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A Webcitizen é uma empresa inovadora que propõe estimular o engajamento cívico e aproximar os cidadãos entre si, de seus governos e da iniciativa privada. Temos como foco o emprego de tecnologias digitais para a criação de canais de participação, trazendo mais abertura, transparência e democracia para a administração pública e privada, promovendo um diálogo colaborativo, um senso de comunidade acessível e significativo, e em uma última análise, ajudando a criar um mundo melhor.

Aproximando cidadãos

Posts na categoria TEDxAmazônia

7 de dezembro de 2011

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Toxic: Amazônia – Porque não esqueceremos Zé Cláudio e Maria

Você deve se lembrar do Zé Cláudio, que palestrou no TEDx Amazônia e foi assassinado junto à sua companheira Maria, também ativista, em maio deste ano. Assim como nós, alguns colaboradores da Vice não se esqueceram desse caso e resolveram mostrar ao mundo como as coisas têm funcionado no Pará.

Há pouco mais de um mês, o jornalista Felipe Milanez trouxe o documentário Toxic: Amazônia, ainda em fase de edição, para assistirmos aqui na Webcitizen. Laísa, irmã de Maria, e Claudenice, irmã de Zé Cláudio, vieram a São Paulo para receber o Prêmio Trip Transformadores e também estiveram conosco. Foi um encontro emocionante, principalmente pela presença das duas, que nos contaram da dificuldade de ter uma noite tranquila de sono nos últimos cinco ou seis meses. Como se não bastassem a revolta e o luto, Laísa e Claudenice ainda sofrem ameaças, como publicou Leonardo Sakamoto em seu blog.

O documentário faz parte da série Toxic, da Vice, que são filmes de denúncia social, boa parte voltada para guerras e questões ambientais.

Asssista na íntegra:

Parte 1:

Parte 2: 



Parte 3:

Parte 4:

Felipe Milanez (que está concorrendo ao Prêmio Herois da Floresta, da ONU), Bernardo Loyola e a equipe da Vice realizaram um trabalho importante, denunciativo, disseminando o conhecimento que adquiriram sobre a Amazônia. Cabe a nós, enquanto cidadãos, mostrar ao mundo que a lei, nos estados do Amazonas e Pará, não pode mais ser a da espingarda.

PS: A Al Jazeera também produziu um documentário sobre o caso.

Por Tânia Carlos

9 de outubro de 2011

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Talks de setembro do TEDxAmazônia

As talks do TEDxAmazônia que colocamos no ar em setembro trazem exemplos de aprendizados baseados na cultura dos brasileiros e na riqueza da nossa terra. As conversas vão desde o ensino propriamente dito da Escola Baniwa, que mistura a tradição do povo indígena com o conhecimento ocidental até a riqueza de movimentos, ritmos e gingados que o nosso país oferece, como conta, dança e encanta Antônio Nóbrega.

Paul Bennet diretor criativo da Ideo, umas das melhores consultorias de design e inovação do mundo, aprendeu e se inspirou com o rio Amazonas e a criatividade espontânea do brasileiro. Já o engenheiro de pesca Zobe Fonseca tirou sua lição do semi-árido nordestino, aprendendo a medir qualidade de vida pelo sorriso das pessoas.

Por fim, a paranaense Suely Carvalho traz o seu aprendizado com as parteiras espalhadas pelo país, resgatando um olhar por vezes conturbado sobre o processo de dar vida a um novo ser humano, seguindo “aquilo que está de acordo com a natureza e que tem mais chance de dar certo.”

19 de setembro de 2011

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As talks de agosto no TEDxAmazônia

Engenharia genética para melhorar o mundo, o poder da comunidade na conservação, a arquitetura da natureza, tecnologias ampliando as possibilidades do corpo e da arte e o som do Brasil Colonial. As talks que entraram no ar no site do TEDx Amazônia esse mês englobam todas as características que fazem dos blocos do encontro, momentos marcante. Vão de inspiração, à mão na massa, passando pela arte até o que há de mais recente em matéria de tecnologia e inovação.

Gostamos particurlamente de uma frase do pesquisador, artista e programador de software, Zach Lieberman: “Existem problemas no mundo que governos e empresas não vão resolver mas indivíduos trabalhando de forma colaborativa irão”. O empoderamento dos cidadãos e essa união de forças e vozes é a matéria-prima para o nosso trabalho na Webcitizen. Assim como Zach, acreditamos sinceramente no poder transformador da colaboração.

O pesquisador coleciona trabalhos que misturam tecnologia e arte. Entre seus projetos, o que mais se orgulha é o Eye Writer que reconhece o movimento dos olhos e permite que pessoas que perderam os movimentos do corpo possam escrever e desenhar.

28 de julho de 2011

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Convivência multicultural

Falamos com Enrique Leff recentemente e ele nos conta que continua muito ativo, escrevendo, publicando, ensinando e dando conferências em defesa de uma nova racionalidade. “Temos que pensar em algo que há muito tempo as comunidades indígenas já fazem: aprender a conviver com o nosso território”, defende esse mexicano, um dos pensadores ambientais mais influentes da América Latina e cantor de ópera e boleros. Leff lembra que a crise ambiental que está em pauta há 40 anos é resultado de um processo civilizatório que não levou em conta a natureza do ser humano e a natureza do Planeta Terra.

