Aproximando cidadãos
17 de dezembro de 2009
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Cop-15
Brasileira encarregada de seguir os negociadores e contar o que está acontecendo, diz que a Cop-15 não está sendo transparente. Os “seguidores” da Índia, China e Estados Unidos falam sobre a posição de seus países e o que pensa a sociedade civil
Juliana tem 24 anos. E uma missão muito especial nessa Cop-15: contar (quase) tudo o que acontece nas negociações brasileiras aqui no Bella Center para pessoas comuns, que não são especialistas no assunto, mas estão (e devem estar) de olho no que nossos representantes estão decidindo por nós. Juliana acredita que cada cidadão nesse mundo tem o direito de saber o que os líderes mundiais (no fim, pessoas como nós) estão negociando em nossos nomes e como eles estão fazendo isso. “Ao compartilhar esse tipo de informação, podemos aumentar a pressão por um acordo justo ambicioso e vinculante em Copenhague”, escreveu.
Formada em relações internacionais, Juliana Russar é uma das 13 trackers do projeto internacional “Adote um Negociador” (na versão em inglês, Track a Negotiator), uma ação criada pela campanha internacional Tck Tck Tck (no Brasil, Tic tac Tic Tac) para tornar os processos em Copenhague mais transparentes ao público. Juliana vêm acompanhando as negociações climáticas desde 2007 – e tornou-se uma tracker em agosto desse ano, logo que foi criado o projeto. Ela esteve também nas duas últimas Cops e acompanhou as reuniões preparatórias para a Cop-15, que ocorreram ao longo do ano em localidades como Bangkok, na Tailândia, e Barcelona, na Espanha. Em um papo ontem à noite, quando ela já aguardava por mais de sete horas em uma mesma sala o início de uma reunião, Juliana conta como as coisas andam e explica porque a Cop-15 está sendo menos transparente do que as outras.
A seguir os trackers de três países chaves na Cop-15 (Índia, China e Estados Unidos) falam sobre o que pensam da posição de seus países na conferência e o que diz a sociedade civil de suas nações.