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A Webcitizen é um tipo diferente de startup de tecnologia. Usamos tecnologia para transformar comportamentos de cidadãos e empresas públicas e privadas. Somos especialistas na criação de plataformas digitais para coletar e analisar dados comportamentais. Poucos fazem o que fazemos. Combinamos tecnologia e comportamento, na busca de oportunidades e soluções que impactarão, positivamente, a sociedade como um todo.
O que muda o Brasil é o que você sabe sobre ele - Webcitizen nas Eleições

14 de julho de 2014

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Como os algoritmos influenciam as informações que consumimos

No final do mês de maio, Fernando Barreto – sócio-fundador da Webcitizen – e Priscila Cortat – Diretora de Planejamento – estiveram presentes no Festival Path, um evento que mistura tecnologia, criatividade e empreendedorismo e estimula a troca de experiências em prol da inovação.

Convidados para palestrar, eles optaram por abordar um tema que já vem aquecendo os debates da esfera digital ao redor de todo o mundo: Como os algoritmos estão influenciando quase todas as informações que consumimos. Tema que tem sido debatido também em fóruns e estudos sobre política e democracia, levantando a questão de como os algoritmos podem impactar a formação de opinião dos cidadãos.

Abaixo, reunimos os principais tópicos da palestra pra quem não pôde conferir o debate ao vivo.

Afinal, o que são os algoritmos?

Os algoritmos são programas de computador que organizam o conteúdo disponível na internet e determinam como as informações serão distribuídas. Sem os algoritmos seria quase impossível encontrar aquilo que você procura, ou seja, teríamos trilhões de dados soltos e sem escala de relevância. Os algoritmos são para a internet hoje, o que a dark matter é pro universo. Ou seja, os algoritmos criam relações entre todos os elementos disponíveis na rede, fazem com que os dados se posicionem, se diferenciem e criem interferência entre eles. Enfim, ajudam a internet a entender onde você está, a que perfil pertence e que resultado provavelmente está buscando.

Você já se perguntou como certos conteúdos chegam até você?
Quando perguntamos para as pessoas sobre como elas encontram informações importantes, é muito comum ouvirmos: Quando as noticias são importantes, elas me encontram… Facebook, Google, Twitter, Netflix, entre outras plataformas, analisam o comportamento online das pessoas para recomendar o que ‘parece’ ser mais interessante ou relevante para cada um de nós. Portanto é errado acreditar que o que você visualiza na sua timeline do Facebook corresponde a tudo o que seus amigos postam, ou que os resultados dos termos que você busca no Google, são os mesmos que aparecem para qualquer outro usuário da ferramenta.

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Como os algoritmos podem nos ajudar a entender melhor o que acontece a nossa volta, e como eles podem distorcer a realidade que estamos enxergando?
Durante as manifestações de Ocupy Wall Street, milhares de pessoas envolvidas fizeram um grande esforço para dar voz ao movimento na internet. Então, como explicar o fato da hashtag do movimento praticamente não ter ocupado um espaço Trend Topics do Twitter?

O algoritmo do Twitter leva em consideração não apenas o volume de menções de uma #hashtag, mas com que velocidade ela se propaga na rede. Para que uma hashtag se torne trend topic, o pico de menções precisa ser uma combinação de volume e velocidade, onde a velocidade tem um peso fundamental, já que os trend topics variam com certa rapidez.

Isso significa que um movimento legítimo das ruas de diversas cidades pode não conseguir alcançar tanta relevância quanto o capítulo final de uma novela, o que pode levar você a pensar que o movimento não foi tão relevante assim. São os algoritmos que determinam a relevância de temas e notícias na internet.

Manifestantes do movimento Occupy Wall Street

Manifestantes do movimento Occupy Wall Street

Quer dizer então, que os algoritmos são vilões?
Provavelmente não. Hoje, existe um número mínimo de pessoas que entendem como os algoritmos de fato funcionam, e uma quantidade enorme de pessoas que nem sequer sabem que os algoritmos existem. E, desconhecer a existência dos algoritmos nos torna facilmente manipulados por eles.

Quando não sabemos da existência dos algoritmos não compreendemos que as informações que chegam até nós são filtradas, o que pode nos induz ao erro, nos fazendo acreditar que estamos por dentro de tudo, sob todos os pontos de vista. E como os algoritmos de grandes sistemas como o Google e Facebook são confidenciais, não há como sabermos, de forma transparente, à que tipo de manipulação estamos vulneráveis.

