Horário flexível, tire todas as suas dúvidas sobre o assunto!

Modelos de trabalho são importantes para o colaborador e é preciso entender sobre eles

Um ponto eletrônico é um grande diferencial para as empresas, afinal, é importante ter controle sobre os horários dos colaboradores para que os pagamentos sejam realizados de forma correta e adequada.

Se antes muitos setores contavam com horários rígidos de entrada e saída, é cada vez mais comum nos dias de hoje encontrar empresas com horários e jornadas flexíveis. Você sabe o que é essa modalidade? Acompanhe!

O que é a jornada flexível?

Mais do que uma boa remuneração e pacote de benefícios, diversos pontos são importantes dentro de um negócio para atrair e reter colaboradores e a forma e horário de trabalho é um deles.

As leis estabelecem o máximo de horas que podem ser prestadas por dia como jornada de trabalho e é possível que elas sejam distribuídas em diversas escalas para que o total seja cumprido a cada semana.

A jornada flexível é o modelo de trabalho em que a empresa e o colaborador entram em acordo em relação ao cumprimento da jornada, ou seja, não se fixa uma regra de 8h diárias, das 8h às 17h, por exemplo, mas sim horários em que faz mais sentido para o colaborador em cada um dos seus dias.

Dessa forma, o profissional tem mais possibilidade de decidir quais são seus horários, ganhando autonomia sobre quando e onde trabalhar – seja na empresa ou em home office.

O que diz a CLT?

Não existe nenhum artigo na CLT que aborde especificamente a jornada de trabalho flexível, porém, os artigos que dizem respeito a jornada de trabalho são utilizados como base na hora de estabelecer regras.

Segundo o artigo 58 da CLT a “duração normal do trabalho, para os empregados em qualquer atividade privada, não excederá de 8 (oito) horas diárias, desde que não seja fixado expressamente outro limite”.

Além disso, a legislação define que as jornadas podem ter acréscimo de até duas horas por dia, sendo que essas valem ao menos 50% a mais do que as horas normais.

Portanto, é preciso que a jornada flexível siga essas regras para que o trabalhador não seja prejudicado em suas mudanças de horários.

Vantagens e desvantagens do horário flexível

A adesão do horário flexível por parte das empresas pode trazer diversos benefícios ou problemas para ambos os lados. Conheça algumas das principais vantagens e desvantagens para que você reflita se essa é uma boa forma de trabalho para você:

  • Aumento da motivação e da produtividade;
  • Redução de custos;
  • Redução do impacto nos horários de picos nos transportes públicos;
  • Queda no número de faltas e atrasos;
  • Atração e retenção de talentos;
  • Dá maior autonomia para os colaboradores;

Desvantagens

  • Pode dificultar a supervisão e gestão do trabalho;
  • Prejudica a comunicação e interação entre as pessoas;
  • A autonomia pode ser confundida com falta de regras.

Como implementar o horário flexível?

Para aproveitar ao máximo as vantagens desse tipo de jornada, é preciso que exista planejamento e uma gestão que faça com que os problemas sejam neutralizados e os benefícios potencializados. Para isso, é importante olhar para alguns pontos, como:

Mapeie as funções

Infelizmente, nem todos os setores têm o horário flexível e é preciso entender como funciona seu quadro de funcionários para compreender se esse tipo de jornada é uma realidade dentro do negócio.

Entender a empresa e suas necessidades é o primeiro passo para que não existam gargalos e problemas no trabalho e para que as funções sejam realmente cobertas, independente do horário feito pelos profissionais.

Tenha regras

Ter um horário flexível é mais do que dizer ao colaborador que ele pode escolher sua jornada. É preciso ter regras e políticas internas para que existam entregas, metas e formas de acompanhamento.

Na criação da política, é crucial estabelecer o regime que será adotado. As três possibilidades são as seguintes:

  • Modelo fixo variável: permite ao colaborador optar por um entre vários horários alternativos oferecidos;
  • Modelo variável: a empresa não propõe nenhum horário e o colaborador pode decidir livremente, mas se limitando a ele;
  • Modelo livre: deixa o colaborador livre para decidir o seu horário de trabalho desde que cumpra a carga horária diária e entregue suas tarefas no prazo acordado.

Acompanhe o trabalho dos colaboradores

Para garantir um resultado satisfatório, vale a pena fazer testes e instituir aos poucos esse modelo. É essencial que em cada fase existam avaliações de desempenho e acompanhamento para que a gestão entenda que essa jornada realmente faz sentido.

Você já conhecia esse tipo de modelo? Ele faz sentido em sua rotina de trabalho? Aproveite que agora sabe mais sobre ele e pense sobre seus horários e possibilidades!

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