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A Webcitizen é uma empresa inovadora que propõe estimular o engajamento cívico e aproximar os cidadãos entre si, de seus governos e da iniciativa privada. Temos como foco o emprego de tecnologias digitais para a criação de canais de participação, trazendo mais abertura, transparência e democracia para a administração pública e privada, promovendo um diálogo colaborativo, um senso de comunidade acessível e significativo, e em uma última análise, ajudando a criar um mundo melhor.

Aproximando cidadãos

3 de maio de 2011

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Washington e a luz do sol

Quando os Estados Unidos estavam afundados na lama da terrível crise econômica de 1929, um juiz inspirou o país adotar uma série de reformas que deixariam o estado e a economia mais transparentes e seriam fundamentais para a recuperação. O nome dele era Louis Brandeis e sua frase mais famosa foi: “Dizem que a luz do sol é o melhor dos desinfetantes e que a luz elétrica é o melhor policial”.

É essa frase de Brandeis que originou o nome da Sunlight Foundation (”fundação luz do sol”), talvez a mais relevante instituição do mundo lidando com transparência na política e forte inspiração para nós da Webcitizen.
Passei os últimos quatro dias em Washington participando do Transparency Camp, um grande encontro organizado pela Sunlight para discutir transparência, governo aberto, engajamento cívico, webdemocracia, governo 2.0 e outros desses temas que estão mudando o mundo. O Transparency Camp acontece faz três anos, mas 2011 foi o primeiro com uma pretensão internacional. Além dos americanos de sempre, tinha gente da Hungria, Argentina, Chile, Jamaica, Geórgia, Lituânia, Letônia, México, Albânia, Índia… e quatro bravos representantes da terra do samba e pandeiro.

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Mostramos o Votenaweb, que foi muito bem recebido. E aproveitamos a chance para discutir o Movimento Minas, um projeto que acabamos de lançar em parceria com o governo de Minas. A ideia de levar um projeto em estágio tão inicial acabou se revelando excelente. Em vez de dizer “olha que incrível isso que conseguimos”, nossa postura foi: “é isso que pensamos, como vocês acham que podemos melhorar?”. A sessão de debate sobre o MeM foi sensacional, cheia de insights e ideias de gente do mundo todo. Saí de Washington convicto de que estamos no caminho certo, criando coisas alinhadas com os projetos mais inovadores do mundo. Saí também recarregado de inspiração e de contatos com a comunidade internacional da transparência e do governo aberto.

Escrevo este post de dentro do avião, num voo equipado com Wi Fi. São tempos cada dia mais conectados esses que estamos vivendo. Enquanto isso, o Brasil se prepara para finalmente aprovar amanhã uma lei que regulamente o direito à informação pública – o Brasil era uma das pouquíssimas democracias do mundo que ainda não tinha uma. O mundo está mudando, e rápido. Fico animado. Parece que a luz do sol está finalmente começando a bater na política brasileira.

Por Denis Russo Burgierman

27 de abril de 2011

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O paradigma do cuidado

“O cuidado hoje não é uma opção. Ou aprendemos a cuidar ou vamos perecer”. Simples e direta é a mensagem que esse pensador colombiano quer deixar com sua talk. Bernardo Toro nos chama para a reflexão ao discutir uma necessidade latente de mudança de paradigma. Um daqueles momentos em que falta ar na plateia e o pensamento vai longe tentando absorver toda aquela informação.

Toro é categórico: precisamos deixar de ser uma sociedade orientada pelo êxito, pelo vencer, pelo ganhar. Nosso novo paradigma precisa ser o cuidado. Saber cuidar, saber fazer transações de ganha/ganha e saber conversar. Não mais uma inteligência guerreira, mas sim uma inteligência altruísta.

Vivemos o paradoxo: o risco da extinção da nossa espécie devido às mudanças climáticas e por outro lado um avanço tecnológico que nos possibilita comunicar com qualquer outra pessoa do planeta e chegar a um grandioso estado de humanização.

Um convite para repensar a democracia, a educação e organização da nossa sociedade, em especial, a América Latina.

