Aproximando cidadãos
20 de janeiro de 2011
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Aaron Koblin
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Tecnologia
TEDxAM
Quem viu aquele menino tímido sentado num canto do hotel onde se realizava o TEDxAmazônia não imaginava que ele fosse quem é.
Os primeiros a reconhecê-lo foram dois americanos da sua geração, que estavam na audiência. “Não acredito… Foi você que fez aqueles clips do Arcade Fire e do Radiohead?”, perguntou um deles. “Os caras piraram nele, fizeram até reverências, e ele todo tímido, como se não soubesse que tinha fãs”, diz Nina
Weingrill, da equipe de curadoria do TED, que viu a cena.
Aaron Koblin não é famoso só por causa de sua participação no mundo pop. O establishment da arte o adora – ele tem obras no MoMA de Nova York e no Centro Georges Pompidou, de Paris. O mundo da ciência o reconhece – ele ganhou um prêmio da Fundação Nacional de Ciência dos EUA em 2006, pelo seu trabalho com visualização de dados. A indústria tecnológica também é fã – Aaron é chefe de tecnologia do Creative Lab do Google. Na imprensa, ele é figurinha carimbada – entrou na lista dos “Best and Brightest” da tradicional revista
Esquire, e na dos 50 mais criativos segundo a moderna revista Creativity.
Aaron tem 28 anos e trabalha na intersecção da arte com a tecnologia com a ciência com a economia. Seu trabalho é transformar montanhas de dados digitais em obras de arte. E, no caminho, ele está mudando o mundo.
Trazê-lo para a Amazônia até que foi fácil. Ele foi um dos convidados que respondeu mais rápido ao nosso convite. Aproveitou para fazer trilha na floresta, e depois estendeu a viagem para o Rio de Janeiro, numa escapada com a namorada. “Foi uma grande experiência conhecer a floresta tropical enquanto encontrava gente incrível.”
No dia 1 de março de 2011, Aaron vai subir de novo ao palco do TED. Dessa vez, ele vai a Long Beach, falar no TED original.