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A Webcitizen é uma empresa inovadora que propõe estimular o engajamento cívico e aproximar os cidadãos entre si, de seus governos e da iniciativa privada. Temos como foco o emprego de tecnologias digitais para a criação de canais de participação, trazendo mais abertura, transparência e democracia para a administração pública e privada, promovendo um diálogo colaborativo, um senso de comunidade acessível e significativo, e em uma última análise, ajudando a criar um mundo melhor.

Aproximando cidadãos

!sso Não É Normal ganha Prêmio Jornalistas&Cia/HSBC

A noite de ontem foi especial para toda equipe da Webcitizen que comemorou o prêmio Jornalistas&Cia/HSBC de Imprensa e Sustentabilidade, recebido pelo jornalista Denis Russo Burgierman que venceu na categoria Internet pela criação do site !sso Não É Normal. O prêmio é dedicado aos profissionais e órgãos de imprensa que desenvolvem trabalhos que defendem a causa da Sustentabilidade e promovem o debate sobre o tema.

O site !sso Não É Normal foi criado pela Webcitizen em parceria com o coletivo de fotografia Cia da Foto com o objetivo de promover uma discussão sobre os problemas e soluções para as mudanças climáticas.

Durante quatro meses o jornalista Denis coordenou o projeto, viajou com sua equipe pelas regiões estudadas e presenciou dramas vividos pela população vítimas de catástrofes. Um mês após as enchentes em Pernambuco e Alagoas, Denis percorreu trechos do rio Una para ver de perto a situação daquele local e conversar com as vítimas. Fez o mesmo em Santa Catarina ao viajar pela costa e testemunhar o poder de destruição do mar.

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Hospital de Palmares destruído pela lama

“Muitos dizem que a internet só serve como fonte de informação rápida, superficial e de baixa qualidade. Com o site !sso Não É Normal conseguimos mostrar que é possível gerar conteúdo aprofundado e permanente que serve como referência. Nossa intenção foi abordar assuntos que ninguém fala ao invés de repetir as mesmas coisas. Não tivemos timidez, corremos riscos e propomos soluções que podem influenciar as políticas públicas”, conta Denis Burgierman.

Parabéns a todos que participaram do projeto!

Confira a lista de ganhadores do Prêmio Jornalistas&Cia/HSBC de Imprensa e Sustentabilidade em todas as categorias.

22 de novembro de 2010

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O papel da internet

A internet surgiu no final do século XX e foi se configurando inspirada em todas as demais mídias, ferramentas e tecnologias de comunicação. Ao fecharmos a primeira década do século XXI apresenta-se como o principal meio de difusão da informação dado o seu potencial e capacidade de convergir e pela interatividade promovida por meio da Rede Mundial de Computadores ligada a todas as demais tecnologias de comunicação.

George Orwell em 1949 escreveu a obra de ficção “1984”, um marco e um aceno para uma percepção de mundo futuro, que possuía como principal mensagem um alerta contra o totalitarismo, dado o contexto histórico pós-guerras. O Grande Irmão “Big Brother”, elemento de maior destaque da obra representava a visão de futuro do autor, do que poderia vir a ser o papel de controle do cidadão pelas tecnologias de comunicação.

Não obstante, mas sob outro contexto de mundo, a internet representa hoje o papel da “Grande Irmã” que nos acompanha por meio das redes midiáticas e telemáticas. Cumpre juntamente com as outras mídias, de forma convergente um papel que abrange informação, esclarecimento, pesquisa, educação, entretenimento, etc.

O projeto Votenaweb desenvolvido pela Webcitizen, ao qual fui apresentado e tive a oportunidade de conhecer, representa um bom exemplo de como a internet pode ser utilizada para o bem e contribuir para a educação, o esclarecimento e a participação do cidadão.

Por meio do site www.votenaweb.com.br todos podem acompanhar e participar das discussões e decisões do Congresso Nacional, os projetos apresentados podem ser apreciados e comentados pelos internautas, podem, também, ser compartilhados nas redes sociais e de forma participativa serem influenciados. Ou seja, o site Votenaweb representa uma ferramenta de inclusão política do cidadão, pois, através dele as atuações dos representantes legislativos podem ser acompanhadas e avaliadas para confirmação de seus respectivos valores, quando neles foram depositados os nossos votos e podem assim balizar nossas futuras decisões eleitorais.

