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A Webcitizen é uma empresa inovadora que propõe estimular o engajamento cívico e aproximar os cidadãos entre si, de seus governos e da iniciativa privada. Temos como foco o emprego de tecnologias digitais para a criação de canais de participação, trazendo mais abertura, transparência e democracia para a administração pública e privada, promovendo um diálogo colaborativo, um senso de comunidade acessível e significativo, e em uma última análise, ajudando a criar um mundo melhor.

Aproximando cidadãos

15 de outubro de 2009

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Blog Action Day – O assunto está ficando quente

Blog  Action Day

Não é para ficar rememorando “tempos imemoriais”, mas nem faz tanto tempo assim que os países reuniram seus representantes numa grande conferência ecológica, a maior de todos os tempos, no Rio, em 92, com a cidade sintomaticamente tomada pelo exército brasileiro para garantir “a segurança” e um acordo, do então governador Leonel Brizola, com os barões da cidade para sacramentá-la…

Naquela época, quando a gente falava em aquecimento global tínhamos de enfrentar o lobby da economia de petróleo com todo um bloco de cientistas renomados que defendiam que o aumento da concentração de gases de efeito estufa pelo uso da energia pós-revolução industrial, o modelo de ocupação territorial humana e a displicência com a capacidade de absorção do meio ambiente teriam pouco a ver com o aquecimento global. Este um ciclo natural da terra, irreversível e sem relação com o homem e seu modo de vida.

Bom, 17 anos depois, o tratado de quioto em vias de sua renovação, muita coisa mudou.

Hoje dificilmente encontramos alguém que não tenha um entendimento nem que rudimentar do efeito estufa e suas causas e já é um conhecimento até comum saber que o meio ambiente não aguenta mais, que pagamos um custo alto pelo desmatamento, que o Brasil está entre os 5 maiores emissores de gases de efeito estufa do mundo e ainda reluta em assumir uma posição de corte de emissões exemplares, os mesmos medos dos reflexos disso para a economia do que os já santanizados Estados Unidos.

Iceberg

Efeito estufa e aquecimento global contribuem para o degelo das calotas polares e desequilíbrios ecológicos que já são realidade em nosso Planeta

Da minha vida nisso, passei de um jovem engenheiro que falava de um assunto distante e incompreensível (podia parecer meio coisa de picareta) para um profissional com experiência nessa área de mudanças climáticas do momento e do futuro, sendo chamado para falar, escrever, debater, informar e formar novos profissionais e decisórios no assunto.

Mais… coisas específicas decorrentes dos avanços em soluções, como compensação de emissões, neutralização, e nomes como Carbon Free (inventado na sala da minha casa), se tornaram terminologias mundiais que se associam as marcas mais famosas do mundo, as principais corporações e se transformam em uma nova economia, a economia do pagamento dos serviços ambientais, a economia da floresta, não a do desmatamento, a da recuperação e conservação das florestas!

Ora, então está bom, avançamos muito, como humanidade, se pensarmos q a formalização do ambientalismo foi marcada com livro Primavera Silenciosa e as estruturas governamentais como ministérios e secretarias de meio ambiente são recentes não apenas no Brasil, mas no mundo…

Tudo bem se não estivéssemos falando de um objetivo segurar o aumento de temperatura média do globo em 2 graus C em 2100, com a idéia de um esforço conjunto entre os países para isso e não soubéssemos que atingiremos os mesmos 2graus C em 2050, apenas considerando o resultado inercial dos gases de efeito estufa já emitidos.

