Fernando de Noronha: Destino Turístico Mantém Nível Rígido de Segurança Contra COVID-19

Desde que a pandemia de Covid-19 se alastrou, tudo que está relacionado ao universo do turismo mudou drasticamente, afinal, a orientação geral foi de ficar em casa e evitar que o vírus continuasse sendo transmitido.

Com o passar dos meses e o avanço da vacinação, as normas de proteção passaram a ser “afrouxadas”, permitindo que as pessoas pudessem voltar a circular de uma região para outra, mas isso não significa que não seja mais necessário tomar cuidado com a contaminação e a transmissão da doença.

Quem vai viajar em tempos de Covid precisa tomar medidas adicionais além daquelas todas que já eram tomadas antes do vírus surgir e mudar a vida de todo mundo.

Agora, não basta se preocupar com o preço das passagens, com o peso das bagagens, com a localização do correspondente bancário ou da casa de câmbio para trocar dinheiro.

É preciso, também, organizar kits de sobrevivência necessários depois da pandemia, com álcool gel, máscaras, garrafinha, carteirinha de vacinação, entre outros itens de proteção e cuidados com a saúde.

O comportamento também precisa ser adaptado.

Cuidados ao tocar em maçanetas, portas, corrimões e balcões, usar cartões de débito e crédito através de aproximação, manter e respeitar o afastamento e o espaçamento em filas e assentos no aeroporto, entre outras coisas, são apenas algumas das mudanças que precisaram ser feitas, mas que agora já estão abandonando a vida dos brasileiros, ainda que não haja motivo para isso.

Embora os números da Covid estejam bem mais baixos do que nos picos da pandemia, o mundo ainda não está livre dessa doença, e diversos países já estão registrando, novamente, aumento dos casos, inclusive, o Brasil.

Há regiões, no exterior e no interior do país, em que há, até mesmo, regras específicas para entrada e estadia, e quem não as cumpre, não pode viajar nem circular no destino.

Um exemplo disso são as exigências para quem deseja passear em Fernando de Noronha.

Segundo o site da Gol (voegol.com.br), há uma determinação do Governo do Estado de Pernambuco, que obriga todos os viajantes com mais de 12 anos a apresentarem, no momento do atendimento, carteira de vacinação digital do CONECT SUS, CONECTA RECIFE ou outros credenciados pelo Governo do Estado de Pernambuco através do PASSE VERDE PE. A carteira precisa ser obrigatoriamente digital para quem se vacinou no Brasil, sendo que a carteira de vacinação em papel não é aceita em nenhum caso.

Crianças até 11 anos ficam dispensadas, mas a partir dos 12 já é obrigatório apresentar o comprovante de pelo menos uma dose, tomada 14 dias antes da viagem. E se a primeira dose tiver sido tomada há mais de 60 dias, também é preciso apresentar o comprovante da segunda aplicação.

Em Noronha, as regras sobre o uso de máscaras permanecem bem mais rígidas do que na maioria das outras cidades brasileiras, sendo necessário continuar usando máscaras nos espaços e ambientes fechados e em quaisquer locais, abertos ou fechados, destinados à prestação de serviços de saúde.

Além de tudo isso, ainda há outras exigências, que também são explicadas em sites como o do 123 Milhas:

É preciso assinar um documento, chamado Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta (TCAC), onde o passageiro se compromete diante do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), a cumprir o Protocolo de Saúde e as orientações emanadas pela Vigilância em Saúde de Fernando de Noronha.

A assinatura precisa ser feita até o dia da viagem, antes do embarque, no site: sounoronha.com.

Para permanecer na ilha, é preciso baixar e manter no smartphone, o aplicativo de Dycovid – Dynamic Contact Tracing, que serve para os usuários sinalizarem se estiverem contaminados com Covid-19, a fim de que outras pessoas que estiveram próximas a eles sejam notificadas de que podem ter sido expostas ao vírus (tudo de forma anônima), e que assim, possam realizar o teste, caso achem necessário.

Além de todos esses cuidados, as companhias aéreas informam que 20% dos passageiros de cada voo são sorteados para um exame RT-PCR e, por fim, esclarecem que qualquer passageiro que não se atente a essas regras, não poderá embarcar e terá que arcar com todos os custos de remarcação da viagem.

Redação: Bruna Bozano.

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