____________________________________

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* Sérgio Arreguy é publicitário, Especialista em Novas Tecnologias de Comunicação, Mestre em Comunicação, Educação e Administração, Consultor de Comunicação e Marketing, Vice-Presidente da Academia Mineira de Marketing e Coordenador do Curso de Comunicação Social da Universidade FUMEC.

17 de novembro de 2010

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Retrospectiva 1 Ano de Votenaweb

Neste mês de novembro a plataforma Votenaweb completa um ano. Desde seu lançamento, testemunhamos o surgimento de uma inteligência cidadã coletiva que logo demonstrou que o problema do brasileiro não era a falta de interesse na política e nas questões colaborativas, ao contrário, percebemos que as pessoas desejam se envolver cada vez mais. Ao que parece, o que faltava era uma ferramenta para as pessoas se envolverem.

Desde o início nos surpreendemos com a imediata aceitação da plataforma, mesmo sendo um modelo inovador, e com a rápida divulgação espontânea dos participantes por meio das redes sociais, e o interesse da imprensa e de blogueiros de todo país que foram fundamentais para o start do projeto.

Em apenas um ano de história contamos com a participação de mais de 13 mil pessoas que se tornaram coadjuvantes dessa nova forma de se envolver com a política e colaborar com a democracia no Brasil exercitando seus direitos de webcidadão por meio de um canal que tem como principal objetivo promover a participação e aproximação dos jovens na política.  Todas essas pessoas construíram, em conjunto, um ambiente colaborativo de diálogo aberto, respeitoso e democrático. O alto número e nível de comentários também é algo surpreendente, e mostra que o interesse do cidadão vai além de votar para contabilizar sua opinião, mas há também um desejo de argumentar, debater, e de ouvir a opinião do outro.

Esse nível de interesse do cidadão brasileiro, e a busca por um maior grau de pertencimento com a “coisa pública” fez com que o Votenaweb se tornasse uma referência em webcidadania no Brasil e exemplo para outros países. Mais importante do que termos conquistado o reconhecimento internacional da ONU, foi percebermos que hoje a política faz parte do cotidiano de milhares de pessoas que antes mantinham-se distante deste assunto.

Olhando para trás vemos que nada seria possível sem a participação de pessoas que dedicam minutos de seu dia, para acompanhar o trabalho dos políticos, enquanto checam e-mails, atualizam suas redes sociais e navegam na internet. Alguns dedicam muito mais do que alguns minutos e votam em centenas de projetos ao longo da semana. Olhando para frente, vislumbramos uma comunidade cada vez mais participativa e interessada.

Comemoramos um ano de Votenaweb com a certeza de que existe uma grande oportunidade de nós brasileiros, darmos um exemplo de participação democratica e troca de informação. Acreditamos que é possível sim resgatar a credibilidade do sistema político no Brasil.

Parabenizamos e agradecemos a todos que fazem parte desta história e que acredita no poder que a internet tem de mobilizar pessoas e gerar transformações.

Acompanhe as notícias sobre o Votenaweb no Busk:

Equipe Votenaweb

11 de novembro de 2010

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Nos bastidores do TEDxAmazônia

O que eu vou escrever sobre o TEDxAmazônia depois de dois dias de comoção completa na internet com posts pipocando em tudo quanto é lugar? Resolvi contar uma história que ninguém ainda contou e prestar uma devida homenagem.

Há menos de um ano, ainda com o TEDxSão Paulo repercutindo pelo mundo e empolgados por terem realizado a façanha de trazer o primeiro TEDx ao Brasil, os sócios da Webcitizen se reuniram. O Helder propôs uma ideia ao Paulo e ao Barreto: fazer um TEDxAmazônia. “Sobre a Amazônia, Helder?”, não, na Amazônia. Lembro de ouvir o Paulo e o Barreto contando o que veio à mente: “É f… , ele vai fazer um TEDx na floresta”. E mais tarde, o mesmo pensamento passaria pela cabeça do recém chegado sócio, Rodrigo. “Gente, esses caras são malucos. Mais isso é genial!”