Tudo bem se dentro dos cenários de comportamento da humanidade no combate e diminuição estipulado pelo IPCC (International Panel of Climate Change, Nobel da Paz com Al Gore em 2007) não nos encontrássemos no pior cenário, o que aponta para um aumento de temperatura ainda maior ou uma necessidade de radicalização nas soluções…

Tudo bem se a geoeconomia do planeta não estivesse já sofrendo alterações significativas, as Ilhas do Pacifico não estivessem sendo submersas, se a ocorrência de cataclismas com alta probabilidade de fundo por alteração climática não estivesse aumentando exponencialmente…

E tudo bem se a velocidade de decisão dos nossos representantes governamentais não obedecesse mais a dinâmica política e diplomática do que a necessidade urgente pela gravidade do problema e seu potencial de agravamento de exclusão social…

Menos mal se a fantástica capacidade de conscientização que a humanidade desenvolveu pela disponibilidade de informação e velocidade de seus meios puder significar uma ação coordenada (ou não?) que passa pela cobrança aos eleitos, às agremiações e as ações locais, regionais e globais.

Manifestação

Famílias mobilizam-se e protestam nas ruas seguindo manifestações em todo o mundo contra o aquecimento global

Neste ano de 2009 estamos vivendo um feliz florescer da ação da sociedade sobre o tema, e essa é a grande diferença.

Já tivemos a Passeata Ecológica, em São Paulo, temos o movimento do Global Climate Act, que começou no Fórum Social Mundial e acaba em grande evento no dia 12 de dezembro, em plena Copenhagen da Conferencia do Clima, do qual a mesma, e outras passeatas fizeram parte. Tivemos o dia do planeta.

Proliferam mobilizações web e agora este belo Global Action Day.

Esta grande diferença é a percepção de que a mudança não é apenas de economia, política e diplomática.

É, antes de mais nada, uma mudança cultural onde somos todos envolvidos e interessados, pois resulta numa mudança de modo de vida e percepção das coisas que compõe essa vida, sonhos e expectativas.

E dessa vez não será possível fingir que não estamos vendo e esperar soluções prontas.

Temos de perceber que se o mundo não nos cabe, não estamos mais cabendo nesse mundo.

Temos de discutir o essencial, requalificar o luxo e rever o belo.

Conseguiremos, pois a nossa capacidade de surpreender é enorme.

Mas ela está logo ali, com a vontade de fazer, a necessidade de expressão e a mobilização!

Sigamos em frente!

Francisco Maciel, presidente da Iniciativa Verde ou Txai Brasil, músico e poeta

6 de outubro de 2009

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Blog Action Day – 15 de Outubro de 2009

Blog Action Day é um evento anual que une blogueiros do mundo, postando sobre o mesmo tema global, no mesmo dia, 15 de Outubro de 2009. O objetivo da iniciativa é elevar a conscientização sobre a relevância do tema em particular e iniciar uma discussão participativa global e impactante.

Ao escrever sobre um assunto neste mesmo dia em todas as línguas dos quatro cantos do planeta, a comunidade internacional de blogueiros converge suas múltiplas audiências para o mesmo ponto, usam suas plataformas, reúnem suas vozes, a abrem um espaço para uma discussão sobre nosso próprio futuro como planeta.

Desta discussão surgem novas idéias, estratégias, políticas, novos planos de ação, novos caminhos.

Em 2007, quando o tema foi Meio Ambiente, blogueiros disseminaram experimentos ambientais, práticas sustentáveis e focalizaram a atenção de suas audiências em organizações promovendo um discurso verde.

Blog Action Day

No dia 15 de outubro blogueiros do mundo todo postam sobre mudanças climáticas, fomentando discussões que serão tema da COP-15 em Copenhagen, como o desenvolvimento de energia limpa.

Em 2008, foi a vez do tema Pobreza ganhar repercussão global, reunindo a energia dos blogueiros em uma discussão abrangente sob várias perspectivas, resultando em soluções inovadoras e surpreendentes.

Este ano o objetivo é fazer o mesmo, sob o tema Mudança Climática. Em dezembro, as Nações Unidas vão patrocinar um encontro de cúpula importantíssimo sobre Mudanças Climáticas, em Copenhagen, onde lideres mundiais se encontrarão para tentar chegar a um acordo global sobre como evitar as piores consequências da crise climática.

Como você pode ajudar?

Blog Action Day

Blog Action Day é participação em massa. Qualquer um, dos blogs mais simples aos maiores portais, pode participar, sem limite no número de postagens.

