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Aproximando cidadãos

8 de junho de 2011

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Como viver de forma digna e sustentável na floresta

Manoel Cunha se apresenta como um dos milhões de extrativistas que estão sob as camadas de floresta amazônica. Durante toda a sua juventude, até os 24 anos, viveu em um regime de semi-escravidão trabalhando nas colocações de seringueiros do Amazonas. “Só conhecia 14 praias de um rio, o equivalente a 40 minutos de voadeira”. Até que um dia uma nova esperança veio do rádio: um grupo de pessoas do Movimento de Educação de Base queria apontar novos caminhos aos seringueiros.

“Foi a primeira vez que ouvi falar da força da mobilização e o poder das associações. Foi o dia de maior alegria da minha vida. Descobri que existia uma outra forma de viver, viver dignamente.” De lá para cá muita coisa mudou na vida de Manoel e também na vida da comunidade do Médio Juruá que desde 1997 é considerada a primeira reserva extrativista do estado, vista como referência para várias outras.

Já Manoel se tornou presidente do Conselho Nacional dos Seringueiros. Ele que nunca foi aluno, hoje ensina como viver em harmonia com a floresta, como viver de forma sustentável olhando para as futuras e presentes gerações. “Quando se ensina para as comunidades o verdadeiro valor da floresta e a responsabilidade do trabalho de preservação, não precisa de lei, nem de fiscais, a própria comunidade é fiscal quando compreende esse processo e a sua importância.”

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