Algoritmos e a democracia
A maioria das pessoas acredita que a internet é um espaço livre para discussão de ideias, onde as pessoas podem se expor, ouvirem e serem ouvidas, ou seja, um paraíso para a democracia. Hoje qualquer pessoa pode publicar um conteúdo informativo ou opinativo sem precisar do aval de grupos de mídia. Mas, se ficamos livres dos editores jornalísticos de conteúdo como acontecia no século 20, hoje temos os algoritmos e sua lógica de filtro.

O cenário mais perigoso para países democráticos, é as pessoas acharem que têm voz, que a internet é um ambiente neutro e livre onde todos podem falar e serem ouvidos. Isso não é tão simples e verdadeiro assim.

O impacto dos algoritmos nas eleições
Apesar de mudarem com frequência, os algoritmos podem, muitas vezes, ser manipulados permitindo alterar as sugestões do Google, falsificar ações de engajamento e alavancar assuntos através de multiplicação de URLs e comentários. Isso significa que em muitos casos o engajamento de políticos nas redes sociais, que à primeira vista se mostra como algo espontâneo, na verdade pode ser resultado da manipulação dos algoritmos.

Tudo isso somado à ação da militância, que muitas vezes produz conteúdo sensacionalista e irreal sobre seus adversários, nos faz acreditar que a Eleição 2014 será a Eleição da Desinformação. Durante esse período é crucial que os usuários de internet ao redor de todo o país tenham uma postura mais crítica e desconfiada, e se questionem: Porque esta informação está chegando até mim? Este conteúdo condiz com a realidade?

A internet 2.0 surgiu há pouco tempo, e ainda estamos aprendendo a lidar com ela e com as informações que surgem nesse cenário. Informação é poder, e questionar o que chega ate você, muda tudo. E com certeza mudará a forma como você lida com a internet daqui pra frente.

Viva o Congresso por uma semana

Muita gente não sabe, mas a Câmara dos Deputados oferece aos estudantes universitários um curso gratuito chamado Programa Estágio-Visita.

A programação do curso é bem completa e, durante cinco dias os alunos participam de palestras e oficinas sobre Democracia, Cidadania, Processo Legislativo, e outros temas. Além disso, podem visitar as dependências da Câmara dos Deputados, conhecer de perto o trabalho dos parlamentares e servidores, acompanhar debates nas comissões e no plenário e vivenciar uma nova experiência de cidadania.

Nossa equipe participou do curso na turma de agosto e aprovou a iniciativa como forma de aproximar os jovens do universo da política e estimular o espírito democrático.

A inscrição no curso é um pouco complicada já que é necessário pedir a algum deputado a indicação para a vaga, dessa forma, fica a critério do parlamentar indicar ou não. “Gostei muito do curso, mas privilegia quem tem contato com militância de partidos e acesso mais fácil aos deputados. Acho que poderiam dividir o número de vagas entre indicados e aprovados em processo de seleção”, conta Ellen Silva, estudante de Ciências Sociais de Curitiba.

Turma do Programa Estágio-Visita Agosto 2013

Turma do Programa Estágio-Visita Agosto 2013

Como participar:
Primeiramente, entre em contato com o deputado de seu estado via e-mail ou telefone e solicite a sua indicação para o curso com uma breve justificativa de porquê você quer participar. Se seu pedido não for aceito, faça a mesma solicitação para deputados de outros estados. Você pode pedir para quantos deputados quiser.

Clique aqui para ter acesso aos e-mails dos parlamentares

Quando se inscrever:
O Programa Estágio-Visita acontece uma vez por mês (exceto nas férias e recessos em janeiro, fevereiro, julho e dezembro). Ligue para (61) 3216-7677/ 3216-7673 para descobrir quando será a próxima turma.

Benefícios:
O curso é gratuito e todos os 50 alunos inscritos ganham hospedagem, alimentação e traslado aos locais do curso. O transporte para Brasília deverá ser custeado pelos próprios alunos.

Confira mais informações sobre o curso e a inscrição aqui.