O objetivo do Blog Action Day 2009 é ser o maior evento de mudança social e conscientização da Web. Promova o evento. No dia 15 de Outubro de 2009, poste o video no seu blog, siga os tweets pelo Twitter official e acompanhe o blog para mais informações sobre o evento, mais idéias sobre como você pode participar. Involva-se, involva seus leitores, e ajude a mudar o mundo, e a salvar nosso planeta!

André Blas

1 de outubro de 2009

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E o vencedor é…

Uma das iniciativas digitais mais interessantes do governo Obama foi o site data.gov. Basicamente, o governo federal pegou uma imensidão de dados que já existiam dentro do governo e tornou-os públicos. O que antes era acompanhado apenas por funcionários da administração de repente foi aberto para o mundo inteiro, para quem quiser fuçar, na esperança de que gente esperta vai olhar e ajudar a melhorar o governo. Com base nisso, uma organização não-governamental pró-transparência chamada Sunlight Foundation criou um prêmio interessantíssimo chamado Apps for America (“Aplicativos para a América”). A ideia é simples: premiar os desenvolvedores que criassem os melhores aplicativos para a internet com base nos dados do data.gov.

A entrega do prêmio foi feita em Washington no dia 8 de setembro, durante o gov2.0 Summit. Estávamos lá e tivemos a oportunidade de entrevistar o grande vencedor, Joe Pringle, que faturou um prêmio de 10.000 dólares por ter ajudado a criar o excelente DataMasher . O DataMasher permite que você pegue duas séries de dados do data.gov e crie relações. Por exemplo, você pode descobrir se há correlação entre o número de lojas de fast food per capita e o índice de diabetes de um estado (resposta: há. O estado com mais lanchonetes, Louisiana, é também o segundo com maior porcentagem de adultos diabéticos. E os menores índices da doença estão todos em estados do nordeste e oeste americano, onde há menos fast food). Ou dá para comparar gastos com educação e aproveitamento escolar. Crime violento e taxa de pobreza. Disponibilidade de comida orgânica e taxa de obesidade. Contribuições de campanha e gastos federais. E assim por diante. Com o DataMasher qualquer cidadão pode virar um pesquisador com informação nova sobre a administração pública.

Nesta entrevista, Joe fala do Apps for America, discute o futuro do governo e filosofa sobre a viabilidade de uma democracia direta.

Denis Russo Burgierman

16 de setembro de 2009

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O Brasil precisa cultivar programadores sociais

Semana passada assisti em Washington ao Gov 2.0 Summit, uma primeira tentativa de articular a discussão sobre como usar o imenso potencial da internet para fortalecer a cidadania e a democracia, com aplicativos produzidos pela sociedade civil para melhorar o mundo. Num intervalo, consegui me aproximar do organizador do evento, Tim O´Reilly, e perguntei a ele como essa idéia, que descentraliza a produção de ferramentas de web colocando a responsabilidade nas mãos do cidadãos, poderia ser aplicada em um País como o Brasil, no qual o número de web-empreendedores é pequeno.

Well, vocês devem cultivar essa comunidade.” Enfim: o problema é nosso.

A resposta me incomodou. Achei que O´Reilly estava lavando as mãos. Fiquei pensando nisso deste então e cheguei a uma conclusão dura: o que me incomodou não foi o sorriso de O’Reilly. Foi o fato de que ele estava certo. O problema é nosso mesmo. Embora essa discussão sobre Gov 2.0 seja nova até mesmo nos Estados Unidos, fica claro que a situação do Brasil em relação a desenvolvimento para web ainda é demasiadamente precária.

Enquanto nós brasileiros ficamos analisando se Facebook é bom ou não, ou criticando o barulho criado pelo Twitter, são os americanos que estão construindo estas ferramentas que mudam a forma como nos relacionamos por aqui. Sempre tivemos papel importante de rapidamente adotar ferramentas como MSN, Orkut, Blogger. Estima-se que existam aproximadamente 63 milhões de brasileiros na internet, o que ultrapassa até mesmo números de países desenvolvidos como França, Itália e Reino Unido. No entanto, apesar de todas essas pessoas online, ainda não conseguimos produzir um único aplicativo sequer de relevância nacional, muito menos internacional. Não estaria na hora de mostrarmos nossa criatividade, deixarmos de ser apenas seguidores e participarmos desta conversa?

