Aproximando cidadãos
29 de outubro de 2010
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Campanhas Políticas
Eleição
Reality Show
Na última segunda-feira, fui convidado a participar de um grupo de discussão entre profissionais de diversas áreas que se reuniu na redação do jornal O Estado de S. Paulo para analisar o debate político da Record entre os candidatos Dilma Rousseff e José Serra.
A conclusão entre os presentes foi unânime: O atual modelo de debate e de campanha eleitoral está esgotado e não propicia ao eleitor condições para entender a política de forma didática e profunda.
Enquanto os candidatos à Presidência trocam ofensas e tratam, superficialmente, de diversos assuntos questionados sem responder exatamente às perguntas, o eleitor fica perdido. Ele não consegue diferenciar os discursos e tampouco enxergar uma estratégia ou plano de governo entre os candidatos.
Seria mais simples se o eleitor pudesse, dentro de uma estratégia de campanha, reconhecer nos candidatos algo mais do que um gerente de projetos, mas entender os principais problemas do Brasil, avaliar a capacidade de oratória e liderança dos candidatos, bem como a habilidade de encontrar soluções criativas para problemas sociais. Mas como fornecer este tipo de informação para o telespectador de forma atrativa? A resposta é simples: reality show.
Não queremos colocar Serra e Dilma confinados em uma fazenda, por mais que a ideia possa ser interessante. Mas o fato é que os reality shows têm tido cada vez mais espaço na mídia por ser um modelo que desperta interesse no telespectador ao apresentar a realidade como forma de entretenimento.
No Brasil, já se criou modelos que nos possibilitam avaliar a qualificação de candidatos como, por exemplo, o programa “O Aprendiz” e o “Torne-se um jovem deputado”, elaborado pelo DEM. Mas talvez a melhor referência para trazermos um reality para as próximas eleições é o case premiado em Cannes “Lead India” produzido pelo maior jornal do país, o Times Of India.
A campanha, que pode ser vista com mais detalhes no vídeo acima, criou um reality show onde participantes entre 25 e 45 anos submeteram-se a provas para avaliar a capacidades de liderar o país. O vencedor ganhou um patrocínio de quase R$ 200 mil para desenvolver um projeto de bem-estar público e uma vaga no curso de política e liderança em Havard.
Portanto, nas próximas eleições minha sugestão é que façamos uma pressão popular para criarmos modelos criativos que nos possibilitem avaliar melhor nossos candidatos. Aproveite e comente aqui as suas ideias para um novo reality show em 2012, onde os participantes são todos políticos.
Por Pablo SNR
3 comentários para “Nas próximas eleições, façamos um reality show”
Pablão,
O caso é o seguinte: não adianta mudar o modêlo de debate no Brasil, o que precisa é mudar a mentalidade da população e principal elevar o nivel educacional dos brasileiros. O que adianta melhorar os debates se a grandíssima maioria de nossos conterranêos dão mais importância, e dessa forma mais audiência, as programações fúteis(reality show, novelas, progarmas de auditórios, etc.) de nossa midia nacional.
Abração,
Du Noronha
Concordo contigo Pablo e principalmente com o Noronha, mas vamos além: Pra que urnas eletrônicas? O voto devia ser pela web mesmo, com acesso público do número e contagem de votos em tempo real.
em primeiro lugar, o voto deve ser na urna, com conferência de documento e sem mudança de regra de eleição pra eleição, depois, que papo é esse de “udar a mentalidade da população e principal elevar o nivel educacional dos brasileiros”. Fale por você, não pela maioria dos brasileiros.