Equipe trabalhando até altas horas da noite

Resolvendo alguns quebra-cabeças

Uma vez definida a meta, começaram a pipocar sonhos. O Helder e o Barreto exibiam em seus iPads ideias incríveis, como construir um auditório flutuante, todo de bambu, no meio do Rio Negro. O Denis, um dos curadores do evento e diretor de conteúdo da Webcitizen, tirava da cartola cada dia um palestrante mais genial. Brainstorm bem feito, a próxima etapa era buscar apoio, patrocínio. É impressionante como dinheiro às vezes deixa a realidade mais dura. Buscar patrocínio para um evento deste tamanho já não é simples. Explicar aos patrocinadores que a participação seria horizontal, fora dos padrões dos eventos tradicionais e que eles precisavam, antes de qualquer outra coisa, comprar a ideia do TEDx, também foi um desafio. Muitos “nãos”, muitos “não entendi direito”. E não pensem que esse foi o maior desafio. A Lívia, diretora de relacionamento da Webcitizen, se lembra bem a dor de ler as inscrições que chegavam, emocionadas, e ter que votar contra ou a favor. Já imaginou pedir para pessoas contarem histórias de vida, sonhos, e não se sensibilizar?

Quando chegava em São Paulo, cheio de dúvidas, todo preocupado, o Barreto logo se derretia. “Era contagiante ver todo mundo se esforçando. Cansados, mas com um sorriso no rosto, dizendo que ia ser fantástico. Eu pensava: não tem outra opção, tem que dar certo!”

Equipe trabalhando até altas horas da noite

Equipe trabalhando até altas horas da noite

E a equipe ia crescendo e mais gente se juntando para ajudar. Os parceiros de caminhada como a Colmeia e a Guia agregavam cada vez mais apaixonados por essa ideia. Foram 255 pessoas envolvidas nessa ousadia. O número cabalístico para colocar o TEDxAmazônia de pé. Ou quase. Quatro dias antes do evento, um dos participantes quis impor as suas condições: o Rio Negro atingiu o menor nível dos últimos tempos, 15 metros abaixo do normal.

Muda tudo. O barco com gerador não tem mais como chegar ao hotel flutuante. O píer, em Manaus, de onde sairiam os barcos, fica desativado com a baixa do rio. É preciso buscar um novo píer e ônibus para levar os convidados ao novo ponto de saída. Se não bastasse, as distâncias também aumentaram. A caminhada pela mata ficou maior e um caminho novo teve que ser improvisado. Os carregadores iniciais, que eram 10, precisaram ser 25 para dar conta do novo trajeto. As viagens de barco também aumentaram, de 50 minutos para 1h40, mudam horários, altera-se logística…

EBA! Tudo pronto, voos chegando de todo o Brasil e do mundo. E sabe-se lá, depois de quantas noites sem dormir, lá estava a Lívia, com um sorriso no rosto, respondendo com a mesma doçura, as mesmas perguntas de convidados pra lá de ansiosos. E mais, se arriscando ainda a chamar pelo nome todos ali. “Cada nome era uma história que eu lembrava. Conheço um pouquinho da intimidade de todo mundo que está aqui.”

Barco pra lá, barco pra cá. “Meu Deus, estamos colocando 500 pessoas no meio da selva” disse Barreto. É, e uma turma viciada em tecnologia, super conectada que teve que se adaptar ao fato de que internet e sinal de telefone não combinam bem com mata, rio, umidade do ar e tempestades tropicais. Lá dentro do auditório os convidados superultra-hightechs se deliciavam com uma tecnologia mais simples, a dinâmica proposta por um dos palestrantes, conhecida como tocô-colô, cabeça no ombro colega do lado e pé no colega da frente.

Dinâmica Tocô-Colô para integrar o público

Dinâmica Tocô-Colô para integrar o público

E as palestras seguiam, correndo contra o relógio. Cada palestrante que pedia uns minutinhos a mais para uma dança, um vídeo ou uma explicação, era mais um frio na barriga de quem segurava na mão a programação extensa de 51 palestras e mais um almoço atrasado. Mas ninguém reclamava. A vontade de comentar, trocar ideias e pensar um mundo melhor, somada ao fuso horário, deixava todos meio desconectados do tempo.