Se cabe a nós, cidadãos, produzir ferramentas para resolver problemas da sociedade, qual a parte que cabe ao governo? Após a conferência, percebo que a transformação do governo brasileiro em plataforma de inovação para web tem que se dar na tentativa de resolver uma tríade de necessidades básicas.

1) Precisamos reduzir o tempo e o custo da experimentação. Startups são experimentos. Como qualquer outro experimento, existe uma alta chance de dar errado. Bom, “se a falha é inevitável, que seja rápida e que seja barata” diz Eric Ries do blog LessonsLearned. A fórmula de sucesso é reduzir riscos e aumentar a agilidade para que possamos errar aprender mais. Oferecer hospedagem gratuita para aplicativos voltados ao bem público seria uma grande ajuda do governo nessa direção. O governo brasileiro tem a chance de fazer do Brasil o primeiro país a oferecer um serviço de cloud computing público, o que quebraria uma das maiores travas da programação para web no país: a falta de servidores de qualidade. Sem dúvida isso seria um marco na infraestrutura do país. O equivalente das estradas e pontes do século passado é essa a infraestutura do século XXI. Uma verdadeira web-obra.

Eric Ries do Lessons Learned: "Que a falha seja rapida e barata".

Eric Ries do blog Lessons Learned: “Que a falha seja rápida e barata”.

2) Precisamos ter matéria prima para ser trabalhada. A matéria prima principal da próxima web são dados, já dizia Tim Bernes Lee. De preferência limpos e frescos – mas se só existem crus, já é um bom alimento. Disponibilizar dados públicos é fundamental para visualizar mais claramente quais são os problemas e consequentemente quais as novas soluções. O Brasil precisa de uma política pública de transparência através da disponibilização em tempo real de dados governamentais, como os Estados Unidos estão fazendo no site data.gov

Vivek Kundra, Federal CIO (chief of Information Office): "O objetivo é democratizar os dados, torna-los disponíveis publicamente em um formato legível para máquinas. Hoje já são 110 mil fontes de dados."

Vivek Kundra, Federal U.S. CIO (Chief Information Officer): "O objetivo é democratizar os dados, torna-los disponíveis publicamente em um formato legível para máquinas. Hoje já são 110 mil datasets."

3) Precisamos de pessoas interessadas em produzir ferramentas cidadãs. Se já não bastasse a falta de empreendedores na web brasileira, a situação é agravada pela descrença em causas públicas. Uns acham o setor público podre demais, outros não acreditam que podem sobreviver fazendo o bem pra sociedade. Seja por qual motivo da descrença, o governo tem que conquistar o interesse dessa nova geração de inovadores. Precisamos de incentivos – sejam eles abatimentos nos impostos, prêmios em dinheiro ou simplesmente oportunidades de ganhar visibilidade para que mais pessoas tenham como objetivo ajudar a sociedade através da internet. O que estão fazendo nos Estados Unidos é premiar melhores iniciativas, com prêmios como o Apps for America e o Apps for Democracy. Os norte-americanos têm como tradição acreditar que as premiações podem gerar um valor muito maior do que o total distribuído. Mas se você é daqueles que só acredita vendo (preferencialmente vendo números), o caso do Apps for Democracy é exemplar. Em apenas 30 dias e oferecendo um prêmio de só 50 mil dólares, o desafio gerou 47 aplicativos, cujo valor total de mercado estimado é de US$2,3 milhões. Investir 50 mil para ganhar 2,3 milhões – não é um bom negócio? A premiação é uma forma de estimular o empreendedorismo e reconhecer colaborações para o bem público (conquistas intelectuais importantes para a nossa evolução). Que tal um Prêmio Brasileiro de Inovação Pública Online?

