliomielite, podem voltar por falta da vacinação. 

Acompanhe o conteúdo e entenda melhor sobre esse assunto tão importante.

Importância das vacinas

A vacina, é uma maneira simples, segura e eficaz de aumentar a proteção das pessoas contra doenças, antes mesmo que entrem em contato com o organismo.

Dessa forma, manter a vacinação em dia pode salvar vidas.

Contudo, tem a função de treinar o sistema imunológico para que seja produzido anticorpos, da mesma forma quando é exposta a doença. 

A produção desses anticorpos é realizada com formas mortas ou enfraquecidas de microorganismos, sendo eles vírus ou bactérias.

Assim, não causam doença ou colocam a pessoa em risco.

Evolução das vacinas no Brasil

Há mais de 200 anos deu início a trajetória das vacinas, podendo imunizar milhares de brasileiros através do Sistema único de Saúde – SUS.  

Uma história que começou em 1804 com a chegada da vacina contra varíola. 

Acompanhe a evolução:

1804 – primeira vacinação no Brasil  e a vacina contra a varíola;

1897 – vacina contra a peste bubônica;

1904 – obrigatoriedade da vacina contra varíola;

1937 – produção da vacina contra a febre amarela;

1961 – primeira campanha de vacina com a vacina poliomielite;

1967-  introdução da vacina contra sarampo (crianças de oito meses a quatro anos);

1968- início da vacina BCG;

1992 a 2002 – implantação da vacina dupla (sarampo e rubéola) ou tríplice viral ( sarampo, caxumba e rubéola);

1999 – primeira campanha da vacina contra a influenza para idosos;

2002- introdução da tetravalente para menores de um ano;

2006- vacina contra o rotavírus humano em menores de seis meses;

2010- campanha nacional de vacinação contra a Gripe A;

2011- vacina de hepatite B entre 20 e 24 anos;

2015- vacinação contra HPV para meninas a partir de 9 anos;

2018 – ampliação para todo território nacional a vacina contra a febre amarela;

2020 a 2021 – criação e campanha de vacinação contra a Covid-19. Nesse caso, a forma de aplicação foram vacinas para cada faixa etária, começando pelos mais idosos.

Pandemia e sua relação com as vacinas

De forma geral, a vacinação contra a Covid-19 é uma forma de frear a contaminação e o surgimento de novas variantes. 

Assim como qualquer outra vacina, apenas a imunização em massa é capaz de proteger todas as pessoas da comunidade, diminuindo o risco de contágio.

Optar por uma imunização completa é se proteger, proteger quem convive com você e todos ao seu redor. Isso serve para todas as vacinas e inclui todas as faixas etárias.

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Razões dos movimentos anti-vacinas no Brasil

O movimento anti-vacinas é uma oposição à vacinação pública, baseada principalmente no negacionismo científico, resultante do anticientificismo presente no Brasil. 

Infelizmente o país foi definido como o que menos pessoas acreditam e confiam na ciência.

O aumento desse movimento está relacionado com as fake news.

Ou seja, opiniões divulgadas irresponsavelmente que resultam na perda do medo da doença.

Fazendo com que as pessoas hesitem em tomar a vacina e façam parte dos anti-vacinas.

Como combater os movimentos anti-vacinas

A forma mais certeira é tentar acabar com a circulação de notícias falsas.

Para isso foi idealizado a União Pró-Vacina, iniciativa do Institutos de Estudos Avançados – IEA, Polo Ribeirão Preto da USP.

Que visa combater a desinformação, com base em programas de educação, que orientam a população a distinguir conteúdos confiáveis, e bloqueiam informações falsas.

É uma batalha difícil, mas se a sociedade e autoridades se organizarem e enfrentarem esse movimento.

Fica mais fácil ganhar a batalha, mantendo todos informados da forma que tem que ser, correta.

Importância dos meios de comunicação nesse combate

Os meios de comunicação atuam como uma forma de conferir a veracidade de uma notícia, por exemplo. 

Sendo assim, é importante checar cada informação que for compartilhada, evitando ser enganado, e consequentemente levantar informações falsas.

Trata-se de uma forma simples de evitar notícias fraudulentas com frequências, e que acabam motivando ainda mais os anti-vacinas e atrapalhando o movimento de combate.

Atenção para vacinação infantil

A vacinação infantil é uma etapa crucial para o desenvolvimento saudável de todas as crianças. 

As campanhas de vacinação servem para imunizar de forma geral a população, e controlar doenças.

São fundamentais para prevenir doenças, isso porque estimulam a produção de anticorpos contra vírus e bactérias de doenças graves. 

Ou seja, vacinar as crianças, é o mesmo que protegê-las antes mesmo que tenham contato com qualquer ameaça.

Doenças potencialmente fatais para crianças que podem ser combatidas com vacinas

A vacinação infantil combate e protege inúmeras doenças, inclusive fatais. 

Em meio às mais graves estão:

  • Meningite;
  • Hepatite Ae B;
  • Tuberculose;
  • Poliomielite;
  • Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola);
  • Febre amarela. 

Não se esqueça de manter a caderneta de vacinas em dia, e dar especial atenção para vacinação em criança

Seja uma picadinha, ou gotinhas, esse ato salva vidas de milhares de pessoas.

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