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Aproximando cidadãos

25 de janeiro de 2011

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O que o Brasil ganhou com as campanhas eleitorais pela internet?

O debate sobre eleições na internet movimentou o penúltimo dia da Campus Party Brasil 2011 que uniu os estrategistas de internet das três principais campanhas presidenciais das últimas eleições e Fernando Barreto, co-fundador da Webcitizen que coordena projetos de webcidadania.

Os convidados falaram sobre os desafios de fazer, pela primeira vez, uma campanha na internet após as mudanças na legislação eleitoral, e contaram um pouco sobre suas estratégias, resultados obtidos e problemas. Já no começo do debate Fernando Barreto defendeu a importância de resgatar a credibilidade da política no Brasil e disse que a forma de fazer isso é discutir sobre política não só no período de eleições.

De modo geral, na avaliação dos convidados, as campanhas eleitorais na internet foram positivas e influenciaram as decisões nas urnas. Fernando Barreto foi mais cauteloso quanto ao real impacto positivo da internet na eleição. Para ele, as campanhas não conseguiram envolver o cidadão não politizado nos debates dos principais temas de interesse da sociedade.

“Percebi que houve nesta campanha um engajamento muito forte da militância. Pra mim a mobilização do eleitor não politizado foi uma decepção em termos de internet. Eu acho que a gente poderia fazer mais. Eu acho que só vamos conseguir fazer isso quando os candidatos perceberem que é importante”.

campusparty

Fernando Barreto, Marcelo Branco, Caio Túlio e Soninha Francine

Os temas mais debatidos foram as técnicas de monitoramento utilizadas; o envolvimento de profissionais de mídias digitais estrangeiros; a força das militâncias; trolagem; parcialidade da imprensa; criação de hastags e disputas pelo Trend Topics do Twitter. Sobre as hastags, que mais bombaram nas campanhas Fernando Barreto alertou que estas não acrescentaram muito ao debate, “O problema é que as hastags que ficam no Trend Topics são coisas engraçadas ou denúncias. Não são discussões construtivas. Então a questão é como levar ao cidadão uma conversa mais construtiva”, questionou.

Caio Túlio, coordenador de internet da candidata Marina Silva disse que pela primeira vez o Brasil possui know-how para criar sistemas de arrecadação na internet; Soninha Francine contou que foi surpreendida pelos bons resultados obtidos com o cadastramento de usuários do site oficial do candidato José Serra; e Marcelo Branco argumentou que a candidata Dilma provavelmente não teria sido eleita somente com as campanhas em mídias tradicionais.

Ao encerrar sua participação Fernando explicou que a internet não consegue “maquiar” as coisas da mesma forma que a massmídia conseguia tempos atrás, pois a informação corre muito rápido e desconstrói as possíveis “blindagens” da imprensa tradicional. “Se o candidato quiser fazer uma campanha de internet bem feita ele terá que se aproximar do cidadão. Para se aproximar do cidadão ele terá que assumir que é ser humano, que erra. Será preciso ter coerência para assumir seus erros” alerta Barreto.

Após o término do debate Soninha Francine, Marcelo Branco e Caio Túlio responderam a uma mesma pergunta: “Durante a campanha eleitoral 2010, qual foi o principal tema de relevância nacional discutido na internet pelos candidatos e eleitores?”

Confira as repostas no vídeo abaixo:


Vídeo do debate “Eleições na web” na Campus Party 2011

Por Dani Larama

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