Por Dani Larama

Manifesto

Nós somos cidadãos em rede.
Não temos um líder. Temos milhões.
Não temos uma causa. Temos muitas.
Não entendem nosso movimento, pois este não se encaixa em nada já feito.
Procuram uma hierarquia para neutralizá-la, mas em uma rede distribuída não existe um Rei.
Procuram uma causa no anseio de que ao atendê-la tudo se resolva.
Mas esquecem que a democracia é uma evolução constante de vontades e direitos.
Na nossa base procuramos a evolução. Os bons costumes mudam.
Por isso, respeitaremos sempre as novas ideias, pois são elas que antecipam o futuro.
Faremos uma sociedade que preza pela liberdade e diversidade de opiniões.
Lutaremos para que todos tenham o direito de se expressar e discutir.
Daqui para frente participaremos, constantemente, com nossos desejos.
Faz parte de um diálogo escutar quem fala. Não deixaremos nossos representantes esquecerem disso.
Viveremos todos os dias como em uma manifestação.
A democracia se faz todo dia e não de quatro em quatro anos.
Expressaremos, diariamente, nossa vontade de um mundo melhor, onde quer que ele seja necessário.
Pois não somos mais Brasileiros, agora somos cidadãos do mundo,
e você conviverá conosco, em paz.

Crédito da foto: Gabriel Klein/Flickr

Crédito da foto: Gabriel Klein/Flickr

Por Helder Araújo

20 de junho de 2013

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Votenaweb é finalista em prêmio internacional

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Esta semana foi realizada em Dublin, capital da Irlanda, a FP7 Crossover Conference, uma conferência promovida pelas Nações Unidas, voltada para as novas tecnologias que estão mudando a forma como a política é feita. Durante a conferência foi realizada a entrega do prêmio Policy Making 2.0 que valoriza iniciativas que trabalham com governança colaborativa, transparência, mapeamento de opiniões, dados abertos, dentre outros.

O site de engajamento cívico Votenaweb, desenvolvido pela Webcitizen, ficou entre os 10 finalistas ao prêmio. Para nós foi uma grande honra representar o Brasil neste encontro que reúne projetos dos cinco continentes que buscam impactar políticas atuais e futuras.

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Dublin, capital da Irlanda, onde ocorreu a Crossover International Conference 2103

Foi também uma feliz coincidência ver o Votenaweb ser reconhecido internacionalmente, justamente na semana em que os brasileiros se organizaram em rede e foram às ruas para mostrar para si mesmos e para o mundo que estamos sim atentos ao que acontece ao nosso redor, que somos engajados e que estamos reagindo. Todos nós estamos incomodados e não estamos de braços cruzados.

Saber que nossos esforços e dos cidadãos participantes estão elevando o nível do debate político na internet, ao mesmo tempo que a população mostra sua força, nos dá mais esperança para seguir em frente.

Acreditamos que o exercício da democracia deve ser constante, como se todo dia fosse dia de passeatas e cartazes. Esperamos que as novas tecnologias da informação ajudem cada vez mais pessoas a atuarem colaborativamente, de forma simples e ágil. Esperamos que os cidadãos conectados se organizem e deixem de ser simples receptores de mensagens e passem a ter voz ativa na organização social e política.

Todos podem fazer a sua parte. Nas ruas, ou conectados.

Por Dani Larama

14 de novembro de 2012

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3 anos Votenaweb

Hoje o Votenaweb completa três anos de existência, uma data a ser comemorada por todos nós, por seu crescimento constante. É gratificante sentir como a cada dia mais e mais brasileiros desejam se envolver com um assunto antes distante de seu cotidiano e assim, o site vai se espalhando além das fronteiras brasileiras.

Nestes três anos vivenciamos o crescimento do site e seu aperfeiçoamento, conhecemos muitas pessoas engajadas e com sede de transformação, e também trocamos experiência com outros projetos de webcidadania que surgiram no país, seguido essa tendência.

Agradecemos a todos pela participação e pelas centenas de e-mails enviados com dúvidas, críticas, elogios, e sugestões que nos ajudam a melhorar a plataforma e nos incentivam a continuar trilhando este caminho.

Estamos ainda na fase inicial desta trajetória e muitas coisas boas ainda estão por vir!