Por Mari Fonseca

25 de abril de 2011

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Ebook para entender as mídias sociais

Opa! Sai do forno hoje o Ebook “Para Entender as Mídias Sociais”, um livro que reuniu 36 pesquisadores e profissionais da área para falar sobre temas como as bases dessas mídias, o mercado, as redações, a cultura pop, política, educação, as mudanças sociais etc.

para_entender_as_midias_sociais

A obra é uma iniciativa da jornalista Ana Brambilla que convidou um dos sócios da Webcitizen, Fernando Barreto, para escrever sobre mobilização social. E, claro, que ele topou, já que trabalhar com o engajamento cívico online foi um dos principais motivos pelos quais a Webcitizen foi criada.

A ideia do livro é debater, por meio de textos curtos, esse universo em ascensão. Ele fica disponível para download à partir de hoje e está em Creative Commons para ser distribuído e copiado.

Por Mari Fonseca

25 de abril de 2011

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Brilho nos olhos que toca o coração

Ela não quis que a morte a encontrasse um dia, solitária sem ter feito o que queria. Essa é Maria
Leinad Carbogim que trouxe para o TEDx AM sua história de vida intimamente ligada à
mobilização social e o poder de transformação. Depois de passar por mais de 300 municípios do
Ceará e do Rio Grande do Norte trabalhando pela Unicef pelo direito da criança e do adolescente,
ela se aposentou e foi parar em Icapuí, município de população jovem e “atrevida”.
Jovens com um sonho, ter acesso à universidade e não sair de Icapuí. Desafio lançado para essa
socióloga cearense que teceu por lá a “teia da sustentabilidade”, somando possibilidade de
trabalho e negócios com baixo impacto ambiental.
Leinad deixa um recado importante: é preciso sempre ter uma atuação sistêmica
em
comunidades. Entender a relação das pessoas com o território e com as outras populações que
habitam nele.
O mais charmoso dessa talk é ver essa mulher cujo o trabalho é reconhecido no mundo ficar
emocionada como se fosse a primeira vez que palestrava. Como ela mesma diz: “Quem não
brilha o olho, não toca o coração”.
Quando ligamos para ter notícias de como andavam seus projetos, além de contar que estavam
com o De Olho na Água 2 (colocar o link no nome do projeto: http://www.brasilcidadao.org.br/
projetos/textos.asp?id=255 ) andando a todo vapor, Leinad ainda teve tempo de cantar Mercedes
Sosa…

Ela não quis que a morte a encontrasse um dia, solitária sem ter feito o que queria. Essa é Maria Leinad Carbogim que trouxe para o TEDx AM sua história de vida intimamente ligada à mobilização social e o poder de transformação. Depois de passar por mais de 300 municípios do Ceará e do Rio Grande do Norte trabalhando pela Unicef pelo direito da criança e do adolescente, ela se aposentou e foi parar em Icapuí, município de população jovem e “atrevida”.

Jovens com um sonho, ter acesso à universidade e não sair de Icapuí. Desafio lançado para essa socióloga cearense que teceu por lá a “teia da sustentabilidade”, somando possibilidade de trabalho e negócios com baixo impacto ambiental.

Leinad deixa um recado importante: é preciso sempre ter uma atuação sistêmica em comunidades. Entender a relação das pessoas com o território e com as outras populações que habitam nele.

O mais charmoso dessa talk é ver essa mulher cujo o trabalho é reconhecido no mundo ficar emocionada como se fosse a primeira vez que palestrava. Como ela mesma diz: “Quem não brilha o olho, não toca o coração”.

Quando ligamos para ter notícias de como andavam seus projetos, além de contar que estavam com o De Olho na Água 2 andando a todo vapor, Leinad ainda teve tempo de cantar Mercedes Sosa…

Por Mari Fonseca

18 de abril de 2011

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No seu site também

O Votenaweb ganhou mais uma ferramenta bacana para facilitar a divulgação dos projetos de lei, e mais, incentivar as pessoas a refletirem e opinarem sobre o que está sendo feito do país não só no nosso site.

Agora, todo mundo que quiser discutir e fomentar a votação sobre um projeto de lei na sua própria página pode fazer isso levando o widget do Votenaweb para seu site ou blog. Basta selecionar o projeto de lei e clicar no botão “leve essa votação para o seu site”.

widget_votenaweb

Assim, os seus leitores vão entender melhor os projetos de lei e podem votar contra e a favor, diretamente do seu site. Os votos deles vão se somar aos da votação oficial do Votenaweb.

Ampliar essa discussão, acompanhar de perto o trabalho dos políticos e engajar mais pessoas nesse movimento de webcidadania é a nossa meta, sempre.