Segundo ele, da mesma forma em que o capital transformou o homem em força de trabalho, separando o ser humano do seu tempo de trabalho, nós transformamos a natureza em recurso natural. “Erramos o caminho. Temos que pensar uma economia baseada na produtividade ecológica do território.”

Leff lembra ainda que precisamos sair do individualismo e buscar o diálogo entre seres culturais diferentes. “Não posso querer conhecer o outro desde os meus próprios princípios. Precisamos da convivência com a diversidade cultural que é a maior riqueza do nosso mundo.”

Por Mari Fonseca

18 de julho de 2011

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Nos tornarmos nativos do planeta

“Quando se fala em sustentabilidade as pessoas logo começam com um não desperdice, não use tanto o seu carro, economize água etc. Mas proteger não é destruir menos, proteger não é minimizar a destruição”, em resumo, é com esse olhar sobre as questões ambientais que o químico alemão, Michael Braungart, começa seus estudos. “Não queremos mais minimizar o mal, temos que fazer o bem.”

Para Michael, é fundamental que reiventemos o modelo produtivo da humanidade. Junto com o arquiteto americano William McDonough, ele escreveu o livro “Cradle to Cradle” (de berço a berço) traçando um sistema no qual não há residuo na produção industrial. Segundo ele, temos que parar de usar materiais como o PVC que não é incorporado pelo meio ambiente, e buscar um formato onde tudo o que é consumido pode ser reabsorvido pelo sistema.

“Devemos nos tornar nativos desse planeta, parar de delegar essa tarefa aos ianomâmis ou aborígines.” Em nossa última conversa, Michael disse que acredita na possibilidade do Brasil se tornar uma referência na proposta do sistema “Cradle to Cradle”, segundo ele, o prefeito do Rio de Janeiro já mostrou interesse em aplicar o modelo na cidade.

Por Mari Fonseca

6 de julho de 2011

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“Repartam a esperança”

“A floresta será salva” assim Thiago de Mello assina o e-mail contando que está de malas prontas para representar o Brasil no Festival Internacional de Poesia de Medeelín. Thiago já completou 40 anos duas vezes, como gosta de dizer, e garante que a segunda vez foi melhor e bem mais cheia de esperança que a primeira. E é isso que o poeta amazonense pede para que repassemos: a esperança. A esperança na salvação da floresta e na construção de uma sociedade humana mais solidária.

“Na verdade o que importa, antes que a vida apodreça, é trabalhar na mudança do que é preciso mudar, cada um na sua vez e cada qual no seu lugar”.

Por Mari Fonseca

29 de junho de 2011

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Melhorar o relacionamento entre o homem e a natureza

Silvio Machini é zoólogo, criador da Escola da Amazônia e militante na luta para a conservação da biodiversidade. Para ele, um dos passos mais importantes dessa causa é melhorar o relacionamento entre o homem e natureza. Nós somos o principal desafio a ser estudado e analisado quando se trata da existência de várias outras espécies.

Os biólogos e pesquisadores da biodiversidade não estão habituados a entender de comportamento humano. Por outro lado, comunicólogos, sociólogos e psicólogos não estão muitas vezes envolvidos com a causa da conservação. Juntar essas áreas de conhecimento é o trabalho que Silvio vem desenvolvendo: “É preciso ter uma abordagem mais completa de Conservação da Biodiversidade, uma abordagem que tenha como ponto de partida o comportamento humano e que investigue os fatores – não somente os legais e econômicos, mas também os cognitivos, afetivos e sociais – que determinam a maneira como nos comportamentos acerca do mundo vivo“.

Sua talk mostra seus estudos sobre a onça-pintada e o relacionamento do homens com esse símbolo nacional que povoa o imaginário, as lendas e histórias contadas pelos brasileiros.

Silvio lembra com carinho da sua participação no TEDxAM: “Foi uma experiência surreal. A mistura do Rio Negro com o público interessado e interessante me impressionou de maneira profunda”. De lá para cá, ele manteve contato com a palestrante Larissa Oliveira para colaboração em projetos que estudam os conflitos entre gente e carnívoros e ainda com participante Karina Miotto para uma parceria na produção do documentário “O que é a Amazônia”. A Escola da Amazônia também lançou na Fundação Zoológico de São Paulo um para conservacionistas que aborda as teorias e práticas das ciências sociais usadas para entender e influenciar o público. E por fim, acaba de sair do forno o livro do Silvio, “Predadores Silvestres e Animais Domésticos: Um Guia Prático de Convivência”, em co-autoria com Sandra Cavalcanti e Rogério Cunha de Paula, pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (CENAP/ICMBio, Ministério do Meio Ambiente).

Por Mari Fonseca

21 de junho de 2011

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O Sonho Brasileiro

Copa do Mundo, Olimpíadas e a capa épica da revista The Economist – com o Cristo Redentor decolando. Estes foram alguns dos signos que João Paulo Cavalcanti, sócio da Box 1824, apresentou quando subiu ao palco do TEDx São Paulo (em novembro de 2009) para falar sobre um momento único do Brasil, de reconhecimento internacional e um otimismo interno.