E cenas lindas iam se formando, como uma mesa animada, que ao fim do jantar discutia uma melhor solução para os índios que sofriam na Amazônia. E de uma conversa mais do que enriquecedora entre palestrantes, tedxters e organizadores, nascia o Salve Kawahiva. Enquanto isso, a turma da logística se estressava com um barco que enfrentava problemas para navegar em trechos mais rasos do rio.

Muitos sucos de cupuaçu depois e alguns fios de cabelo branco a mais… Fim do último bloco, em silêncio, ouvindo o som da mata como nos havia sido solicitado, saíamos do auditório para almoçar, arrumar as malas e partir. Só quem não conseguia comer era o Helder. Com o prato esfriando na mesa, ele se levantava e abraçava cada convidado que vinha se despedir. E ainda tinha fôlego para agradecer a presença e lembrar que o #TEDxAM estava só começando.

"Fator Amazônia" torna tudo imprevizível

"Fator Amazônia" torna tudo imprevisível

Calma que ainda não acabou. Quase todo mundo nos barcos e a natureza avisando, gritando, que ia chover. O céu despenca nas margens do Rio Negro, a Capitania dos Portos determina que ninguém pode navegar. Duas horas de espera para todo mundo. Lá estava de novo a ruga na testa do Barreto. “Gente, o pessoal deve estar exausto esperando no píer.” E qual não foi a sua surpresa ao chegar lá e ver que tinha até uma turma dançando na chuva?

É claro que, num lugar mágico, com pessoas interessantes, histórias incríveis sendo contadas, o TEDxAmazônia não teria outra escapatória senão deixar sua marca tatuada em quem sentiu tudo aquilo na pele. Mas nada disso se faz sem talento e profissionalismo. Fica aqui, mais uma vez, nossos aplausos a toda equipe que se empenhou na organização do evento e um carinho especial à Webcitizen, os caciques dessa tribo.

Saiba mais sobre o evento, acompanhe as notícias sobre o TEDxAmazonia no Busk:

____________________________________

maripb
* Mariana Fonseca é jornalista, editora-assistente do Le Monde Diplomatique Brasil e fã da Webcitizen

29 de outubro de 2010

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Nas próximas eleições, façamos um reality show

Na última segunda-feira, fui convidado a participar de um grupo de discussão entre profissionais de diversas áreas que se reuniu na redação do jornal O Estado de S. Paulo para analisar o debate político da Record entre os candidatos Dilma Rousseff e José Serra.

A conclusão entre os presentes foi unânime: O atual modelo de debate e de campanha eleitoral está esgotado e não propicia ao eleitor condições para entender a política de forma didática e profunda.

debate

Para saber mais sobre os candidatos acesse eulembro.com.br

Enquanto os candidatos à Presidência trocam ofensas e tratam, superficialmente, de diversos assuntos questionados sem responder exatamente às perguntas, o eleitor fica perdido. Ele não consegue diferenciar os discursos e tampouco enxergar uma estratégia ou plano de governo entre os candidatos.

Seria mais simples se o eleitor pudesse, dentro de uma estratégia de campanha, reconhecer nos candidatos algo mais do que um gerente de projetos, mas entender os principais problemas do Brasil, avaliar a capacidade de oratória e liderança dos candidatos, bem como a habilidade de encontrar soluções criativas para problemas sociais. Mas como fornecer este tipo de informação para o telespectador de forma atrativa? A resposta é simples: reality show.

Não queremos colocar Serra e Dilma confinados em uma fazenda, por mais que a ideia possa ser interessante. Mas o fato é que os reality shows têm tido cada vez mais espaço na mídia por ser um modelo que desperta interesse no telespectador ao apresentar a realidade como forma de entretenimento.

No Brasil, já se criou modelos que nos possibilitam avaliar a qualificação de candidatos como, por exemplo, o programa “O Aprendiz” e o “Torne-se um jovem deputado”, elaborado pelo DEM. Mas talvez a melhor referência para trazermos um reality para as próximas eleições é o case premiado em Cannes “Lead India” produzido pelo maior jornal do país, o Times Of India.