Se tiver mais sugestões de como podemos espalhar essa ideia, entre em contato.

(o widget entra no seu site com essa carinha)

Por Mari Fonseca

6 de abril de 2011

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Fazendo conexões

Larissa Oliveira é uma bióloga gaúcha, mas foi descobrir uma nova espécie de mamífero aquático na costa do Chile e do Peru. É assim a geografia de hoje: cheia de conexões.

A nova espécie acabou de ser descoberta e já está ameaçada, por uma porção de fatores ambientais e econômicos. Assim são os problemas de hoje: complexos emaranhados de conexões entre atividades humanas e sistemas naturais.

Coube a Larissa então se envolver na elaboração de uma solução sistêmica, envolvendo designers, cozinheiros, jornalistas, produtores culturais, artistas, pescadores. Assim são as soluções dos tempos de hoje: cheias de conexões inesperadas. Quem diria que uma bióloga gaúcha acabaria se metendo com receitas de peixe no Peru?

“Conexão” é a palavra-chave dessa história, típica do mundo contemporâneo onde vivemos. Veja a TED Talk de Larissa no TEDxAmazônia:

Por Denis Burgierman

29 de março de 2011

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Da Lapônia à Amazônia

Numa semana de setembro de 2010, os membros do coletivo Demos Helsinki, da Finlândia, resolveram celebrar um projeto concluído viajando juntos à Lapônia, a região gelada no norte do país. Um dia, no início da noite, em meio a uma caminhada naquela amplidão remota e deserta, o celular de um deles tocou de repente, trazendo-os de volta ao século 21. Era o telefone de Simo Vassinen. “Olhei e era um número esquisitíssimo, cheio de dígitos estranhos que eu nunca tinha visto antes”, diz Simo. “Na hora pensei que era um daqueles golpes para roubar meu número de cartão de crédito.”

Mas não era um golpe. Era uma ligação do Brasil, e uma voz com sotaque convidava Simo para dar uma palestra no TEDxAmazônia, dois meses depois. No meio da neve, o vento uivando, Simo não sabia o que responder. “Estávamos na Lapônia, onde a biodiversidade é tão pequena que acho que só há umas quatro espécies, sendo que uma delas é o papai noel. Não conseguíamos nem conceber o que significaria ir para a Amazônia logo depois”, diz Roope Mokka, colega de Simo no Demos Helsinki.

Ficamos sabendo do trabalho do Demos quando lemos o Manifesto por uma Política da Felicidade, que eles tinham publicado meses antes na Finlândia. Vale a pena ler, veja aqui uma versão em inglês.

Quando eles voltaram da Lapônia, começamos a conversar sobre a TED Talk. Simo e Roope insistiram que queriam subir ao palco juntos, já que, como são um coletivo, seria um contra-senso personalizar a mensagem. Vieram os dois para a Amazônia, onde escalaram uma árvore de 30 metros de altura, fizeram um monte de amigos e fizeram esta bela TED Talk sobre o potencial brasileiro de se tornar “uma superpotência da felicidade”

Depos eles ainda tiveram gás para passar uns dias em São Paulo. “Para mim, é um lugar tão alucinante quanto a Amazônia”, diz Roope. “Uma vastidão infinita, uma escala completamente diferente de qualquer coisa que eu tinha visto antes.”

Roope e Simo voltaram modificados da Amazônia. “Foi um choque perceber que nossa mensagem, até então muito restrita à Finlândia e a partes da Europa, podia ter relevância pelo mundo”, diz Roope. “De lá para cá estamos mais atentos a isso.”

Simo diz que o pessoal do Demos está acostumado a dar palestras. “Alguém do escritório dá alguma palestra em algum lugar todas as semanas. Mas garanto: nunca tínhamos passado por uma experiência como o TEDxAmazônia. Sentimos claramente o poder que uma comunidade pode ter.”

Por Denis Burgierman

23 de março de 2011

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400 amigos

No dia 6 de novembro de 2010, às 8:51 da noite, o holandês Stef van Dongen twittou em inglês:

“O TEDxAmazônia é incrível. No meio da floresta, é como se fossem 400 amigos reunidos.”

A mensagem foi lida no mundo todo.

