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Aproximando cidadãos

Eu Lembro

15 de outubro de 2009

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Blog Action Day – O assunto está ficando quente

Blog  Action Day

Não é para ficar rememorando “tempos imemoriais”, mas nem faz tanto tempo assim que os países reuniram seus representantes numa grande conferência ecológica, a maior de todos os tempos, no Rio, em 92, com a cidade sintomaticamente tomada pelo exército brasileiro para garantir “a segurança” e um acordo, do então governador Leonel Brizola, com os barões da cidade para sacramentá-la…

Naquela época, quando a gente falava em aquecimento global tínhamos de enfrentar o lobby da economia de petróleo com todo um bloco de cientistas renomados que defendiam que o aumento da concentração de gases de efeito estufa pelo uso da energia pós-revolução industrial, o modelo de ocupação territorial humana e a displicência com a capacidade de absorção do meio ambiente teriam pouco a ver com o aquecimento global. Este um ciclo natural da terra, irreversível e sem relação com o homem e seu modo de vida.

Bom, 17 anos depois, o tratado de quioto em vias de sua renovação, muita coisa mudou.

Hoje dificilmente encontramos alguém que não tenha um entendimento nem que rudimentar do efeito estufa e suas causas e já é um conhecimento até comum saber que o meio ambiente não aguenta mais, que pagamos um custo alto pelo desmatamento, que o Brasil está entre os 5 maiores emissores de gases de efeito estufa do mundo e ainda reluta em assumir uma posição de corte de emissões exemplares, os mesmos medos dos reflexos disso para a economia do que os já santanizados Estados Unidos.

Iceberg

Efeito estufa e aquecimento global contribuem para o degelo das calotas polares e desequilíbrios ecológicos que já são realidade em nosso Planeta

Da minha vida nisso, passei de um jovem engenheiro que falava de um assunto distante e incompreensível (podia parecer meio coisa de picareta) para um profissional com experiência nessa área de mudanças climáticas do momento e do futuro, sendo chamado para falar, escrever, debater, informar e formar novos profissionais e decisórios no assunto.

Mais… coisas específicas decorrentes dos avanços em soluções, como compensação de emissões, neutralização, e nomes como Carbon Free (inventado na sala da minha casa), se tornaram terminologias mundiais que se associam as marcas mais famosas do mundo, as principais corporações e se transformam em uma nova economia, a economia do pagamento dos serviços ambientais, a economia da floresta, não a do desmatamento, a da recuperação e conservação das florestas!

Ora, então está bom, avançamos muito, como humanidade, se pensarmos q a formalização do ambientalismo foi marcada com livro Primavera Silenciosa e as estruturas governamentais como ministérios e secretarias de meio ambiente são recentes não apenas no Brasil, mas no mundo…

Tudo bem se não estivéssemos falando de um objetivo segurar o aumento de temperatura média do globo em 2 graus C em 2100, com a idéia de um esforço conjunto entre os países para isso e não soubéssemos que atingiremos os mesmos 2graus C em 2050, apenas considerando o resultado inercial dos gases de efeito estufa já emitidos.

Tudo bem se dentro dos cenários de comportamento da humanidade no combate e diminuição estipulado pelo IPCC (International Panel of Climate Change, Nobel da Paz com Al Gore em 2007) não nos encontrássemos no pior cenário, o que aponta para um aumento de temperatura ainda maior ou uma necessidade de radicalização nas soluções…

Tudo bem se a geoeconomia do planeta não estivesse já sofrendo alterações significativas, as Ilhas do Pacifico não estivessem sendo submersas, se a ocorrência de cataclismas com alta probabilidade de fundo por alteração climática não estivesse aumentando exponencialmente…

E tudo bem se a velocidade de decisão dos nossos representantes governamentais não obedecesse mais a dinâmica política e diplomática do que a necessidade urgente pela gravidade do problema e seu potencial de agravamento de exclusão social…

Menos mal se a fantástica capacidade de conscientização que a humanidade desenvolveu pela disponibilidade de informação e velocidade de seus meios puder significar uma ação coordenada (ou não?) que passa pela cobrança aos eleitos, às agremiações e as ações locais, regionais e globais.

Manifestação

Famílias mobilizam-se e protestam nas ruas seguindo manifestações em todo o mundo contra o aquecimento global

Neste ano de 2009 estamos vivendo um feliz florescer da ação da sociedade sobre o tema, e essa é a grande diferença.

Já tivemos a Passeata Ecológica, em São Paulo, temos o movimento do Global Climate Act, que começou no Fórum Social Mundial e acaba em grande evento no dia 12 de dezembro, em plena Copenhagen da Conferencia do Clima, do qual a mesma, e outras passeatas fizeram parte. Tivemos o dia do planeta.

Proliferam mobilizações web e agora este belo Global Action Day.

Esta grande diferença é a percepção de que a mudança não é apenas de economia, política e diplomática.

É, antes de mais nada, uma mudança cultural onde somos todos envolvidos e interessados, pois resulta numa mudança de modo de vida e percepção das coisas que compõe essa vida, sonhos e expectativas.

E dessa vez não será possível fingir que não estamos vendo e esperar soluções prontas.

Temos de perceber que se o mundo não nos cabe, não estamos mais cabendo nesse mundo.

Temos de discutir o essencial, requalificar o luxo e rever o belo.

Conseguiremos, pois a nossa capacidade de surpreender é enorme.

Mas ela está logo ali, com a vontade de fazer, a necessidade de expressão e a mobilização!

Sigamos em frente!

Francisco Maciel, presidente da Iniciativa Verde ou Txai Brasil, músico e poeta

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RT : As inscrições para o TEDxAmazonia estão abertas. Todos estãos convidados a embarcar.

Open Data, conheça duas plataformas que dão acesso a conteúdos restritos para os cidadãos.

Já está no ar !sso Não É Normal sobre mudanças climáticas no Nordeste. Um convite à ação, não um lamento.

Educação contra a desigualdade social foi o tema tratado por Maria Alice Setúbal, no .

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