Ter o governo como plataforma significa criar um ambiente para o exercício da webcidadania. Só assim teremos massa crítica para que a sociedade use a internet para resolver nossos problemas. Não será apenas uma iniciativa que irá transformar o Brasil em uma nação digital. Mas é preciso ter um compromisso com a idealização e realização de soluções. É preciso começar.

Texto e fotos de Helder Araujo. Co-fundador da WebCitizen.

11 de setembro de 2009

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Um começo

Foram três dias de discussões com vários dos principais líderes de Washington e do Vale do Silício. Altos executivos da Google, Microsoft, Amazon, Twitter, Facebook, altos oficiais do exército, saúde, inteligência, educação, presidência. Um monte de inovadores, empreendedores. Um monte de gente com boas causas. Um monte de conversas boas nos corredores. Mais conversas sobre o futuro – possibilidades, projetos, parcerias – do que sobre o passado. Um monte de discursos inspiradores, de ideias para levar para o Brasil e amadurecer, de caminhos para seguir.

Atrás do palco, uma tela exibia o Twitter do evento (como esse povo tweeta… Como eles conseguem prestar atenção e digitar ao mesmo tempo?) Um post do Twitter, no último dia, dizia: “daqui a alguns anos, quando o mundo for diferente, vamos poder dizer que estávamos lá quando tudo começou”.

Agora é transformar otimismo e boas intenções em coisas concretas…

9 de setembro de 2009

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O primeiro dia

Ufa. Minha cabeça está pulsando de tanta informação. (Se bem que talvez tenha alguma coisa a ver com o vinho que me deram na recepção oferecida pelo Google no final da tarde.)

Foi um dia cheio aqui em Washington. Começou às 8 da manhã e só terminou agora, depois da meia-noite – escrevo de dentro do metrô, a caminho da casa onde estou hospedado. Foi o primeiro dia da convenção Gov 2.0 Summit, um evento para discutir jeitos de mudar o mundo com tecnologia.

O dia de hoje foi o “Expo Showcase” – apresentações curtas de pequenos projetos inovadores vindos do país inteiro, 25 projetos ao todo. Uma cidade que convidou a população a discutir o orçamento municipal num site. Um estado que criou canais de comunicação virtuais. Agências de segurança que estão trocando relatórios em papel por wikis. A agência ambiental que desenvolveu um site no qual é possível descobrir os riscos ecológicos do seu bairro. A empresa de transporte público que usa twitter para ficar perto de seus usuários. Um monte de empreendedores pegando dados públicos incompreensíveis e transformando em sites sensacionais. Terminamos a noite jantando com dois dos vencedores entre os projetos – uma tentativa de usar Second Life para diminuir a distância entre o Oeste e o Leste.

De repente, ao final do dia, o que antes parecia uma porção de iniciativas isoladas está virando na minha cabeça um imenso movimento. Um movimento que está só começando – por mais transparência, por mais participação, por mais abertura, por um governo que confia na população e disponibiliza dados para que cada pessoa possa decidir o que é melhor para ela.

Foi um dia cheio, já disse – e foi só o primeiro dos três da conferência. Mas já deu para perceber que vamos deixar Washington diferentes do que chegamos aqui. E não vejo a hora dessa onda de transformação estourar nas praias do Brasil.

Denis Russo Burgierman

8 de setembro de 2009

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Palestrantes do Gov 2.0 Summit

palestrantes

Veja aqui a lista completa dos palestrantes do evento. E acompanhe tudo que está sendo falado em tempo real pelo twitter @webcitizen_

Susie Adams Federal Civilian Chief Technology Officer: Microsoft Corporation

Carlos Castillo Co-Founder: Warfighter Technologies

Vinton Cerf Co-Inventor of TCP/IP: Google

Aneesh Chopra CTO: Federal Office of Science and Technology Policy

John Clippinger Co-Director, Law Lab: Berkman Center Harvard University

Alan Cohn Deputy Assistant Secretary for Policy (Strategic Plans): U.S. Department of Homeland Security

Casey Coleman Chief Information Officer: U.S. General Services Administration

Michael Coppola Winner: United States Cyber Challenge, SANS Netwars

Peter Corbett CEO: iStrategyLabs

John Culberson U.S. Congressman: 7th District of Texas

Jack Dangermond Founder and President: ESRI

Russ Daniels Vice President and Chief Technology Officer, EDS: Hewlett-Packard Company

Chris DiBona Open Source Programs Manager: Google, Inc.

