Aproximando cidadãos
2 de setembro de 2010
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O acesso a conteúdos restritos já é realidade, de forma que as informações antes tidas como confidenciais estão disponíveis a todos os cidadãos.
Em Harvard, o pesquisador do Centro Berkman para Internet e Sociedade Ethan Zuckerman lançou uma plataforma open-source que compartilha notícias e opiniões da mídia cidadã em mais de 150 nações. Chamado Media Cloud, o aplicativo traduz o conteúdo de mais de 30 idiomas, publica em 20 línguas, permite a análise quantitativa da mídia e a utilização da nova tecnologia por ativistas. Para isso, ele conta com a comunidade Global Voices, co-fundada com Rebecca MacKinnon e com a Fundação Geekcorps Zuckerman, enviando mais de 100 especialistas voluntários para trabalharem na África Ocidental, por exemplo.
Outro esforço internacional é a dos WikiLeaks, uma organização internacional sem fins lucrativos, sediada na Suécia, que publica em seu site posts de fontes anônimas, documentos, fotos e informações de governos ou empresas. O estudante de pós-graduação Drew Conway utilizou observações sobre os ataques talibãs no Afeganistão para fornecer um resumo gráfico. O banco de dados livre também serviu para análise estatística sobre a propagação do combate, de 2004 a 2
“Por exemplo, no recente gráfico que eu postei, muitas pessoas foram percebendo o crescente número de ataques em torno do ‘anel viário no Afeganistão’, ao longo do tempo, e vendo isso como uma indicação do Taliban a tentativa de minar o governo do Afeganistão cortando as aldeias uns dos outros”, afirma Conway. O trabalho reflete em parte o comportamento militar interno dos Estados Unidos e a expansão das forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte em diferentes partes do país.

Julian Assange fundou o WikiLeaks, organização que publica em seu site posts de fontes anônimas e informações até então sigilosas de governos ou empresas
Por Patrícia Scolfield
22 de julho de 2010
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O governo americano lançou na semana passada a reformulação de mais uma ferramenta em prol das práticas de transparência e abertura de dados, em consonância com o Transparency Act de 2006.
Trata-se do IT Dashboard, site e aplicativo para smarthphones que permitem qualquer cidadão monitorar em detalhes os gastos do governo em tecnologia da informação. A intenção de expôr os dados é tornar transparente a prestação de contas e permitir que as pessoas vejam gastos como investimentos, utilizando a tecnologia para facilitar acesso e compreensão de como o processo funciona.

Infográficos interativos facilitam acesso e tornam informações mais atrativas
O redesenho do site prima por design simples e ferramentas de data visualization que permitem acessar informações complexas de modo objetivo, interativo e de fácil entendimento. É possível acompanhar dados de cada departamento do geverno e programas específicos onde o dinheiro é investido. Os dados ficam disponíveis para cidadãos, governantes e investidores, que poderão avaliar a eficácia dos programas de tecnologia da informação, apoiar investimentos, fiscalizar recursos e identificar problemas. Visualmente o conteúdo se torna mais atrativo, contornando a resistência que muitas pessoas possam ter em contato com informações tão burocráticas.
Mais que uma questão estratégica que atende a demanda por transparência, a abertura de informações fortalece o conhecimento dos cidadãos sobre o governo e cria embasamento para que a administração do dinheiro possa ser questionada, estimulando engajamento e participação plena.
Por Rodrigo Moreira

Números têm moral. Quando o jornal fala que a criminalidade diminuiu 30% ou que o desemprego está 50% menor do que no ano passado, todo mundo se convence e acha bacana. O que muita gente não sabe é que estatísticas e dados também são manipuláveis e totalmente discutíveis. O Parlamento Britânico percebeu isso e colocou nas mãos de Richard Alldritt a função de monitorar informações de 200 agências públicas do Reino Unido. Dá para dizer que ele é o ombudsman dos dados britânicos – o cara que, junto com sua equipe, confere se tudo que foi dito através de números é verdade.
Vi na página 18 da última Wired, num pequeno artigo intitulado Minister of Truth.
Tiago

Através do Looking Local, cidadãos do Reino Unido podem marcar consultas médicas, descobrir oportunidades de emprego, saber quais são os horários do recolhimento de lixo na vizinhança, etc – tudo pelo Nintendo Wii. Achei incrível essa aproximação entre serviços nacionais e uma plataforma de games. Eles também disponibilizam as ferramentas em celulares e televisões com Sky. É um exemplo a ser seguido.
Tiago