A campanha, que pode ser vista com mais detalhes no vídeo acima, criou um reality show onde participantes entre 25 e 45 anos submeteram-se a provas para avaliar a capacidades de liderar o país. O vencedor ganhou um patrocínio de quase R$ 200 mil para desenvolver um projeto de bem-estar público e uma vaga no curso de política e liderança em Havard.

Portanto, nas próximas eleições minha sugestão é que façamos uma pressão popular para criarmos modelos criativos que nos possibilitem avaliar melhor nossos candidatos. Aproveite e comente aqui as suas ideias para um novo reality show em 2012, onde os participantes são todos políticos.

Por Pablo SNR

27 de outubro de 2010

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Inteligência colaborativa no combate à corrupção na África

Ferramentas para promover transparência de dados não estão restritas a políticos ou empresas. A internet permite que os cidadãos publiquem suas experiências e lancem luz sobre processos obscuros, como eleições em países que limitam práticas democráticas. Reunidos em organizações ativistas, os cidadãos se articulam para expor situações e esclarecer o estado das coisas aos demais.

Em Zimbabwe (África), o processo democrático sofre sérias restrições devido às práticas fraudatórias nas eleições do país. Aproveitando-se do analfabetismo da maioria dos eleitores, votos são forjados alterando os resultados oficiais. Mais do que isso, violência política, compra de voto, assassinatos e censura também são práticas registradas comuns durante as campanhas eleitorais.

Para contornar a situação, o grupo ativista Sokwanele criou, durante as eleições de 2008, um mashup com o Google Maps que identifica ocorrências de crimes eleitorais. Cada ícone no mapa corresponde a um comunicado de um incidente que contraria as normas para uma eleição livre e justa, tendo como base informações provenientes de jornalistas que atuam de forma independente. Ao clicar em um dos ícones, o relato é visualizado.

O mapa tem como objetivo dar uma ideia da dimensão e variedade dos desafios zimbabueanos durante as eleições. As ocorrências registradas expõem apenas uma pequena amostra da situação de fraudes no país, mas já são exemplos claros de que as condições não são favoráveis à realização de eleições transparentes e democráticas.

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20 de outubro de 2010

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A Girl Story

Nanhi Kali, organização em prol da educação de meninas na Índia, lançou uma série de filmes de animação baseada em doações.

No site do projeto, os visitantes conhecem a personagem Tarla, uma menina indiana que sonha em freqüentar a escola. Seu sucesso, no entanto, depende da colaboração dos usuários, que precisam contribuir com alguma quantia para ajudar Tarla a realizar seu sonho e acompanhar o desenrolar da história.

A Girl Story representa uma nova maneira de se aproximar dos investidores. Tarla representa a situação de milhares de meninas indianas que necessitam da ajuda de doadores para continuarem na escola e adquirirem educação.

Acompanhar a série esclarece sobre a vida real das crianças sem acesso à escola, suas dificuldades e necessidades.

O site tem sido aclamado por propor uma nova relação com investidores, que testemunham como suas doações são aplicadas e entendem melhor a força imprescindível de sua participação em projetos de mudança social.

18 de outubro de 2010

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Diagnóstico: amnésia eleitoral

Uma pesquisa do Instituto DataFolha diagnosticou um grave problema de memória no eleitor brasileiro. Apenas 14 dias após as eleições, 30% dos eleitores já não se lembra em quem votou para deputado e 28% esqueceu o voto para senador.

A pesquisa foi realizada em todo o país nos dia 14 e 15 de outubro de 2010 e também constatou a falta de memória em grupos de eleitores que com preferência partidária. Tantos os adeptos do PT quanto do PSDB tiveram índice de amnésia maior que 20%.

Pesquisa DataFolha

Pesquisa DataFolha

Para ser um eleitor com memória de elefante, registre logo seu voto no EU LEMBRO e acompanhe as informações sobre os políticos.

Fonte: Portal Uol / DataFolha

8 de outubro de 2010

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Transparência HackDay

No próximo dia 10 de outubro vai acontecer o Transparência HackDay, um encontro de web-ativismo que tem como objetivo desenvolver formas de “hackear” dados públicos disponíveis na internet e organizar essas informações para facilitar a compreensão pelos cidadãos. O tema desta edição do evento será “Moradia”. Os participantes querem identificar os imóveis abandonados na cidade de São Paulo e cruzar essas informações com dados sobre os moradores de rua e assim, oferecer soluções para os sem-teto. Além deste evento no dia 10 de outubro em São Paulo, também está programado outro em Belo Horizonte no dia 23 na Fumec.