Jack Dorsey Creator, Chairman and co-founder: Twitter

Mark Drapeau Associate Research Fellow: National Defense University

Carol Dumaine Deputy Director of Energy and Environmental Security : Office of Intelligence and Counterintelligence at the U.S. Department of Energy

James Fallows National Correspondent: The Atlantic

Elliott Fisher Director, Population Health and Policy: The Dartmouth Institute for Health Policy and Clinical Practice

Alex Fishman Lead Engineer, Regulation and Oversight: Palantir Technologies

Price Floyd Principal Deputy Assistant Secretary of Defense for Public Affairs: Department of Defense

Julius Genachowski Chairman: Federal Communications Commission

Bev Godwin Director, USA.gov and Web Best Practices, Office of Citizen Services: U.S. General Services Administration

Robert Greenberg CEO: G&H International Services, Inc

Monica Guzman Newsgatherer: SeattlePI.com

Dean Halstead Collaboration Architect: Microsoft

Carleen Hawn Co-founder & CEO: Healthspottr

Scott Heiferman CEO: Meetup

Susan Heystee Vice President, General Manager: Global Strategic Alliances, Novell

James Heywood Co-Founder, Chairman : PatientsLikeMe

Chris Hoenig President and CEO: The State of the USA, Inc.

Allan Holmes Executive Editor: nextgov.com

Adrian Holovaty Founder: EveryBlock

Lloyd Howell Senior Vice President: Booz Allen Hamilton

Eugene Huang Government Operations Director: National Broadband Task Force – Federal Communications Commission

Steven Berlin Johnson Executive Chairman: Outside.in

Clay Johnson Director: Sunlight Labs

Brad Jupp Senior Program Advisor: Office of Secretary of Education

Nickolas Justice Program Executive Officer, Command, Control and Communications-Tactical: US Army

Mitchell Kapor Founder & Chair: Mitchell Kapor Foundation

Bryan Kirschner Vice President for Corporate Strategies: Greenberg Quinlan Rosner

Vivek Kundra U.S. Chief Information Officer: Office of Management and Budget

Paul Lin Co-Founder: Warfighter Technologies

Carl Malamud President & CEO: Public.Resource.Org, Inc.

John Markoff reporter: New York Times

Mikel Maron Human: OpenStreetMap

Bruce McConnell Counselor to the Deputy Under Secretary for NPPD: U.S. Department of Homeland Security

Michael McDonald President: Global Health Initiatives, Inc.

Grant McLaughlin Principal with Organization Change Team: Booz Allen Hamilton

Ellen Miller Co-Founder and Executive Director: Sunlight Foundation

Craig Mundie Chief Research and Strategy Officer: Microsoft Corporation

Kojo Nnamdi Host : “The Kojo Nnamdi Show” & “Evening Exchange”

Beth Noveck Deputy Chief Technology Officer: Executive Office of the President/OSTP

Richard O’Neill Founder & President: The Highlands Group

Tim O’Reilly Founder and CEO: O’Reilly Media, Inc.

Alan Paller Director of Research: SANS Institute

Alex “Sandy” Pentland Toshiba Professor of Media, Arts, and Sciences: MIT and Sense Networks

Macon Phillips Director of New Media: The White House

John Podesta President and CEO: Center for American Progress

Eric Rasmussen CEO & Managing Director: InSTEDD

Eric Ries Venture Advisor: Kleiner Perkins Caufield & Byers

Hal Roberts Fellow: Berkman Center for Internet & Society at Harvard Law School

Ola Rosling Co-founder of Gapminder Foundation & Product Manager: Google, Inc.

Mary Ruddy Founder: Meristic, Inc.