Neste contexto, a pesquisa Sonho Brasileiro foi lançada, com a missão de descobrir qual o futuro do Brasil. Qual o propósito que este este país escolhido, escolheria para si. A pesquisa foi realizada durante cerca de dois anos e uma prévia do resultado foi apresentada também no TEDxAmazônia, por Carla Mayumi – que coordenou de perto o decorrer do projeto.

A pesquisa passou por três fases: qualitativa, quantitativa e semiótica. Em todos os momentos, o olhar esteve voltado a jovens de 18 a 24 anos, por seu alto poder de influência, impactando tanto os mais novos, quanto os mais velhos. Foram realizadas quase 2000 entrevistas, com jovens de 173 cidades e 23 estados.

O resultado tem duas perspectivas importantes para todos nós. A primeira é a forma como a pesquisa foi conduzida e apresentada. A Box 1824, também descobriu pelos caminhos do projeto a importância social do conhecimento que tinham acumulado com seu trabalho e tomaram a decisão corajosa de dedicar 1/3 do seu lucro anual ao Sonho Brasileiro. Só na fase final, dois parceiros se uniram: a Pepsico e o banco Itau. E ontem, toda a pesquisa foi disponibilizada na Internet.

Este já é um dos resultados do Sonho Brasileiro e um reflexo das mudanças culturais que estamos vivendo, em todo o processo de construção de conhecimento. Transformações que extrapolam o projeto.

Quanto ao retrato dos 25.906.194 de jovens com 18 a 24 anos, o destaque e também a melhor surpresa são os 8% (1 a cada 12) de “jovens-ponte” revelados. Os Jovens-ponte trabalham pelo coletivo, com poder de influência transformador. Eles transitam por mais grupos que a média das pessoas, o que aumenta não apenas o nicho de sua ação, mas também amplia e diversifica sua visão.

Para os jovens-ponte, felicidade, atuação social e trabalho caminham juntos. Política e cidadania fazem parte do seu cotidiano. E para nós, tudo isso é muito inspirador, por nos mostrar que o trabalho que fazemos está representado ali e que junto com a Webcitizen, muitas transformações estão acontecendo. Confira o resultado completo e comente aqui o que mais te chamou a atenção.

Simples e eficiente

Nós precisamos de luz para enxergar melhor e a sociedade prega que precisamos de mais lâmpadas e que essas sejam ainda mais potentes. Será? Nielsen Mury Bastos pergunta e ele mesmo responde: não.

Nielsen é gerente de Serviços Prediais, na Oi, uma espécie de síndico dos prédios das regiões Norte, Nordeste e Sudeste. Pesquisando tecnologias para melhorar o consumo de energia de elétrica, ele se deparou com um ideia simples e eficiente. “Não acreditava que não tinha pensado nisso antes.” Ele descobriu lâminas refletoras que podem sem inseridas nas luminárias de calhas que dobram a luminosidade do local. Com isso, ele conseguiu retirar de todas as 1.735 calhas dos seus prédios uma das duas lâmpadas que elas usavam, o que significou, para começar, uma economia de 50% na conta de luz. Pensando que cada lâmpada ligada 24h por dia consumia o equivalente a 26 garrafas de 2 litros d’água por dia, faça o cálculo de economia para o nosso meio ambiente que ele fez.

Essa é a história que esse jovem nos conta: a de que atitudes simples têm um grande poder de transformação.

Por Mari Fonseca

16 de junho de 2011

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Os sons da Floresta

Ele foi o último a palestrar no TEDxAmazônia e sua talk terminou sem aplausos. Sua principal mensagem exigia silêncio: temos que escutar a floresta. Há 25 anos Gordon Hempton viaja o mundo gravando os sons que as pessoas esqueceram de ouvir, os sons da natureza. “A Terra é música, mas antes de entrar ou tentar entrar em sintonia com ela temos que primeiro, simplesmente, ESCUTAR.”

Gordon conta que quando recebeu o convite para participar do evento, ficou interessado principalmente pelo foco do encontro: Qualidade de vida para todos os seres do planeta. “Só pelo título eu sabia que tinha que participar. Foi como saber que finalmente estávamos indo para algum lugar com essa causa”, lembra Gordon. Fazia 10 anos que ele não vinha à Amazônia e o impacto da seca ressonava em seus ouvidos. “Dava para escutar que a floresta estava com sede. A vida voltava a cantar logo depois que passavam as rápidas tempestades tropicais que presenciamos.”

Gordon está a caminho do Canadá, a pedido do governo, para fazer uma pesquisa sobre a pureza dos sons do Parque Nacional de lá. Acordamos ele cedinho na semana passada para pedir notícias. Para a nossa surpresa, descobrimos que ele estava recebendo em casa, naquele dia, dois membros da audiência do TEDxAM, Gabriela Diament e Alessandre Greco. Os dois ainda estavam dormindo e tinham visitado no dia anterior a floresta do Olympic National Park, em Washington.

Por Mari Fonseca

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