A primeira edição do Transparência HackDay aconteceu em outubro de 2009 e contou com a participação de 120 pessoas de diferentes regiões do país e profissões como, Hackers, desenvolvedores, designers, blogueiros, jornalistas, pesquisadores, gestores públicos, legisladores, políticos, representantes de ongs, estudantes, ativistas, dentre outros.

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O trabalho destes “hackers do bem” questiona o nível de transparência governamental mostrando que grande parte das informações fornecidas por órgãos públicos não são, de fato, dados abertos governamentais. No Brasil, os órgãos oficiais possuem uma estrutura burocrática e vertical com enorme dificuldade de se comunicar em rede.

De acordo com Comitê Gestor da Internet no Brasil, “Dados abertos governamentais são a publicação e disseminação das informações do setor público na web, em formato padrão e aberto, de modo a possibilitar sua reutilização em aplicações digitais”.

Uma instituição pública que esteja realmente preocupada com a transparência das informações precisa respeitar três leis básicas:
- Se o dado não pode ser encontrado indexado na web, ele não existe
- Se não estiver aberto e disponível em formato compreensível por máquina ele não pode ser reaproveitado
- Se algum dispositivo legal não permitir sua reaplicação, ele não é útil

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Iniciativas como a da comunidade Transparência Hacker busca ampliar o diálogo entre poder público e sociedade a fim de atribuir transparência às gestões públicas e fomentar uma cultura de uso de informações e dados públicos por parte da sociedade.

Desde 2003 está em tramitação a chamada Lei de Acesso à Informação Pública que regulamenta a publicação de informações por parte do governo, que atualiza a Legislação em relação às novas possibilidades de comunicação e de tratamento das informações em rede. Neste momento o projeto tramita no Senado e está em votação no Votenaweb para que qualquer pessoa vote contra ou a favor.

Transparência HackDay – “Vazios Urbanos”
10/10/2010 das 14h às 20h
Casa de Cultura Digital – Rua Vitorino Carmilo, 459 – Santa Cecília – São Paulo

Por Dani Larama

6 de outubro de 2010

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Aproveite enquanto a memória está fresca

No último domingo mais de 111 milhões de brasileiros votaram nestas eleições e reforçaram nossa democracia. As 420 mil urnas eletrônicas e cédulas registraram um pouco de tudo pelo país a fora:

Tivemos mais um milhão e 300 mil votos para um palhaço; demos cargos para parentes de políticos com sobrenome famoso; elegemos o deputado mais jovem e o mais velho com 60 anos de diferença de idade entre eles; escolhemos jogadores de futebol e artistas como nossos representantes; vimos candidatos contemplados apenas com um único voto, dentre outros fenômenos eleitorais.

A sujeira nas ruas provocadas pelos “santinhos de cola” com os números dos candidatos deu muito trabalho aos garis brasileiros no dia seguinte. Quem usou a “colinha” jogou-a fora no chão depois de votar e, com o papelzinho, foi embora também a lembrança dos nomes daqueles que elegemos.

Se a sua memória ainda está fresca e você se lembra os nomes das pessoas em quem votou há dois dias, registre logo seus votos no site Eu Lembro. Se você esquecer em quem votou, não vai conseguir acompanhar o trabalho do político para saber se ele fez, ou não, um bom uso do seu voto. No domingo de eleição milhares de pessoas registraram os votos no Eu Lembro e o site bateu recorde de acessos mostrando que os brasileiros não querem mais ser eleitor sem memória.

Por Dani Larama

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Estão dizendo por aí que somos otimistas políticos. confirma:

A Webcitizen procura estudante de Direito para vaga de estágio no Votenaweb. Enviar currículo para:

Entenda o que é o Projeto de Lei SOPA e a ameaça que ele traz para o compartilhamento do conhecimento:

Projeto Baixo Centro, de Lucas Pretti, no :

RT : Você acha que deveria ser permitido usar FGTS para construção de templos religiosos? Vote:

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