Laurel Ruma Editor: O’Reilly Media, Inc.

Shyam Sankar Director: Palantir Technologies

Andrea Seabrook Congressional Correspondent: NPR

Clay Shirky Writer and Consultant : shirky.com

Walton Smith Senior Associate: Booz Allen Hamilton

Jeffrey A. Sorenson Chief Information Officer/G-6 : U.S. Army

Tim Sparapani Director of Public Policy: Facebook

Judith Spencer Chair, Federal Public Key Infrastructure Steering Committee: General Services Administration

Tom Steinberg Director: mySociety

James Stogdill CTO: Gestalt, now part of Accenture

Michael Tiemann President: Open Source Initiative

Lena Trudeau Vice President: National Academy of Public Administration

Andrew Turner CTO: FortiusOne

Hal Varian Chief Economist: Google

Werner Vogels Chief Technology Officer: Amazon.com

Dave Warner Director of Medical Intelligence: MindTel

Linton Wells, II Force Transformation Chair: National Defense University

David Wennergren Deputy Assistant Secretary of Defense for Information Management and Technology & DoD Deputy Chief Information Officer : Department of Defense

Kevin Werbach Professor of Legal Studies at The Wharton School: University of Pennsylvania

Michele Weslander Quaid Chief Technology Officer, Senior Advisor, Outreach: US Government

Rick Wesson CEO: Support Intelligence


4 de setembro de 2009

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O governo como plataforma – Tim O'Reilly

Já iniciamos a cobertura do Gov 2.0 Summit antes mesmo do evento começar: acabamos de traduzir para o português esse vídeo de Tim O’Reilly compartilhando sua idéia de que governos devem usar a internet para se tornarem plataformas. Ele é um dos organizadores do Gov Summit 2.0 e fundador da O’Reilly Media. A visão dele é inspiradora, por isso compartilhamos aqui. Se você também gostar, faça o mesmo: comente e compartilhe.

Se a legenda não aparecer automaticamente, abra o menu no canto inferior direito do vídeo e clique em CC.

1 de setembro de 2009

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Acompanhe o Gov 2.0 Summit pelo blog da WebCitizen

gov-20

De 8 a 10 de setembro a WebCitizen vai estar em Washington D.C. para acompanhar uma das mais importantes conferências de eGov do mundo: o Gov 2.0 Summit. O evento vai reunir profissionais influentes do setor público e tecnológico – compartilhando suas opiniões sobre o futuro dos governos e discutindo como a participação, a colaboração e a transparência da internet podem ajudar nações a evoluir. Tim O’Reilly, Adriel Hampton, Hal Varian, Peter Corbett e vários outros palestrantes já estão confirmados. Saiba mais sobre o evento pelo site: http://www.gov2summit.com

Você vai poder acompanhar o Gov 2.0 Summit pelo nosso blog ou seguindo @webcitizen_. Vamos compartilhar nossa experiência em tempo real, através de informações, vídeos e idéias.

Eles querem mudar o mundo. Nós também.

1 de julho de 2009

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US NOW

Us Now narra histórias de redes online que estão mudando a noção de hierarquia das nações. Pela primeira vez, estão juntos os quatro principais pensadores no campo de governo-participativo que descrevem o futuro do conceito de governo.

No documentário várias histórias ilustram como a sociedade sofre mudanças com novos comportamentos e não com novas ferramentas. A narrativa das histórias passa por Zopa, um banco onde qualquer um é gerente e Couch Surfing, uma vasta rede online onde os membros compartilham suas casas com estranhos.

O documentário analisa como essa participação online pode transformar a maneira de comandar os paises daqui para frente.

« 14  15  16  17  18  Página 18 de 18  « Primeiro  ... 

Faceburca? Muçulmanos lançam rede social religiosa para concorrer com 'Facebook'

Transparência? Passo a passo para encontrar dados sobre doações de campanhas "escondidos" no site TSE

Logo mais às 18:00 , fala sobre sua experiência com webcidadania na agência Filadélfia

O conhecimento quer ser livre

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