Afinal, Stef é um conector – e portanto tem amigos em toda parte. Fundador da Enviu, uma cooperativa de jovens empreendedores, o trabalho dele é encontrar pelo planeta conceitos transformadores de novos negócios e botar gente de toda parte para colaborar na concretização da ideia. Foi a Enviu que lançou a balada cujo som e luz usam energia gerada pela agitação sobre a pista de dança. Na Ted Talk, ele explicou o conceito de “economia cocriativa”:

Terminado o TED, Stef saiu navegando rumo a Belém, em companhia de alguns de seus 400 novos amigos. No dia 16 de novembro, às 7:04 da noite, twittou:

“Bye bye Brazil :-( Hello Holland ;-) .”

Por Denis Burgierman

18 de março de 2011

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O medo da merda

Quando André Soares, na sua apresentação no TEDxAmazônia, falou que problema do mundo é o medo da merda, o público do auditório flutuante fez um silêncio meio constrangido.
Natural.

Merda é mesmo uma palavra feia, impronunciável na mesa de jantar, grosseira, nojenta, mal-educada. Até por isso, preferimos nem pensar nela. “A gente faz lá o número dois, aperta o botãozinho e não é mais meu problema, não é mais minha responsabilidade. André, ao contrário, prefere pensar que merda é problema dele sim. “E, para nós, da permacultura, problemas são oportunidades. Quanto mais difícil o problema, maior a oportunidade.”

André voltou da Austrália ao Brasil em 1997, trazendo na bagagem uma esposa australiana, Lucy, e conhecimentos de permacultura. “Permacultura é o design da nossa permanência no mundo – já que eu, pessoalmente, gosto deste mundo”. Os dois encontraram uma terra bem degradada bem no meio do Brasil, entre a capital Brasília e a emergente Goiânia. E, de lá para cá, transformaram a terra num pequeno paraíso, e também num centro de pesquisas e desenvolvimento de tecnologias, inclusive para lidar com a merda. Veja a palestra abaixo:

Depois do TED, teve gente que estava na plateia no Rio Negro aparecendo no Ipec, na cidadezinha goiana de Pirenópolis, para estudar. Mais um que perdeu o medo da merda.

P.S.: neste TED Talk, André menciona o conceito de “pensamento divergente”. Se você quiser saber mais sobre isso, veja esta excelente palestra de Sir Ken Robinson, palestrante veterano do TED global:

Por Denis Burgierman

11 de março de 2011

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Sempre agitando

Quando resolvemos trazer João Felipe Scarpelini para falar no TEDxAmazônia, ele passava todo o seu tempo entre Londres e a Zâmbia, onde coordenava projetos de engajamento de jovens. “Mas, desde o TED, senti um chamado forte para ficar mais no Brasil e trabalhar por aqui”, disse. Após voltar da Amazônia, João conversou na Unicef, onde trabalha, e negociou flexibilidade quanto ao tempo dentro do escritório.

No TED, João encontrou Edgard Gouveia Junior (também palestrante) e o resto da turma do Oasis, um projeto de transformação do mundo. Agora ele está metido no movimento Oasis Rio, que procura reagir às enchentes da Serra Fluminense. João e Edgard também têm trocado ideias sobre um videogame global cujo objetivo seja efetivamente mudar o planeta.

Outra conexão do TED, para João, foi com o arquiteto Marko Brajovic, cuja TED Talk na Amazônia foi sobre bioarquitetura e arquitetura flutuante. João agora está animado com o projeto de uma escola flutuante na Zâmbia. “As coisas ainda estão em aberto – sabe como são as Nações Unidas –, mas estamos para começar fechar as coisas nas próximas semanas”, disse.

Quatro meses depois do TED, João continua sob sua influência. “O TEDxAmazonia foi meio uma montanha russa, um turbilhão de ideias, sonhos e insights, foi muito bom! Mas agora vem a parte pé no chao, e estou trabalhando ainda para digerir a experiência e identificar oportunidades por trás de todos os sonhos”.

Veja abaixo a palestra de João:

Por Denis Burgierman

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Estão dizendo por aí que somos otimistas políticos. confirma:

A Webcitizen procura estudante de Direito para vaga de estágio no Votenaweb. Enviar currículo para:

Entenda o que é o Projeto de Lei SOPA e a ameaça que ele traz para o compartilhamento do conhecimento:

Projeto Baixo Centro, de Lucas Pretti, no :

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