Confira abaixo um pouco dessa história que você ajudou a construir.
3 anos Votenaweb

Por Dani Larama

Webcitizen analisa ecossistema digital do Governo de Minas

Este livro é fruto de um mergulho no ecossistema digital do Governo de Minas Gerais. A pedido da Secom (Secretaria de Comunicação), a Webcitizen desenvolveu uma metodologia própria para avaliar a qualidade do E-Gov de Minas, mapeando, avaliando, e repensando seus sites e suas estratégias.

No centro dessa metodologia está um único critério, bem simples: o interesse do cidadão mineiro. Com base nesse critério, um bom website é aquele que melhor atende as necessidades do cidadão. Um bom design é o que proporciona a melhor experiência a ele. Um bom uso de redes sociais é o que leva o serviço público a mais gente, da melhor maneira possível. Parece óbvio, mas não é. O mais comum é que governos usem a internet para atender suas próprias necessidades – não a dos cidadãos.

Gráficos apresentam critérios utilizados na pesquisa

Gráficos apresentam critérios utilizados na pesquisa

Nós, da Webcitizen, temos muito a agradecer ao Governo de Minas pela coragem de nos dar liberdade para uma análise honesta e profunda, focada exclusivamente no interesse público. Acreditamos que este é o primeiro passo para reinventar a relação entre governos e cidadãos, para o bem de todo mundo.

19 de setembro de 2012

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Não desperdice seu voto

No dia 7 de outubro vamos eleger os vereadores que serão responsáveis por criar as leis que interferem diretamente no dia a dia da cidade. Este é um bom momento para refletir sobre o papel que cada cidadão possui no processo democrático que tanto lutamos para conquistar. Pesquisar a vida dos candidatos e buscar informações sobre o trabalho deles é o primeiro passo para uma escolha consciente.

Os membros do Legislativo, Municipal e Federal, definem prioridades do orçamento, controlam aplicação de recursos públicos e podem até legislar em causa própria. E como será que os políticos agem quando o assunto são eles mesmos?

Alguns dados do Votenaweb demonstram que de um modo geral, políticos e cidadãos tendem a concordar sobre assuntos diversos, porém quando se trata de Leis Eleitorais, há um alto grau de discordância entre as partes. Ao que parece, o cidadão não valoriza os parlamentares e discorda das leis em defendem a classe política.

No Votenaweb há 125 projetos de lei que propõem alterações na Legislação Eleitoral. As propostas tratam de temas diversos como, por exemplo, eleições proporcionais; propaganda eleitoral; pesquisas de opinião; doações para campanhas; fidelidade partidária; crimes eleitorais; participação da mulher na política, dentre outros.

No infográfico abaixo apresentamos uma média geral das votações do site sobre assuntos diversos e selecionamos alguns projetos de lei eleitorais que demonstram a polaridade de opiniões entre cidadãos e políticos. Confira!

Por Dani Larama e Raul Maciel

Boa sorte ao Movimento Minas

A Webcitizen tem orgulho de ter participado desde o início da elaboração do projeto que foi provavelmente a primeira iniciativa ambiciosa de inovação aberta e mobilização cívica ligada a um governo de estado no Brasil. Junto com o Escritório de Prioridades Estratégicas do governo mineiro, fizemos a concepção inicial do Movimento Minas, e fomos nós que propusemos alguns elementos importantes do projeto, como o fluxo, a iconografia e o lema “a construção coletiva do nosso futuro”. Ficamos muito felizes de dar à luz uma iniciativa tão relevante, que certamente vai inspirar projetos ainda mais ambiciosos no futuro.

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Hoje não fazemos mais parte do desenvolvimento do MM. A atual plataforma, que está no ar, segue na luta por mobilizar os cidadãos mineiros, mas sem nossa participação. Continuamos acompanhando o projeto como espectadores, torcendo para que o Governo de Minas persevere e ajude a mudar a cultura política brasileira, historicamente fechada e pouco participativa. Mais que tudo, temos uma baita satisfação por ter ajudado com umas linhas a escrever uma página da história da participação política no Brasil.

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Equipe Webcitizen

9 de julho de 2012

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Ordem e progresso na web

Naturalmente, a sociedade evolui mais rápido que as leis, e somente agora, após duas décadas de surgimento da web, e quando já temos mais de 60 milhões de brasileiros conectados, é que nos aprofundamos no debate sobre os princípios gerais da internet. O Brasil vive um momento de decisão sobre o rumo que a internet vai seguir. Precisamos definir as bases fundamentais do acesso à rede, e o que pode e o que não pode ser feito no meio digital.

