Leitura na educação infantil: conheça práticas importantes para formar leitores!

Que a leitura traz benefícios não é novidade!

Diversos estudos comprovam que, quem lê, tem mais repertório cultural, se torna mais criativo, amplia a capacidade de retenção de informações, desenvolve a memória e a habilidade da escrita, isso para citar apenas alguns benefícios. 

Entretanto, para que esse hábito tão benéfico se torne parte do dia a dia, é preciso estimulá-lo desde cedo. 

E isso não é tarefa apenas da escola e dos educadores, mas também de toda a família que, por meio de simples ações, pode fazer com que os pequenos se tornem grandes leitores. 

Afinal, as crianças aprendem com o exemplo e, ao estarem inseridas em um mundo no qual a leitura é parte integrante, passam a encarar o contato com os livros como algo natural. 

Muitos pensam que a leitura somente precisa ser incentivada na fase da alfabetização – que ocorre entre os 6 e os 7 anos, – mas o ideal é trabalhar essa habilidade desde cedo. 

É comprovado cientificamente que a leitura na educação infantil, além dos benefícios que já citamos, ajuda também no desenvolvimento psicomotor, cognitivo e intelectual, habilidades que farão toda a diferença no desempenho escolar e na vida dessa criança. 

Mais do que isso, a criança que lê tem melhor vocabulário, aprende a expressar seus sentimentos com mais clareza e é estimulada a encarar questões éticas desde cedo, desenvolvendo assim também importantes habilidades sociais. 

Mas como incentivar o contato dos pequenos com os livros se eles nem ao menos aprenderam a ler?

A seguir, separamos algumas dicas para ajudar você – seja familiar ou educador – a estabelecer essa ligação que, com toda certeza, fará a diferença na vida das crianças. 

Acompanhe para saber mais!

Crie o hábito 

Se nós, que somos adultos, às vezes temos dificuldades de incorporar algo à nossa rotina, é de se esperar que as crianças também precisem de tempo para se adaptar a essas mudanças.

Bem como na vida adulta, na infância, a dica para fazer um costume prosperar está na disciplina e na constância, e com a leitura não seria diferente. 

É preciso introjetar a literatura no cotidiano do pequeno, quando for mais confortável e melhor se adaptar aos horários diários da família. 

A dica aqui é criar um ambiente propício para a leitura, que seja confortável e gostoso de ficar, onde a criança se sinta bem e esteja longe de distrações como telas ou brinquedos. 

Se possível exponha livros neste local, personagens favoritos da criança e outros elementos que ajudem a entrar no clima da contação de histórias. 

Torne o momento prazeroso

Quando gostamos de algo, é natural e muito mais fácil fazer com que isso se torne parte de nossa vida. 

Portanto, o momento da leitura deve ser prazeroso para a criança, para que ela possa associar o hábito com uma sensação de bem estar, e não de obrigação. 

Portanto, evite que isso se torne uma obrigação, faça com que a criança participe ativamente do processo de decisão, escolhendo obras que despertem mais a sua curiosidade e que façam parte do universo de seus personagens favoritos. 

Ou seja: se a criança gosta de dinossauros, busque por livros com esse tema. Se o tema preferido são os animais selvagens, que tal ir por esse caminho?

Para saber mais sobre esses gostos, vale a observação do nível de atenção a cada leitura, mas principalmente vale a conversa, que abre muitas portas para o mundo dos pequenos.

Faça perguntas! Deixe que eles contem quais são seus personagens preferidos, o que fazem, como se vestem, etc. Nesse momento, a criança deve se sentir ouvida e acolhida, para que possa se abrir verdadeiramente. 

Assim, cria-se vínculo com a literatura, que pode ser ainda mais ampliado com brincadeiras, livros com belas ilustrações, cores chamativas e outros elementos que façam com que surja a identificação com a história. 

Encarne o ator que existe em você!

Ninguém gosta de uma leitura enfadonha e monótona. Dá sono, não engaja e, no fim das contas, nem mesmo nos lembramos sobre o que era a história. 

Por isso, na hora da contação de histórias, faça com que a leitura seja dinâmica e interativa, com caras, bocas e vozes diferentes para expressar o sentimento dos personagens e fazer com que as crianças entrem de cabeça no enredo. 

Se possível, use bonecos e/ou fantoches para prender ainda mais a atenção dos ouvintes e busque referências em contadores profissionais de histórias – disponíveis aos montes na internet – para inspirar você a desempenhar esses papéis com maestria. 

Deixe a imaginação fluir

E se os papéis se inverterem e as crianças quiserem pegar os livros para contar uma história para você? Melhor ainda!

Isso significa que elas de fato se envolveram naquele contexto, tanto que agora querem fazer parte dele mais ativamente. 

Deixe a imaginação fluir, mostre interesse pelas histórias contadas, faça perguntas, reaja rindo ou fingindo sustos – dependendo do que o enredo criativo dos pequenos trouxer para você – afinal, a ideia é que haja diversão, acima de tudo. 

Lembre-se sempre de respeitar o momento de cada criança. Se hoje não for um bom dia para leituras com lições de moral, opte por algo mais leve e divertido, não as force a nada.

Afinal, esses são apenas os primeiros passos de uma linda e longa caminhada que é a leitura como parte da vida.

Leitura na educação infantil