O Marco Civil da Internet é especial não só pelo avanço na legislação, mas pela forma como ele foi criado. Entidades de todo país e milhares de cidadãos usaram a própria rede para manifestar sua opinião sobre como garantir os direitos básicos dos usuários, como tratar a questão da privacidade, da liberdade de expressão, da responsabilidade dos provedores, dentre outros. Esta contribuição aberta e participativa resultou em uma proposta de caráter mais civil do que criminal, e que procura normatizar sem inibir a capacidade criativa e a evolução da web.

O Marco Civil dá muita liberdade aos usuários e cria um ambiente com poucas regras? O que fazer com a indústria do copyright? O que é pré-censura? Como guardar dados sem prejudicar a privacidade? Estas e muitas outras questões precisam ser resolvidas, e a informação é sempre o primeiro passo.

Confira abaixo alguns dados sobre a votação deste projeto no Votenaweb e de outros projetos de lei sobre internet que tramitam no Congresso paralelamente ao Marco Civil.

Leve este infográfico para seu blog.

Por Dani Larama e Raul Parreira Maciel

A semente germinou

Quatro anos atrás, quando começamos a Webcitizen, a vida era meio solitária. Quando dizíamos nas mesas dos bares que nosso trabalho era criar plataformas de engajamento cívico e mudar a lógica dos governos, recebíamos de volta olhares intrigados, como se falássemos grego ou não passássemos de malucos sonhadores. Pois acabamos de voltar de Brasília com uma certeza: isso mudou radicalmente. Hoje está claro: somos parte de uma grande comunidade, com força política e capacidade de realizar coisas.

O Fernando Barreto e eu, representando a Webcitizen, passamos a terça e a quarta-feira no Open Government Partnership, um evento promovido pelo Brasil e pelos Estados Unidos que reuniu os governos de 55 países, além de organizações da sociedade civil de 73 nações. O evento contou com a presença de Dilma Roussef, Hillary Clinton, um punhado de ministros brasileiros e americanos e de presidentes, primeiros-ministros e outros executivos de alto escalão de várias partes do globo, todos comprometidos (uns mais, outros menos) com a ideia de que os governos precisam ser mais abertos e que a internet é a ferramenta para isso. Havia até representantes da Tunísia, da Líbia e do Iêmen, países que até outro dia estavam mergulhados em ditaduras duríssimas.

Voltamos de lá com um monte de cartões de visita nos bolsos e algumas oportunidades óbvias no horizonte. Fizemos amigos no Congresso Nacional, o que nos permitirá dar mais relevância ao Votenaweb e, quem sabe, fazer com que ele passe a influir diretamente no trabalho dos nossos parlamentares. Retomamos contatos na ONU, que devem gerar frutos em breve.

Hillary Clinton discursa durante a abertura.  Cristiano Faria (eDemocracia), Denis Russo (Webcitizen), Cherardo Casini (ONU), Dep. Federal Paulo Pimenta.

Hillary Clinton discursa durante a abertura. Cristiano Faria (eDemocracia), Denis Russo (Webcitizen), Cherardo Casini (ONU), Dep. Federal Paulo Pimenta.

Conversamos muito com nossos amigos no Cidade Democrática, e começamos a traçar os planos para integrar de alguma forma os diversos sites cívicos brasileiros, para que eles conversem entre si e funcionem como um ecossistema. Andamos no Ônibus Hacker da turma incrível do Transparência Hacker e recebemos várias ideias para abrirmos o código e os dados dos nossos sites, para que desenvolvedores do mundo inteiro possam se aproveitar deles.

Voltei de Brasília lembrando do nosso primeiro evento sobre o tema, o Gov 2.0 Summit, que aconteceu em Washington em 2009. Éramos os únicos brasileiros lá e a sensação que tínhamos é que a abertura que víamos florescer nos Estados Unidos levaria décadas para contaminar Brasília. Pois as coisas aconteceram muito mais rápido do que sonhávamos. A semente germinou. E temos orgulho de estar regando desde o começo.

Denis Russo Burgierman

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